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BlogdosCaloiros

"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

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Dia Mundial da Poesia : celebrar Sophia no CCB !

 

 

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Dia Mundial da Poesia

Centenário de Sophia de Mello Breyner

CCB

https://www.ccb.pt/

 

O Dia Mundial da Poesia começou a ser assinalado desde quinta-feira, com vários eventos, que incluem feiras de livros, leituras de poemas, cinema, conferências e lançamento de discos, com Sophia de Mello Breyner no centro, a assinalar o Centenário.

 

 

sophia100.jpg

 

https://centenariodesophia.com/

 

Os eventos previstos no o Centro Cultural de Belém (CCB), são de entrada livre, bem como a festa que está marcada para sábado.

 

O Dia da Poesia celebrou-se dia 21,  a festa da poesia, este ano, dedicada a Sophia de Mello Breyner terá lugar no sábado, dia 23 Março, das 15:00 às 19:00 horas.

 

 

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Sophia Mello Breyner

créditos: Autor não identificado

via UA

 

Pelo décimo segundo ano consecutivo, o Centro Cultural de Belém comemora o Dia Mundial da Poesia, no dia 23 de março, assinalando este ano o Centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen.

 

Um ambiente de festa com muita cor e poesia, para todas as idades, invade os mais variados espaços do Centro Cultural de Belém.

 

A partir das 15:00, uma maratona de leitura, subordinada ao tema “Celebrar Sophia de Mello Breyner Andresen”, com apresentação de André Gago e leituras por várias individualidades.

 

Haverá também um espaço aberto para leituras de poesia em voz alta, que estarão a ser filmadas e exibidas junto à Sala de Leitura.

 

 

 

 

Para este dia está também programada a exibição de uma curta-metragem de João César Monteiro, de 1969, intitulada “Sophia de Mello Breyner Andresen”, seguida de um documentário, de 2007, intitulado “O nome das coisas”, da autoria de Cármen Inácio e realizado por Pedro Clérigo.

 

 

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Sophia Mello Breyner

créditos: Eduardo Gageiro
http://img.rtp.pt/

 

Sophia de Mello Breyner (1919-2004), que celebra este ano o centenário do seu nascimento, vai ainda estar no centro de  uma tarde para a poesia, não só de Sophia de Mello Breyner, mas de toda a poesia.

 

Sophia escreveu catorze livros de poesia, mas também contos - “Contos Exemplares”, histórias infantis, artigos, ensaios e peças de teatro, e traduziu Shakespeare, Eurípedes, Dante, Claudel, e, para a língua francesa, alguns autores portugueses.

 

 

 

 

Mar Novo

Sophia de Mello Breyner Andresen

https://www.fnac.pt/

 

Na sua poesia, encontramos muitas vezes a infância e a juventude, o Mar (podemos encontrar muitos dos seus poemas sobre este tema no Oceanário de Lisboa), a Cidade (muitas vezes em contraste com o campo) e o Tempo.

 

 

 

 

Casa de Sohia Porto

Busto Jardim Botânico

foto: Egídio Santos/ UP

https://www.facebook.com/universidadedoporto

 

Destacava a importância das casas na sua infância, descrevendo muitas vezes ao pormenor as casas de que gostava para que a memória delas não se perdesse.

 

A escritora afirmava que a poesia lhe acontecia, como a Fernando Pessoa, que é muitas vezes evocado nos seus poemas. Dizia ter encontrado a poesia antes de saber que havia literatura e que achava que os poemas não eram escritos por ninguém, que existiam por si mesmos. Nunca escrevia de manhã porque precisava “daquela concentração especial que se vai criando pela noite fora”.

 

 

 

Sophia, poesia

 

Dia Mundial da Poesia no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, é sábado à tarde, das 15h00 às 19h00, para comemorar Sophia de Mello Breyner, 100 anos depois do seu nascimento. A entrada é livre.

 

Haverá um debate no qual participam a pintora Graça Morais,  o escritor e poeta Manuel Alegre e o escritor José Manuel Santos.

 

“Sophia entre dois mares” é o tema de uma palestra que decorrerá, quase em simultâneo com o debate, sobre o cruzamento das raízes da herança mediterrânea e a presença dominadora do Atlântico na poesia de Sophia, bem como o seu contributo para a literatura infantojuvenil.

 

A partir das 17:00 haverá lugar para um concerto – “No impulso da barca” – interpretado por Sandra Martins, no violoncelo, e Carlos Barreto, no contrabaixo, que vão apresentar uma performance de peças compostas em tempo real, uma viagem sonora inspirada na obra de Sophia de Mello Breyner.

 

 

Licença Creative Commons

Ler para saber : Livros sobre 25 Abril

 

 

abril25-andré-carrilho.jpg

 

25 de Abril

cartoon: André Carrilho

http://www.dn.pt/

 

 

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

 

Manuel Alegre, As Mãos (excerto)

 

Foi há 43 anos que a liberdade se fez em Portugal. Se perguntarmos aos jovens estudantes quem descobriu a Índia ou o Brasil estarão informados, pois é inquestionável o papel da escola e da literatura na transmissão desse saber e desse imaginário.

 

 

abril25d.jpg

 

slideshare aluna 11º ano

Francisca Silva, 2014

https://pt.slideshare.net/

 

 

"Todavia, se perguntarmos sobre 25 Abril de 74 poucos saberão da importância deste acontecimento da História de Portugal que tanto contribuiu para a mudança e para a evolução quer do ponto de vista da condição humana, quer do ponto de vista social."

 

Maria Manuela Cruzeiro/ Augusto José Monteiro

 

 

abril25-cravos1.jpg

 

slideshare aluna 11º ano

Francisca Silva, 2014

https://pt.slideshare.net/

 

E qual a simbologia do cravo ligada a este dia 25 Abril? Há várias versões, mas uma delas pode ser esta.

 

Mas está  nos livros. Faz parte, naturalmente, da nossa história. E, nem que seja só por isso, tem de ser estudada.

 

Deixo então uma sugestão de leitura: Vinte Cinco a sete vozes de Alice Vieira. Já tinha falado neste livro quando dediquei um post aos 30 Anos de livros de Alice Vieira.

 

 

vinte-cinco-sete-vozes.jpg

 

Vinte Cinco

a sete vozes

Alice Vieira

edições Caminho

 

 

Sinopse:

 

Que foi que aconteceu no dia 25 de Abril de 1974? Aparentemente a resposta é fácil. Mas só aparentemente, pois tudo vai depender da idade que têm os que a ela respondem... Para os mais novos, aqueles a quem 1974 é a Pré-História, 25 de Abril, 10 de Junho, 5 de Outubro ou 1.º de Dezembro é tudo o mesmo, ou seja, é feriado e isso é que importa. Mas para os mais velhos, as coisas não são assim tão simples.

 

Do conjunto de sete vozes diferentes se faz esta história - com um final feliz, já que a liberdade também se pode festejar de mãos dadas num centro comercial da cidade...

 

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 6º ano: leitura orientada na sala de aula. Grau de Dificuldade III, currículos de Língua Portuguesa.

 

 

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A Flor de Abril

uma história da revolução dos cravos

Pedro Olavo Simões 

ilustrações: Abigail Ascenso

http://www.fnac.pt/

 

Sinopse:

 

Um pai, pintor, busca na memória as respostas à curiosidade do filho, que viu um cravo desenhado sobre o cano de uma espingarda.

 

Com a simplicidade dessa conversa a dois, vemos como Portugal despontou para a liberdade numa madrugada de 1974. 

 

O livro conta a história de um quadro pintado numa oficina iluminada por 37 anos de liberdade. A flor no cano de uma espingarda que o pai de João imortaliza no quadro que pinta, explica aos mais novos como um cravo vermelho no cano de uma espingarda se fez símbolo da alvorada de um novo Portugal.

 

Nível etário: 8-12 anos.

 

 

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25 de Abril

Revolução dos Cravos

História de Portugal

Paula Cardoso Almeida
ilustrações: Carla Nazareth, Patrícia Alves & Miguel Gabriel
Quidnovi, 2008

http://bibliofiliajsd.blogspot.pt/

 

Sinopse: 

 

Numa colecção de História de Portugal, este livro centra-se na narrativa da Revolução de Abril propriamente dita, consequência quase natural de várias décadas de opressão, censura, pobreza e guerra colonial.

 

 

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 História de uma flor

Matilde Rosa Araújo

ilustração: João Fazenda

edições Caminho

https://www.wook.pt/

 

Sinopse:

 

«Nas ruas havia flores vermelhas por toda a parte. No peito das mulheres, dos homens, nos olhos das crianças, nos canos silenciosos das espingardas. Nem era uma guerra, nem uma festa. Era o mundo de coração aberto.»

 

Livro de Matilde Rosa Araújo, publicado em 1983 na colectânea A Velha do Bosque, editado autonomamente em 2008, com ilustrações de João Fazenda. A autora cruza a dimensão simbólica com a histórica, criando uma metáfora particularmente expressiva da libertação ocorrida em Portugal a seguir ao 25 de Abril. 

 

Um livro que é um poema à beleza e à liberdade. Ganha nova dimensão nesta edição autónoma, exemplarmente ilustrada.

 

Disponível em versão impressa e ebook

 

Nível etário: infantil

 

Não devemos descurar a partilha de uma 'memória histórica', que passa testemunhos mais autênticos.  Passaram 43 anos sobre 'esse momento'.

 

“A história é como uma montanha que só de longe se pode admirar na sua grandeza e nos seus abismos”

 

Müller, citado por Torgal, 1989: 214

 

Aqueles que viveram os factos, e que ainda estão entre nós, conseguem revivê-los e reconstruí-los de uma forma mais precisa e eventualmente, já com alguma isenção, por se ter passado o tempo suficiente para sacudir o pó da excessiva emoção.

 

 A Professora GSouto

 

25.04.2017

 

 Licença Creative Commons

Escritoras em Língua Portuguesa : Sophia M.Andresen & Cecília Meireles

 

 

caravela-sagres.jpg

 

 

Caravela Sagres 

http://www.roda-do-leme.com/

 

 

Este mês, mais propriamente, dias 6 e 7 Novembro 2014, celebraram-se os aniversários de dois grandes nomes da poesia em língua portuguesa. Sophia de Mello Breyner Andresen e Cecília Meireles.

 

 

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Sophia Mello Breyner nasceu a 6 Novembro 1919, no Porto. Foi aqui, nesta cidade, e na Praia da Granja, bem perto do Porto, que passou a sua infância e juventude.

 

De formação em Filologia Clássica, da Universidade de Lisboa, Sophia é uma das maiores poetas portuguesas do século XX, distinguida com o Prémio Camões em 1999, tornando-se a primeira mulher portuguesa a receber este galardão literário.

 

De entre muitos prémios, recebeu em 2001 o Prémio Max Jacob de Poesia e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana em 2003. 

 

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Sophia de Mello Breyner Andresn

desenho: Bottelho

https://pt.wikipedia.org/

 

Saber +

 

Foi  mãe de cinco filhos que a motivaram a escrever contos infantis. Mãe do escritor Miguel Sousa Tavares, e avó de Pedro Sousa Tavares que completou o conto inacabado de Sophia,  Os Ciganos, editado em 2012.

 

 

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Sophia Mello Breyner Andresen

Busto Jardim Botânico

foto: Egídio Santos/ UP

https://www.facebook.com/universidadedoporto

 

E como conhecemos bem as histórias de Sophia! Histórias de maravilhamento, passadas entre a casa de sua avó, hoje Jardim Botânico, e a praia da Granja,cenários magníficos tão bem descritos nos seus livros.

 

 

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Sophia Mello Breyner 

A Floresta | Figuerinhas

www.google.com/

 

 

 

 

A Fada Oriana

Sophia de Mello Breyner

ilustração: Helena Cálem

https://www.fnac.pt/

 

 

 

 

O Colar

Sophia de Mello Breyner

ilustração: João Catarino

https://www.fnac.pt/

 

A Floresta ou a Menina do Mar entre tantos outros que lemos nas aulas de Língua Portuguesa: O Cavaleiro da Dinamarca, História da Gata Borralheira, O Baile, O Colar ou Noite de Natal.

 

É óbvio que não poderiamos esquecer a sua poesia. Alguns dos seus mais belos poemas vieram enriquecer as nossas aulas dedicadas ao Texto Poético. Fica aqui a nossa homenagem:

 

Assim o Amor

Assim o amor
Espantado meu olhar com teus cabelos
Espantado meu olhar com teus cavalos
E grandes praias fluidas avenidas
Tardes que oscilam demoradas
E um confuso rumor de obscuras vidas
E o tempo sentado no limiar dos campos
Com seu fuso sua faca e seus novelos

Em vão busquei eterna luz precisa

Sophia de Mello Breyner Andresen, in “Obra Poética”

 

Morreu aos 84 anos, no dia 2 de Julho de 2004. Está no Panteão Nacional desde Julho 2014.

 

 

ceciliameireles.jpg

 

 

Cecilia Meireles

www.google.com/

 

Cecília Meireles nasceu em 1901, no Rio de Janeiro e faleceu em 1964, também no Rio de Janeiro. Foi poeta, professora, jornalista e cronista.

 

Saber +

 

No período de 1919 a 1927, colaborou nas revistas Árvore NovaTerra de Sol e Festa. Fundou a primeira biblioteca infantil do Brasil.


Leccionou na Univerdade do Distrito Federal em 1936 e na Universidade do Texas em 1940.

 

É considerada por muitos como uma das maiores poetisas da Língua Portuguesa. Em 1993, o Prémio Camões foi-lhe atribuido.

 

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Google doodle113º aniversário de Cecilia Meireles

https://www.google.com/doodles/

 

Google, o motor de busca homenageou hoje, dia 7 Novembro, a célebre poetisa Cecilia Meireles com um doodle na página de entrada (Brasil), na passagem do 113º aniversário da escritora carioca. 

 

A imagem do Doodle mostra Cecilia escrevendo sob a luz do luar. Delicioso!

 

Da sua vasta obra, realçamos a poesia infantil com textos como Leilão de Jardim, O Cavalinho Branco, Colar de Carolina, O mosquito escreve, Sonhos da menina, O menino azul, entre outros.

 

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Cecília Meireles

desenho: Arpad Szénes

http://www.algumapoesia.com.br/poesia/

 

Nas aulas curriculares, no estudo do Texto Poético, lemos vários poemas de Cecilia Meireles.

 

Serenata

Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio, e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo.

 

Cecilia Meireles

 

Actividades:

  • Faça o estudo comparado da poesia (alguns poemas) de Sophia Mello Breyner e Cecilia Meireles;
  • Solicite aos alunos que seleccionem poemas das duas poetisas. Desenvolva actividades de escrita criativa;
  • Dinamize um poemário (placares na sala de aula; biblioteca escola) com poemas escolhidos pelos alunos, segundo áreas temáticas;
  • Organize um pequeno concurso "Diz um poema" em que os alunos serão convidados a recitar poemas de Sophia e Cecilia.

 

A Professora GSouto

 

07.11.2014

 

 Licença Creative Commons

 

Viva a Primavera !

 

Magnolias in Porto
foto: Lou
http://24.media.tumblr.com/

 

A Primavera começa hoje, dia 20 de março, às 16:57 (hora portuguesa), uma hora mais cedo nos Açores. A primavera, este ano, começa hoje, dia 20 Março. Em causa está o alinhamento da Terra em relação ao Sol. E o começo da Primavera difere todos os anos porque o Planeta Azul não é um círculo perfeito, o que impede um movimento de rotação sempre igual.

 

Assim, não é cientificamente certo que a Primavera entre a 21 de Março, ou que o Equinócio da Primavera ocorra neste dia. A mudança de estação dá-se, regra geral, a 21 de Março, mas a ciência tem a força de contrariar a tradição.

 

Depois do equinócio desta quinta-feira, a duração dos dias altera-se, em razão da distância para a linha do Equador. Em Portugal, o dia ganha um minuto em cada 24 horas, até à chegada do verão. 

 Google Doodle Equinócio Primavera 2014

www.google.pt

 

E com a chegada do Equinócio de Primavera nos países acima da linha do Equador, Google celebrou-o com um doodle. Nas páginas locais do motor de busca, a animação exibe uma personagem em ambiente florido. O Equinócio da Primavera merece honras de doodle, com letras que florescem quando regadas. É a arte da Google ao serviço da ciência e da criatividade, uma manifestação - o doodle - que se vem tornando  tradição. Não tão grande como a Primavera, ou como um equinócio, mas que não passa indiferente. Já todos esperamos no dia a dia ao doodle que possa surgir nas páginas de Google.

 

O Doodle de Equinócio de Primavera pode ser encontrado nas páginas do Google para a Europa, como Espanha, França, Portugal.

 

A palavra equinócio deriva do latim, e significa “noites iguais“. Corresponde à entrada da Primavera no Hemisfério Norte.

Tradições
Desde os primórdios, os povos do Oriente sempre deram grande importância à chegada da Primavera.  Nessa época, faziam-se rituais de grande celebração ao crescimento e prosperidade. 
Tempo de plantar novas sementes, para o novo ano, quer a nível da agricultura. 
 
É um símbolo de igualdade, de equilíbrio - o dia e a noite têm o mesmo tempo de duração. Cada dia que passa, com o inicio da Primavera, s dias vão sendo mais longos e as noites mais curtas. 
 
É um momento de grande conexão, com as energias da natureza - O equilíbrio entre a energia solar e a energia lunar. 

 

 

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Actividades:

 

  • Audição de poemas
  • Escrita criatica: produção de poemas
  • Pesquisa de poesia alusiva à Primavera

 

"Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

 

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação."

 

 

Cecília Meireles, Primavera, excerto

 

A Professora GSouto

 

19.03.2014

 

Creative Commons License

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

 

http://3.bp.blogspot.com
 

" A Língua Portuguesa é um "bem precioso" e os portugueses devem tratá-la melhor."

 

 José Saramago, 23.04.08

 

 Fundo do mar

 

 No fundo do mar há brancos pavores,

Onde as plantas são animais

E os animais são flores.

 

Mundo silencioso que não atinge

A agitação das ondas.

Abrem-se rindo conchas redondas,

Baloiça o cavalo-marinho.

 

Um polvo avança

No desalinho

Dos seus mil braços,

Uma flor dança,

Sem ruído vibram os espaços.

 

Sobre a areia o tempo poisa

Leve como um lenço.

 

Mas por mais bela que seja cada coisa

Tem um monstro em si suspenso.

 

Sohia de Mello Breyner-Andresen, Obra Poética I, Caminho

 

Actividades:

 

  • Leitura de vários autores de língua portuguesa e não portuguesa;
  • Estudo dos direitos de autor e das regras de utilização de textos e/ou imagens
  • Transcrição e publicação nesta postagem, de poemas seleccionados pelos alunos das várias turmas.

 

Mas acima de tudo, leiam, leiam livros que vos agradem, parilhem opiniões. 

 

A Professora GSouto

 

24.04.2008

 

 Licença Creative Commons

 

Um poema para o Dia do Pai !

  

 

 

Em Portugal, o Dia do Pai festeja-se no dia 19 Março. Este dia tem significado por ser o dia dedicado a S. José. Uma tradição que se repete em países de religião católica. 

 

Mas há países, como os Estados Unidos, em que o Dia do Pai não está associado a nenhuma tradição religiosa. É apenas um dia dedicado aos pais com manifestações de carinho e afecto.

 

Deixo, então um poema para compartilhar com os vossos pais:

 

Sabes, pai

 

sabes, pai

o cachecol bege nos muros da foz
cobria as árvores com o seu pêlo, ao vento
o boné azul, marinheiro nos cabelos louros
sussurrava pequenas frases às silentes águas
o teu sorriso tão leve, enternecia o rosto
esses óculos, teu cabelo nas tardes de sol

ou o barco encalhado na areia breve
junto ao castelo onde nos passeávamos
eu tu a mãe, duas ou três falas e o meu corpo
que se chegava a vós junto à estrada

nestes muros da foz, abertos ao mar
que voava

Jorge Reis-Sá, in "A Palavra no Cimo das Águas"
 
 
Lindo não é? Vamos lá ver se o dizem (com entoação) aos vossos pais. Tenho a certeza que sim. E eles vão adorar!

 

Bom! Só posso deixar votos de Bom Dia do Pai para todos os vossos pais. Afinal merecem. tal como as mães, um dia muito especial.

 

A Professora GSouto

 

19.03.2007

 

 Licença Creative Commons

Poesias na aula de Lingua Portuguesa !

 

 

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 Porto histórico

créditos: João Abel Manta

http://urbansketchers-portugal.blogspot.com/

 

 

Mote:

 

 P de Porto

 

 

O Porto com suas pontes

O Porto com suas pedras

 seus painéis pintados nas paredes

suas praças de paz

seus produtos

seus passeios

seus pardais.

O Porto com seu povo

plantou a palavra Porto

no princípio de Portugal.

 

Luisa Ducla Soares, A Cavalo no Tempo, Civilização

 

 

Poema do M

 

Mandei ao teu coração

Duas cartas de saudades

E um restinho de paixão

Embrulhado em ansiedade.

 

Sara Teixeira, 10 anos (5 I)

 

 

Poema do A

 

De pequenino se aprende

No alfabeto é a primeira.

Acompanhada ou sozinha

É letra que fácil se entende!

A de amizade

A de bondade

A de Ana

E a de felicidade.

 

Ana Margarida Castro, 10 anos (5 I)

 

 

Poema do M

 

O M é meu,

pois é.

Não é teu,

não é.

Se o M é o maior,

assim é melhor!

Se o M é o menor,

assim é pior.

 O M é o máximo!

M's a mais são demais.

 

O M é o mínimo!

M's a menos

são de menos.

Os M's são milhares,

aos pares.

Os M's são milhões,

aos trambolhões.

O M é matulão,

que grandalhão.

O M não é maiorca ,

que minorca.

O M é maravilhoso,

que brioso!

O M é ministro,

que sinistro.

 

Carolina Neves, 10 anos (5 C)

 

 

Poema do T

 

T de terraço onde apanho sol

T de terra onde cresce o girassol

T de terráqueo como o girassol!

T de tonto

T de tolinho

T de tolice

T de tagarelice!

 

Mafalda Morais, 10 anos (5C)

 

 

Poema do A

 

Alemanha, país frio

Austria? Mais ainda

Mas temos Angola em África

Onde o calor é demais...

 

A letra A dá voltas e voltas

Gira, gira de mão em mão,

Já não é Estádio das Antas,

Passou a Estádio do Dragão!

 

Catarina Babo, 10 anos (5 I)

 

 

Poema do C

 

A letra C

Dá para construir palavras

C de cão, colchão,

Carneiro e também calção.

E dá para guardar coisas

No meu coração!

 

Dá para contar

Para cortar

E para colorir

Mas também para pintar!

 

Dá para o meu nome

Mas não dá para o teu!

Dá para correr

Mas não para aprender!

Pois para aprender

Era preciso um A 

E como não tenho um A

Aprender não dá!

 

Claudia Carneiro, 10 anos (5 C)

 

 

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Proibida a reprodução de textos dos alunos.

 

A Professora GSouto

 

7.06.2006

 

Licença Creative Commons

 

Dia da Árvore & Dia da Floresta ! Vamos poetar ?

 

 

 

Já temos  uma árvore

 

"Já temos uma árvore

para as nossas brincadeiras",

gritaram os miúdos

que andavam na rua.

"Que rico cherinho

já se faz sentir"

exclamou um senhor

muito perfumado.

(...)

A partir daí,

novas árvores vieram

fazer companhia

à outra mais crescida.

E foi assim,

senhoras e senhores

que a Cidade Amarelentada,

a pouco e pouco

passou a ser conhecida,

pela cidade florida. (...)

 

Fernando Bento Gomes,

in Que é do verde da minha rua, Editorial Caminho

 

(texto com supressões)

 

Saber +

 

Em Portugal, celebra-se o Dia da Árvore e Dia Mundial da Floresta, dia 21 Março, Dia Mundial da Poesia também.

 

Ir + longe: 

 

A primeira comemoração teve lugar nos Estados Unidos, na região do Nebraska, em 1872. A Festa da Árvore rapidamente se expandiu a muitod outros países do mundo.

 

Em Portuga, celebra-se desde 9 Março 1913. Em 1971 a Confederação Europeia de Agricultores propôs que se comemorasse o Dia Mundial da Floresta com o objectivo de sensibilizar as populações para a importância da floresta na manutenção da vida no planeta Terra.

 

Assim, no dia 21 Março 1972, início da Primavera no hemisfério norte, foi celebrado o primeiro Dia Mundial da Floresta, em Portugal e em vários países.

 

 

Pesquisa:

 

Árvores e Arbustos de Portugal

https://www.100milarvores.pt/2013/08/um-pequeno-guia-das-arvores-nativas-de-portugal.html

Arborium : Lista de Espécies

http://arvoresdeportugal.free.fr/IndexArborium/index0arborium.htm

 

Actividades:

 

Poetar! Vamos lá criar alguns poemas sobre esta temática? A apresentar na próxima aula de Língua Portuguesa para elaborarmos um Arborium no Jornal de Parede.

 

A Professora GSouto

 

21.03.2006

 

Licença Creative Commons

 

 

Mensagem de Bom Ano !

 

                                                    0000e8fr

 

Natal & decorações de rua

créditos: Denis Sinyakov 

http://news.yahoo.com/ 

 

De repente num momento fugaz,
os fogos de artifício anunciam
que o ano novo está presente
e o ano velho ficou para trás.

(...)

 

Anónimo

 

Que o Novo Ano traga Paz para o Mundo, menos sofrimento para os desprotegidos, muita alegria para todos os povos.

 

Vivam felizes !

 

A Professora GSouto

 

30.12.2005

 

 Licença Creative Commons