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"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

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"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

Dia do Autor Português : Desdicionário de Língua Portuguesa ?

 

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Descionário da Lìngua Portuguesa

Luís Leal Miranda

illustrações: José Cardoso

https://www.fnac.pt/

 

Sei quanto vos custa pegar num dicionário para encontrar uma palavra cujo sentido desconhecem. É tão mais fácil passar à frente ou apenas perguntar aos professores ou educadores... Pois bem, aqui está um Desdicionário que pode pelo desconstrutivo, levar-vos a querer ir ao dicionário saber/ entender o verdadeiro significado de um vocábulo.

 

Desdicionário de Luís Leal Miranda e ilustrações de José Cardoso em formato de bolso, foi editado pela Stolen Books no passado dia 16 de Abril e é o resultado de um projecto Novas Palavras Novas, que vivia apenas online. Em várias redes sociais.

 

Se se abrir numa página aleatória, podemos deparar com o vocábulo “primaverno" - conhecem? - aquela palavra usada "para definir aqueles dias frios de uma estação que já devia ser mais quente".  Tal e qual! É como hoje está. Já espicacei a vossa curiosidade?

 

Desdicionário da Língua Portuguesa tem prefácio assinado por Ortónimo Silva, o próprio Luís Leal Miranda.

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Luis Leal Miranda

Autor: Não identificado

http://p3.publico.pt/cultura/livros/

 

Saber + 

 

Luís Leal Miranda (Torres Vedras, 1983) foi publicitário, e é jornalista. O Desdicionário da Língua Portuguesa é o seu primeiro Desdicionário. Hum! Então vamos ter mais novas palavras novas!

 

Desdicionário da Língua Portuguesa surge depois de uma página de FacebookInstagramTumblr chamada Novas Palavras Novas. Junta 218 palavras inventadas e 25 ilustrações. O livro em formato de bolso, tem 200 páginas, e foi editado pela Stolen Books no passado dia 16 de Abril. 

 

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Dedicionário de Língua Portuguesa

Luís Leal Miranda

illustrações: José Cardoso

https://www.fnac.pt/

 

"Jardinheiro": pessoa que está sempre a deixar cair moedas ao chão.

 

“Não deixa de ser engraçado”,diz Luís Leal Miranda, o autor do Desdicionário da Língua Portuguesa. “É difícil de classificar, não culpo as livrarias. Peço desde já desculpa a toda a gente que o quer arrumar ou procurar.”

 

O livro é o resultado (tardio,  afirma o autor) do projecto Novas Palavras Novas, que existia, como já escrevemos mais acima, apenas online.

 

 

 

 

Descionário da Lìngua Portuguesa

Luís Leal Miranda

illustrações: José Cardoso

https://www.fnac.pt/

 

Numa “estufa para palavras sem raiz etimológica” cabem 218 novas palavras novas e 25 ilustrações de José Cardoso — uma por cada letra grafada.

 

Há letras do abecedário mais férteis do que outras, já sabemos, mas não faltam ideias a este criador de termos que, “se não fossem inventados, tinham de existir”.

 

 

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Descionário da Lìngua Portuguesa

Luís Leal Miranda

illustrações: José Cardoso

https://www.fnac.pt/

 

Resumo:

 

"franfolho: s. m. | Uma coisa sem nome, de forma indistinta, que só conseguimos identificar ao apontar e dizer: «É aquilo ali». A palavra "franfolho" surgiu pela primeira vez num dicionário em 1977. Não consta nas edições de anos anteriores nem no léxico de nenhum país de expressão portuguesa.

 

Vários estudiosos acreditam que "franfolho" surgiu de uma aposta entre lexicógrafos e há quem defenda a existência de um prémio para a primeira pessoa a detectar o intruso. Existe ainda a teoria de que o termo tenha sido incluído no dicionário depois de uma amarga derrota no Scrabble («franfolho» vale 21 pontos).

 

A tese mais comum, no entanto, é a de que o novo vocábulo entrou no dicionário para apanhar as editoras que o andavam a copiar. «Franfolho» não é a primeira palavra inventada na língua portuguesa porque todas as palavras antes dela também foram inventadas. E não é o primeiro erro do dicionário porque já lá estava a palavra “erro”.

 

 

 

Descionário da Lìngua Portuguesa

Luís Leal Miranda

illustrações: José Cardoso

http://novaspalavrasnovas.tumblr.com/

 

O Desdicionário da Língua Portuguesa pretende servir de estufa para palavras sem raiz etimológica, orfanato para nomes de ascendência desconhecida ou mapa para a Atlântida dos significados. Inclui «franfolho» e outras 218 novas palavras novas que se não fossem inventadas tinham de existir"

 

- "E havia necessidade de publicar uma coisa que está, na sua totalidade, na Internet?"

- "Não, não havia. Mas gosto de o fazer na mesma.”

 

Luís Leal Miranda

 

 

 

Descionário da Lìngua Portuguesa

Luís Leal Miranda

illustrações: José Cardoso

https://www.fnac.pt/

 

Luís Leal Miranda continua agora o Desdicionário da Língua Portuguesa. Um dicionário “precisa de ter um suporte físico para perdurar”. O Facebook, o Instagram e o Tumblr não chegam para albergar vocábulos de outro mundo como “monstro de duas cabeças” (“casal que partilha o mesmo perfil de Facebook”, precisamente!) ou “euclipse” (“perda súbita de identidade associada à chegada de uma namorada/namorado ou emprego novo”).

 

 

 

Descionário da Lìngua Portuguesa

Luís Leal Miranda

illustrações: José Cardoso

https://www.fnac.pt/

 

Outras Palavras:

 

gepeta

s. f. | Uma mentira inocente que ganha vida própria e foge ao nosso controlo.

hipopotimismo

s. m. | A ideia, muitas vezes errada, de que uns quilos a mais nos favorecem.

fície

s. f. | Uma superfície que perdeu os seus superpoderes.

pi-rex

s. m. | Um dinossauro que pode ir ao forno.

efptozleped

s. m. | O nome que se dá aos quadros com letras nos consultórios de oftalmologia.

hemoólico

s. m. | Termo pelo qual os vampiros preferem ser tratados.

cacocracia

s. f. | Forma de governo em que os soberanos são pessoas incompetentes.

burburil

s. m. | Peça de um frigorífico cujo único propósito é fazer um som agudo e repetitivo, inaudível durante o dia mas muito incomodativo à noite.

otopia

s. f. | Mundo imaginário, livre de interrupções, para onde fugimos sempre que colocamos os phones nos ouvidos.

redundalho

s. m. | Um saco de plástico que serve apenas para guardar outros sacos de plástico.

bibelotaria

s. f. | Sinónimo de “quermesse”.

vendavalium

s. m. | Uma brisa calmante num dia de muito calor.

nhamnhamnésia

s. f. | Perda total ou parcial da memória daquilo que comemos ontem ao almoço.

 

 

 

 

Descionário da Lìngua Portuguesa

Luís Leal Miranda

illustrações: José Cardoso

https://www.fnac.pt/

 

O autor continua a embirrar com palavras - ou, melhor, com o uso que as pessoas lhes dão. “Literalmente” é uma delas e o uso indevido é um flagelo que pode acabar em decapitações quando ouve coisas como “Perdeu, literalmente, a cabeça”. Isso e advérbios de modo: “Também embirro muitas vezes, mas uso-os, obviamente.”

 

O livro está à venda “nas melhores livrarias”? diz o autor. Mas será que o encontramos assim, facillmente? É talvez melhor procurar nas prateleiras “mais estranhas”.

 

Actividades:

 

Como hoje é o Dia do Autor Português,nada melhor do que ler um livro de um autor português. Para isso, convido-vos a uma pesquisa sobre autores portugueses publicados neste blog. E são muitos, podem crer!

 

Encontrarão várias sugestões de leitura para este dia tão especial!

 

Boas leituras... e desleituras, se assim quiserem pesquisar nas redes sociais de Novas Palavras Novas.

 

A Professora GSouto

 

22.05.2018

 

fontes: P3/ Cultura/ Livros

Observador/ Livros

 Novas Palavras Novas/ Facebook

 

 Licença Creative Commons

 

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor : Ler é meu direito ! Sugestões

 

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 Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

créditos: Luisa Ferreira (fotogradia/ LUPA (designer)

http://www.dglb.pt/

 

Todos os anos, escrevo sobre o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. Tem a ver com o meu imenso gosto pela leitura. E foi esse sentimento que tentei passar aos meus alunos desde 2006 neste blogue, mas muitos anos antes em ensino presencial.

 

Sobre o Cartaz:

 

O cartaz deste ano, baseado numa fotografia que a fotógrafa Luísa Ferreira concebeu no Arquivo Nacional Torre do Tombo, com design da LUPA Designers, pretende "transmitir, metonimicamente, que um livro cruza justamente tudo isto: tempo, espaço, língua, cultura, imagem, suporte, fotografia, escrita, mas também uma leitura e muitas leituras, prazer e fruição."  

 

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 http://www.dglb.pt/

 

 

 Tema 2018:

 

"Ler é meu direito!"

 

Saber + 

 

Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Pretende anualmente promover o prazer da leitura e o respeito pelos livros e pelos seus autores.​ Um dos aspectos pelo qual batalhei desde sempre junto dos alunos. Direitos de autor, ainda nem se falava nisso nas escolas. 

 

Os autores eram citados em contexto educativo, sem se ter o cuidado de informar que autor ou obra.

 

 

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Já todos sabemos,também que a data foi escolhida com base na tradição catalã segundo a qual, neste dia, os homens oferecem às suas «damas» uma rosa vermelha de S. Jorge e recebem em troca um livro, testemunho das aventuras do cavaleiro. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como ShakespeareCervantes e Garcilaso de la Vega, falecidos em Abril de 1616.
 
 
 
 

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Ano Europeu do Património Cultural

http://anoeuropeu.patrimoniocultural.gov.pt/

 

 
Ir + longe:

 

Como escrevemos no post Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, em 2018 celebra-se  o Ano Europeu do Património Cultural. Os Arquivos e as Bibliotecas pretendem relacionar a noção de Património com o valor cultural e intemporal do Livro e da Leitura. Sem dúvida, os livros são património cultural europeu e da Humanidade.

 

Resultando do conjunto de várias entidades, desde o autor ao leitor, passando pelo editor, tradutor, revisor, designer, ilustrador, tipógrafo, livreiro, animador da leitura, o Livro encontra o seu valor intemporal quando é lido e 'passado de geração em geração', de uma língua para outra língua, de um suporte para outro suporte de leitura.

 

 

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 Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

http://www.dglb.pt/

 

Livros:

 

No cartaz ofical do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, podemos reconhecer obras de Sophia de Mello Breyner, Fernando PessoaMário de Sá-Carneiro e José Saramago. Mas, convido-vos a percorrer os muitos posts que tenho dedicado a livros e autores portugueses e estrangeiros desde a criação de BlogdosCaloiros (2005)

 

Entre outros, Manuel António Pina, Agustina Bessa-Luís, José Luís PeixotoHélia Correia ou Luisa Dacosta.

 

Dos escritores estrangeiros, destaco Stephen Hawking, Jules Verne, Amy Krouse RosenthalBeatrix Potter, Miguel de CervantesLewis Carroll ou J.K. Rowling, claro!

 

 

Reading-REA.png

 

 

 créditos: Autor não identificado

via Google Images

 

 

Sugestões livros:

 

Mas há muitos mais autores e livros a pesquisar no BlogdosCaloiros. Façam-no! Vale a pena.

 

Como adoro ler, sempre me preocupei, ao longo dos anos, em ler muito nos currículos de Línguas e Cidadania. E também ia sugeririndo outras leituras aos alunos através deste blogue ou levando livros de literatura juvenil para a sala de aula. Lia então, pequenos excertos para que os alunos ficassem cativados, e fizessem as suas próprias escolhas.

 

 "Ler muito é um dos caminhos para a originalidade; uma pessoa é tão mais original e peculiar quanto mais conhecer o que disseram os outros."

 

Miguel Unamuno

 

 A Professora GSouto

 

23.04.2018

 

 Licença Creative Commons

 

Tributo a Agustina Bessa Luís : Livros ensino básico e secundário !

 

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Agustina Bessa-Luís

créditos: Autor não identificado

https://ionline.sapo.pt/

 

" Escrever é isto: comover para desconvocar a angústia e aligeirar o medo, que é sempre experimentado nos povos como uma infusão de laboratório, cada vez mais sofisticada."

 

Agustina Bessa Luís, 

in Contemplação Carinhosa da Angústia

 

Agustina Bessa Luís celebrara no passado dia 15 Outubro, 96 anos. Na impossibilidade de parabenizar a autora pessoalmente, devido à sua doença desde 2006, aqui a parabenizei em Novembro 2017.

 

 

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Agustina Bessa-Luís [1922-2019]

créditos: autor não identificado

via DN/ Artes

 

Hoje choro a morte de Agustina. Fica aqui o meu tributo a uma das maiores escritoras portuguesas. Admirava-a através dos seus livros. E fiquei ad admirá-la como pessoa, depois dos nossos encontros, há muitos anos na Livraria Bertrand (Boavista, hoje encerrada).

 

Agustina era uma pessoa doce, alegre, e bastante afectuosa, apesar do seu ar clássico. Conversava com facilidade com o seus leitores. Sentia-se feliz em ser reconhecida e abordada para falar dos seus livros e da vida.

 

 

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Agustina Bessa-Luís

créditos: Livraria Lello

https://www.facebook.com/LivrariaLello/

 

Já escrevera neste blog sobre o desaparecimentos de outros dois grandes escritores portugueses: Luisa Dacosta e Manuel António Pina.

 

Depois de ter celebrado o 95º aniversário,  (2017) de Agustina Bessa-Luís. Hoje presto a minha sincera homenagem a Agustina, não só pela sua obra, como pela pessoa que tive o imenso privilégio de conhecer e dialogar, por mais do que uma vez.

 

E nada melhor do que falar dos livros que lemos nos currículos de Língua Portuguesa e Literatura Portuguesa.

 
Livros:
 
 

 

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Vento, Areia e Amoras Silvestres

Agustina Bessa Luís

https://img.bertrand.pt/

 

Vento, Areia e Amoras Bravas de Agustina Bessa Luís, obra recomendada para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma, pelo Plano Nacional de Leitura.

 

Resumo:

 

«Vento, Areia e Amoras Bravas» é um título dançarino. Todo ele mexe e convida a dançar e arrasta o movimento da juventude que depois vai conduzir à idade consular. A toga vai suceder à sandália e o cinto desatado, que correspondem à história radiosa de Lourença.

 

 

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Vento, Areia e Amoras Silvestres

Agustina Bessa Luís

https://img.bertrand.pt/

 

Lourença não quer esquecer a infância nem o vento furibundo que tenta dispersar os pequenos sinos da salvação mais espirituosa, a salvação da descoberta.

 

Volta Dentes de Rato como uma gota de azougue imóvel na palma da mão. Estará imóvel ou apenas encantada? Veremos. Veremos… que as histórias são para explicar estas coisas. A leitura fez-se para encher o silêncio de mágica.

 

Livro encantador que remeteu para a minha própria infância. Li com turmas de 8º e 9º anos nas aulas curriculares de Língua Portuguesa.
 
 
Fez parte de uma das nossas conversas na livraria Bertrand (Boavista, já encerrada). E como já o tinha lido, solicitei há muito, solicitei a Agustina se me autografava, pedido de imedito aceite. Uma dedicatória muito afectuosa que partilhei com os alunos.
 
 
 

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Dentes de Rato

Agustina Bessa Luís

https://www.fnac.pt/

 

 

Sinopse:

 

Lourença tinha três irmãos. Todos aprendiam a fazer habilidades como cãezinhos, e tocavam guitarra ou dançavam em pontas dos pés. Ela não. Era até um infeliz para aprender,tinha algumas dificuldades, e admirava-se de que lhe quisessem ensinar tantas coisas aborrecidas e que ela tinha de esquecer o mais depressa possível.

 

O que mais gostava de fazer era comer maçãs e deitar-se para dormir. Mas não dormia. Fechava os olhos e acontecia-lhe então uma aventura bonita, e conhecia gente maravilhosa...

 

 

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Dentes de Rato

Agustina Bessa Luís

ilustrações: Mónica Baldaque

https://www.wook.pt/livro/

 

Assim começa este livro que Agustina Bessa-Luís escreveu para os leitores mais jovens. Se lermos um pouco mais, ficamos a saber por que razão Lourença era conhecida como Dentes de Rato e muitas outras coisas.

 

As ilustrações são de Mónica Baldaque, neta da escritora. O livro é um clássico da literatura infantil e juvenil portuguesa. 

 

Nota:

 

Livro Recomendado pelo Plano Nacional de Leitura 7º Ano de Escolaridade como Leitura Orientada na Sala de Aula - Grau de Dificuldade II.

 

Ler Dentes de Rato nos currículos de Língua Portugesa, do 6º ano (2º ciclo) e do 7º ano (3º ciclo). dependendo das turmas leccionadas.

 

Um livro muito interessante de literatura infanto-juvenil que os alunos gostaram de ler, mesmo aqueles alunos mais 'avessos' à leitura.

 

As aventuras de Lourença assemelham-se às dos alunos e muitos identificavam-se com Lourença, até alguns rapazes.

 

 

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Agustina Bessa Luis

créditos: via RRSapo/ Reportagem

https://www.dn.pt/artes/

 
 
Relembrar Agustina faz parte do meu mundo afectuoso ligado aos livros. Encontrei a escritora com freqência na livraria Bertrand que posteriormente encerrou.
 
Lemos A Sibila no curso de Literatura Portuguesa (ensino secundário) na Escola Profissional de Música do Porto, fundada pela Professora Hélia Soveral.
 
Agustina foi convidada para um  pequeno Encontro Literatura & Música a que compareceu e participou de um diálogo muito enriquecedor.
 
 

 

agustina-sibila.jpg

 

 

A Sibila

Agustina Bessa Luís

Relógiod'Água, 2017

https://relogiodagua.pt/

 
 
A Sibilaé um romance que olha de frente para o ser humano, sem o subtrair aos costumes, às tradições enraizadas - família, comunidade, religião - e ao preconceito em que cada ser se molda.
 
É através deste olhar que surge Quina, a Sibila, uma personagem única na sua complexidade, onde "o humano é exemplo desse redemoinho de forças, através do qual se abre um conflito - o conflito de estar vivo e o que isso implica de luta, aceitação e incomunicabilidade."
 
 
O romance venceu o Prémio Delfim Guimarães e o Prémio Eça de Queiroz.
 
 
Outros livros:
 
 
 

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Fanny Owen
Agustina Bessa-Luís
 
 
 
Fanny Owen é uma história verídica passada em 1850 entre José Augusto Pinto de Magalhães (proprietário da quinta do Lodeiro, poeta, rapaz triste e desinteressado da vida), Fanny Owen (filha do coronel Owen, auxiliar e conselheiro militar de D. Pedro aquando das lutas liberais) e o próprio Camilo Castelo Branco, com apenas vinte e três anos.


Níveis de ensino: Ensino Básico (9º ano); Ensino Secundário (10º ano).


  • Filme: Francisca de Manoel de Oliveira

Manoel de Oliveira adaptou-o ao cinema num filme com o título Francisca (1981), recurso digital que pode complementar o estudo da obra.
 
 
 
 

 

 
 
Dados biográficos: 
 
 
Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante, a 15 de Outubro de 1922. A sua infância e adolescência foram passadas nessa região, cuja ambiente marcará fortemente a obra da escritora.
 
Estreou-se como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado, tendo desde então mantido um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas, contando até ao momento com mais de meia centena de obras. 
 
É em 1954, com o romance A Sibila, que Agustina Bessa-Luís se impõe como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa contemporânea.
 
 
Agustina Bessa-Luís foi distinguida com os prémios Vergílio Ferreira 2004, atribuído pela Universidade de Évora, pela sua carreira como ficcionista, e o Prémio Camões 2004, o mais alto galardão das letras portuguesas.
 

 

 

Agustina Bessa Luís

créditos: Autor não identificado

 

 
Actividades: 
 
 
Três sugestões, algumas de leitura obrigatória (discordo desta noção) para ler nos currículos escolaresm diferentes níveisde Língua e Literatura Portuguesa.
 
Cabe aos professores seleccionar as obras a ler, segundo os currículos que lecciona e perfil dos alunos/ turma.
 
Acima de tudo, homenagear Agustina através dos seus livros, sendo uma das escritoras mais importantes da Literatura Portuguesa.
 
 
"Nasci adulta
 
Morrerei criança."
 
 
Agustina Bessa-Luís
 
 
A Professora GSouto
 
 
11.11.2017
 
actualizado 02.06.2019
 
 
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Dia do Pai ! Vamos oferecer livros ?

 

 

doodle-dia-pai.jpg

 

Google Doodle Dia do Pai

http://www.google.com/doodles/

 

O Dia do Pai em Portugal é comemorado no dia 19 de Março. Celebra-se no dia de São José, santo popular da igreja católica (pai de Jesus Cristo).Uma tradição que se repete em vários países de religião católica. 

 

A celebração do Dia do Pai no dia 19 de Março tem lugar em Portugal, Espanha, Itália, Andorra, Bolívia, Honduras, Liechstenstein, Croácia. A celebração da data varia de país para país.

 

Em França, o Dia do Pai celebra-se no 3º domingo de Junho.

 

Gogle parabeniza os pais com um o Doodle o Dia do Pai, esqueceu Portugal na lista de países. No entanto, ao acedermos à página principal do motor de busca, é-nos apresentado. Será que se redime dessa falha? Ou confunde Portugal com Espanha?

 

 

 Saber+

 

Origem Dia do Pai : Existem duas histórias sobre a origem do Dia do Pai

 

  • A instauração do Dia do Pai teve origem nos Estados Unidos da América, em 1909. Sonora Louise Smart Dodd, filha de um militar resolveu criar o Dia dos Pais motivada pela admiração que sentia pelo seu pai, William Jackson Smart, pelo facto de este ficar viúvo e educar seis filhos.

 

  • A festa foi ficando conhecida em todo o país e em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o Dia dos Pais.

 

  • Evoca-se também, como origem dessa data a Babilónia, onde, há mais de 4 mil anos, um jovem chamado Elmesu teria moldado em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai, um rei babilónico famoso Nabucodonosor.

 

Em Portugal a festa esteve sempre associada ao Dia de S. José, 19 Março.

 

É prática dar um presente ao Pai, num gesto de carinho. Por que não oferecer um livro? Aqui ficam algumas sugestões para várias idades:

 

 

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Querido Pai

Orianne Lallemand

ilustrações: Angélique Pelletier

Editorial Presença, 2012

http://www.presenca.pt/

 

Sinopse:

 

Pai Miminhos, Pai Força, Pai Compincha, Pai Cócegas... Descubram o olhar que uma menina lança sobre os estados de alma do seu pai, acompanhados de ilustrações transbordantes de ternura.

Em Querido Pai, todos os pais do mundo são contemplados com palavras amorosas, ternurentas e de grande admiração.

 

 

 

 

Querido Pai

Orianne Lallemand

ilustrações: Angélique Pelletier

http://multimedia.fnac.pt/

 

Depois de Mamã Maravilha, é a vez de os pais terem a sua homenagem, num livro que é um presente ideal tanto para os mais pequenos como para os mais crescidos.

 

 

 

 

O Pai e Eu

Maria Teresa Gonzalez

ilustrações: Carla Nazareth 

 

Começa assim:
 
"Ser santo é viver no mundo real e ir ao encontro
das pessoas que Deus colocou no nosso caminho
e amá-las.
Para muitos de nós, essas pessoas são
a nossa própria família."
 
Irmã Wendy, Livro de Santos

 

 

 

 

 

O Pai e Eu

Maria Teresa Gonzalez

ilustrações: Carla Nazareth 

 

Quando dissemos
a nossa primeira palavra,
o Pai foi logo contar a novidade
a toda a gente que conhecia
(e era a palavra «Mamã»)!

 


 

 

 

O Pai e Eu

Maria Teresa Gonzalez (excertos)

Ilustrações: Carla Narath

Porto Editora, 2011

http://static.fnac-static.com/

 

Ser Pai não é fácil, sobretudo quando
tem de nos ralhar ou pôr de castigo..."
(...)
 

 

Maria Teresa Gonzalez, O Pai e Eu, Porto Editora

(excertos)

Ilustrações Carla Nazareth

 

Sinopse:

 

Quando dissemos a nossa primeira palavra, o Pai foi logo contar a novidade a toda a gente que conhecia (e era a palavra «Mamã»)!

 

Nota: Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, Educação pré-escolar. Leitura com apoio do educador ou dos pais.

 

 

 

 

O meu Pai é grande, é forte, mas...

Coralie Saudo

ilustrações: Kris Di Giacomo

Dinalivro, 2012

http://bibrt.no-ip.biz/

 

Sinopse:

 

Todas as noites é sempre a mesma coisa. Este papá de gravata e com um ar exausto não quer ir para a cama e faz uma grande birra antes de se ir deitar. Por fim, depois de muitas negociações e de voltas e mais voltas pela casa toda, lá se consegue levá-lo. Mas ainda é preciso ler-lhe um livrinho antes da fatídica pergunta do costume: «Alexandre, meu filho, posso dormir na tua cama?» Nesta história contada ao contrário, a inversão dos papéis diz-nos que um pai pode ser realmente grande e forte - como se constata no exercício de puro deleite em que consiste a visualização das ilustrações -, mas nem por isso deixa de precisar de colo ou de ter medo do escuro.

 

O lado mais frágil da idade adulta consumada na paternidade alcança neste livro a doce melancolia de um tom sépia, que nos diz metaforicamente aquilo que poucas vezes deixamos transparecer.

 

 

 

 

O Pai no Tecto

Maria Teresa Gonzalez

Verbo, 2003

http://d.gr-assets.com/

 

Sinopse:

 

Encontrado dentro de um cesto, apenas envolto num pano, Tito sempre pensou que o seu pai se chamava Adão e que um dia o iria buscar. Isto porque a avó Lena, a governanta da Casa dos Lírios, uma instituição que acolhe rapazes órfãos ou negligenciados pela família, lhe contou que ele tinha aparecido misteriosamente «à pai Adão».

 

Miúdo dotado de grande inteligência, Tito vai sofrer o primeiro desgosto de uma existência até então vivida praticamente sem sobressaltos: a morte da avó Lena, a pessoa que o criara e o fazia sentir que tinha uma família. No momento em que se sente completamente perdido, o pediatra da instituição, o Dr. Tomás Telles, homem solitário, convida-o para uma viagem a Roma, onde lhe diz ter uma surpresa para lhe mostrar. E é durante esta viagem que Tito encontra finalmente o pai, só que afinal ele não se encontra no tecto da Capela Sistina...

 

 

Florbela.png

 

 

 Florbela Espanca 

http://www.luso-livros.net/

 

Ir + longe:

 

Mas, para os mais velhos, os alunos que estudam literatura portuguesa e os grandes poetas, fica então um poema de Florbela Espanca que dedicou um poema ao pai:

 

Poema para o Dia do Pai


Ter um Pai! É ter na vida
Uma luz por entre escolhos ;
É ter dois olhos no mundo
Que veem pelos nossos olhos!

 

Ter um Pai! Um coração
Que apenas amor encerra,
É ver Deus, no mundo vil,
É ter os céus cá na terra!

 

Ter um Pai! Nunca se perde
Aquela santa afeição,
Sempre a mesma, quer o filho
Seja um santo ou um ladrão ;

 

Talvez maior, sendo infame
O filho que é desprezado
Pelo mundo ; pois um Pai
Perdoa ao mais desgraçado!

 

Ter um Pai! Um santo orgulho
Pró coração que lhe quer
Um orgulho que não cabe
Num coração de mulher!

 

Embora ele seja imenso
Vogando pelo ideal,
O coração que me deste
Ó Pai bondoso é leal!

 

Ter um Pai ! Doce poema
Dum sonho bendito e santo
Nestas letras pequeninas,
Astros dum céu todo encanto!

 

Ter um Pai! Os órfãozinhos
Não conhecem este amor!
Por mo fazer conhecer,
Bendito seja o Senhor!

 

Florbela Espanca, Poesia 1918-1930

Dom Quixote, 1992

 

 A Professora GSouto

 

19.03.2016

 

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Hélia Correia: Sugestões de leitura

heliacorreiac.jpg

 Hélia Correia | Youtube

http://cache-img1.pressdisplay.com/

 

"Em minha casa os livros habitavam como presenças vivas."

Hélia Correia

A escritora Hélia Correia acaba de receber o Prémio Camões 2015, o mais prestigiado atribuído no espaço da língua portuguesa.

 

O Prémio Camões consagra a obra de um autor e não uma qualquer obra em particular. Já foi atribuido a vários autores de língua portuguesa.

 

Entre os escritores portugueses, lembremos Manuel António Pina que foi galardoado com o Prémio Camões 2011.  E que nós tão bem conhemos, quer pela leitura em sala de aula de livros seus, quer pela sua vinda à escola mais do que uma vez.

 

Outros autores portugueses? A nossa querida Sophia Mello Breyner - Prémio Camões 1999 - que tanto gostávamos de ler. Histórias encantadoras. Ou Miguel Torga (1989), José Saramago (1995), o nosso Prémio Nobel da Literatura em 1998.

 

Saramago que começamos a conhecer em A Maior Flor do Mundo, uma das raras obras de literatura infantil e juvenil do escritor.

 

Mas voltemos a Hélia Correia. Hélia Correia nasceu em Lisboa e passou a infância e a juventude em Mafra, onde frequentou o ensino primário e liceal. Era conhecida na sua infância como 'a menina dos gatos'.

 

Licenciada em Filologia Românica, foi professora do ensino secundário.

 

Hélia Correia

 http://ionline.pt/


Poetisa, contista e dramaturga, foi enquanto romancista que Hélia Correia se revelou como um dos nomes mais importantes e originais surgidos durante a década de 80, ao publicar, em 1981, O Separar das Águas.

 

Seguiram-se romances e novelas como Montedemo, Insânia, A Casa Eterna (Prémio Máxima de Literatura, 2000), Lillias Fraser (Prémio de Ficção do PEN Clube, 2001, e Prémio D. Dinis, 2002), Bastardia (Prémio Máxima de Literatura, 2006), e Adoecer (Prémio da Fundação Inês de Castro, 2010).

 

Hélia Correia é também contista, tendo publicado uma antologia dos seus contos em Novembro de 2008. E ano passado, 'Vinte Degraus e Outros Contos', que recebeu o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores e pela Câmara Municipal de Vila Nova da Famalicão.

 

O Prémio Camões reconhece assim a imaginação, o poder de criação de personagens, e o invulgar modo de trabalhar a língua portuguguesa que Hélia Correia tem revelado.

 

Então, neste post dedicado a Hélia Correia, gostaria de deixar duas sugestões de leitura de livros de literatura infantil e juvenil escritos pela autora.

 

 A Ilha Encantada. Hélia Correia

versão portuguesa para jovens

http://relogiodaguaeditores.blogspot.pt/

 

Começo pela 'A Ilha Encantada', versão para Jovens da obra de Shakespeare, A Tempestade (2008). Faz parte do Plano Nacional de Leitura, 8º ano.

 

Como escreve Hélia Correia, na introdução da sua adaptação da peça de William Shakespeare (1564-1616

 

«Compare-se esta peça com um sol. O poder dos seus raios tem gerado um sem-número de novas criações. Porém o centro permanece opaco e arde a temperatura inacessível. É o mais enigmático dos textos do mais enigmático dos autores. (…)

 

Sobre esta A Tempestade há que dizer que permanece estranha aos nossos olhos e aos nossos ouvidos. E, no entanto, as suas personagens vão, com outras, no jorro da popularidade, passando pelo tempo e pelas culturas, tratadas como gente da família, com ternura e com falta de respeito.

 

E ainda, um outro livro encantador, 'A Chegada de Twainy'. A sua obra infanto-juvenil mais recente (2011). Com ilustrações de Rachel Caiano.

 

 

A Chegada de Twainy | Hélia Correia

Ilustrações Rachel Caiano

http://relogiodaguaeditores.blogspot.pt/

 

Em jeito de apresentação deste livro com fadas, leiamos o que Hélia Correia respondeu numa entrevista, à pergunta “Como nasceu a Twainy?”:

 

«A Twainy existiu primeiro como nome, porque um priminho meu, um dos meus meninos – tenho muitos meninos, muitos amiguinhos –, muito pequenino, a primeira vez que veio ver-me, achou que eu era tia, e chamou-me Twainy, que era o nome que ele dava às tias. E eu achei que o nome era muito bonito e fiquei com o nome. Não só a Twainy dele, como pensei: este nome é muito bonito, este nome vai existir de qualquer modo. Depois, numa loja que eu frequento muito e que também tem assim muitas coisas invulgares, encontrei uma bonequinha com asas de tule. Esta bonequinha, com um aspecto muito, enfim, antifeérico, quando a vi pensei, olha aquela é a Twainy

 

Bom, em tempo de férias para alguns, aqui deixo sugestões de leituras de verão para ocupar tempos livres.

 

Para os que andam em exames, bons resultados, pois deles dependderão o vosso futuro no Secundário, ou no Ensino Superior.

 

Deixarei sempre que me for possível, sugestões de actividades de lazer, desde cinema, leitura, curiosidades culturais ou desportivas, antes de fazer uma pausa, como sempre, em Agosto.

 

A Professora GSouto

 

19.06.2015

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Dia de Portugal : Luis Vaz de Camões & a Língua Portuguesa

 

 

luis-camoes1.jpg

 

 

Luiz Vaz de Camoes

Busto de Camões, século XVII

créditos: Andries Pauwels

https://pt.wikipedia.org/

 

Celebra-se hoje, dia 10 de Junho,  o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

 

O feriado nacional assinala deste modo, o dia da morte do poeta Luís Vaz de Camões, em 1580, autor do poema épico, Os Lusíadas.

 

Do programa do Dia de Portugal fazem parte muitas actividades: desfiles e demonstrações militares, por exemplo que têm lugar em Portugal e nas Comunidades. É o dia da Língua Portuguesa e do cidadão nacional.

 

Google:


doodle-diaportugal.jpg

 

Google Doodle Dia de Portugal

doodler: Ana Ramirez

https://www.google.com/doodles/

 

Google, o motor de busca preferido dos jovens portugueses, tem hoje, dia 10 de Junho, na sua página de entrada, um Doodle dedicado ao Dia de Portugal, fazendo alusão â calçada portuguesa no segundo 'o' da palavra Google, enquanto as restantes letras apresentam as cores da bandeira portuguesa.

 

Já em 2013, Google nos tinha brindado com um Doodle menos interessante, para meu gosto, mas que fazia referência ao artesanato português na célebre versão do galo de Barcelos. Talvez pensando nas Comunidades Portuguesas pelo mundo.

 

Pois bem ! Desta vez celebra a nossa linda calçada portuguesa, entre as cores da nossa bandeira, calçada que é tão apreciada pelos estrangeiros que nos visitam. A doodler convidada  é Ana Ramirez, uma designer mexicana.

 

 

 

https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/

 

O Dia de Portugal, feriado nacional, celebra a morte de Luís Vaz de Camões em 1580. O nosso famoso escritor, autor da obra Os Lusíadas, publicada em 1572, cerca de 100 anos depois da viagem de Vasco da Gama à ìndia.

 

Lemos (excertos) nas aulas de língua e literatura portuguesa.

 

As armas e os varões assinalados

Que da ocidental praia Lusitana

Por mares nunca dantes navegados

Passaram, ainda além da Taprobana,

(...)

Luis de Camões, Os Lusíadas, Canto I, estrofe 1 (excerto)

 

O grande Luis Vaz de Camões, poeta épico, e grande divulgador da Língua Portuguesa e dos feitos heróicos dos nossos antepassados.

 

 

 

 

Visão D. Afonso Henriques, Batalha de Ourique (1139)

Frei Manuel dos Reis

https://pt.wikipedia.org/

 

Alguns dados históricos Dia de Portugal : 

 

Este feriado começou por ser adoptado pela Igreja Católica, como o dia do Santo Anjo da Guarda de Portugal “Anjo de Portugal" também conhecido por "Anjo da Paz" é uma das designações atribuídas a "São Miguel Arcanjo" que representa "Portugal", ou seja, a essência espiritual na figura de um arcanjo que protege a nação portuguesa.

 

Após a Proclamação da República em Portugal, a 5 de Outubro de 1910, foi publicado um decreto (12 de Outubro 1910) estipulando os feriados nacionais.  

 

 

 

 

Dia de Portugal

 

Saber +

 

O 10 de Junho foi depois particularmente exaltado com o Estado Novo, o regime instituído em Portugal em 1933.

 

Era celebrado como o “Dia da Raça” (Raça Portuguesa). Durante o regime do Estado Novo, o dia “10 de Junho” continuou a ser identificado como o “Dia de Camões, de Portugal e da Raça“

.

Após a Revolução do 25 de Abril de 1974, a celebração do dia passou a prestar homenagem a “Portugal, Camões e às Comunidades Portuguesas“.

 

 

dia-portugal1a.jpg

 

 

Pouco se sabe sobre a vida de Camões. Ninguém tem muitas certezas sobre o sítio onde nasceu ou mesmo o ano certo do seu aniversário.

 

 

 

 

Luiz Vaz de Camoes

créditos: Autor não identificado

 

História :

 

A 10 de Junho de 1579 ou 1580, Luis Vaz de Camões morreu em Lisboa, deixando para trás uma das obras que mais enaltece os feitos e descobertas portuguesas: Os Lusíadas (biblioteca digital online).

 

Já no século XIX, foi na figura de Camões que os liberais portugueses encontraram um símbolo para a sua luta contra a presença dos ingleses em Portugal, e que mais tarde levou à implantação da República.

 

E foi também a figura de Camões que deu origem ao feriado que hoje celebramos, 10 de Junho. 

 

Uma vez que não se tem a certeza da data do seu nascimento, a celebração da sua obra foi escolhida para o dia da sua morte. No século XIX, a Câmara de Lisboa quis construir uma estátua do escritor.

 

De facto, Lisboa foi um dos municípios que nos primeiros anos da República escolheu o dia 10 de Junho como feriado municipal. 

 

 

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Dia de Portugal, Luis de Camões

https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/

 

A partir de 1944, o feriado passou a ser designado como "Dia de Camões, de Portugal e das Raças", como forma de propaganda ao império português. A figura do escritor continuou a ser associada às descobertas e vitórias além-mar, e ao estatuto de herói português.

 

Só em 1978, já depois da revolução do 25 de Abril de 1974, é que o feriado passou a ser conhecido como hoje é denominado: "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas".

 

Várias são as comunidades portuguesas no estrangeiro celebram este dia com vários eventos e festas para matar saudades de Portugal.

 


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Luis Vaz de Camoes

créditos: Fernão Gomes

em cópia de Luis de Resende

https://pt.wikipedia.org/

 

Luiz Vaz de Camoes: biografia em jeito de romance  

 

Como não foi reconhecido em vida, pouco se conhece sobre Camões. Diz-se que foi grande aventureiro, mas não passam de lendas.

 

Supõe-se que nasceu em Lisboa ou em Coimbra, entre 1524 e 1525. Não tinha muito dinheiro e por isso viveu com um tio em Coimbra, onde estudou Humanidades.

 

Parece que foi poeta na corte de Dom João III. Não gostava de estar parado, gostava de mulheres e conta-se que foi um 'don juan'. Claro que entendes o que esta expressão significa.

 

Em 1549 partiu então para Ceuta (norte de África) em busca de aventura, juntando-se ao exército na luta contra os Mouros.

 

Conta-se que foi durante uma grande batalha que perdeu o seu olho direito. Por isso ele nos é apresentado sempre com uma pala.

 

 

 

 Luiz Vaz de Camoes

na prisão de Goa

pintura anónima 1556

https://pt.wikipedia.org/

 

De volta a Portugal, estaria preso durante um ano por andar sempre metido em confusões e lutas. 

 

Com o espírito de aventura que se lhe conhecia, dizem, na época, no ano seguinte voltou ao serviço militar e embarcou para o Oriente em busca de mais aventuras.

 

Esteve em várias expedições de pesquisa, exerceu um cargo em Macau que não lhe agradava, embarcando então para Goa. Foi em Goa que se deu o episódio mais conhecido da sua vida: o naufrágio em que morreu toda a tripulação. 

 

 

 

 

Caravela Portuguesa

http://cs622517.vk.me/

 

Diz a lenda que, nesse naufrágio, morreu Dinamene, a companheira oriental do poeta, enquanto Camões se salvava a nado juntamente com os manuscritos de Os Lusíadas. Tendo ido parar a uma gruta, aí continuou a escrever o seu poema épico. Data dessa época a imagem que hoje temos: um poeta pobre, exilado, saudoso da sua terra.

 

Ah! minha Dinamene! Assim deixaste

Quem não deixara nunca de querer-te!

Ah! Ninfa minha, já não posso ver-te,

Tão asinha esta vida desprezaste!

(...)

Luis de Camões, Ah! minha Dinamene! Assim deixaste

 

 

 

Luiz Vaz de Camoes

retrato pintado em Goa (1581)

anónimo

https://pt.wikipedia.org/

 

Viveu em Goa até 1557 e, nesse ano, voltaria a Portugal. Fez, no entanto, uma escala em Moçambique onde viveu por alguns anos. Continuou a escrever os Lusíadas. Até que foi encontrado por Diogo do Couto, um admirador, e retornou a Lisboa por volta de 1569. 

 

 

 

 

Selo comemoratvo

http://michel.wermelinger.ws/

 

Dois anos mais tarde publicou Os Lusíadas, um livro que canta em verso os grandes feitos dos portugueses. Dedicou a epopeia ao Rei D. Sebastião, desaparecido na batalha de Alcácer-Quibir. 

 

Durante 3 anos viveu com uma pensão real no valor de 15 000 réis anuais : 15 escudos, na moeda portuguesa, 7 cêntimos em €uros. Consegues comparar o valor do dinheiro no séc. XVI e agora? Incrível, não achas.

 

 

 

 

Túmulo de Luiz de Camoes

créditos : Luis I. Costa

http://cdn.olhares.pt/

 

Acabou por morrer na miséria, num hospital, no dia 10 de Junho de 1580. Por coincidência nesse mesmo ano, Portugal perdeu a sua autonomia política em favor da Espanha. Entrou a dinastia dos Filipes.

 

Em carta a Dom Francisco de Almeida, o poeta refere esse momento: "...acabarei a vida e verão todos que fui tão afeiçoado à minha pátria que não me contentei em morrer nela, mas com ela."

 

A Professora GSouto

 

10.06.2015

 

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Escritoras em Língua Portuguesa : Sophia M.Andresen & Cecília Meireles

 

 

caravela-sagres.jpg

 

 

Caravela Sagres 

http://www.roda-do-leme.com/

 

 

Este mês, mais propriamente, dias 6 e 7 Novembro 2014, celebraram-se os aniversários de dois grandes nomes da poesia em língua portuguesa. Sophia de Mello Breyner Andresen e Cecília Meireles.

 

 

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Sophia Mello Breyner nasceu a 6 Novembro 1919, no Porto. Foi aqui, nesta cidade, e na Praia da Granja, bem perto do Porto, que passou a sua infância e juventude.

 

De formação em Filologia Clássica, da Universidade de Lisboa, Sophia é uma das maiores poetas portuguesas do século XX, distinguida com o Prémio Camões em 1999, tornando-se a primeira mulher portuguesa a receber este galardão literário.

 

De entre muitos prémios, recebeu em 2001 o Prémio Max Jacob de Poesia e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana em 2003. 

 

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Sophia de Mello Breyner Andresn

desenho: Bottelho

https://pt.wikipedia.org/

 

Saber +

 

Foi  mãe de cinco filhos que a motivaram a escrever contos infantis. Mãe do escritor Miguel Sousa Tavares, e avó de Pedro Sousa Tavares que completou o conto inacabado de Sophia,  Os Ciganos, editado em 2012.

 

 

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Sophia Mello Breyner Andresen

Busto Jardim Botânico

foto: Egídio Santos/ UP

https://www.facebook.com/universidadedoporto

 

E como conhecemos bem as histórias de Sophia! Histórias de maravilhamento, passadas entre a casa de sua avó, hoje Jardim Botânico, e a praia da Granja,cenários magníficos tão bem descritos nos seus livros.

 

 

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Sophia Mello Breyner 

A Floresta | Figuerinhas

www.google.com/

 

 

 

 

A Fada Oriana

Sophia de Mello Breyner

ilustração: Helena Cálem

https://www.fnac.pt/

 

 

 

 

O Colar

Sophia de Mello Breyner

ilustração: João Catarino

https://www.fnac.pt/

 

A Floresta ou a Menina do Mar entre tantos outros que lemos nas aulas de Língua Portuguesa: O Cavaleiro da Dinamarca, História da Gata Borralheira, O Baile, O Colar ou Noite de Natal.

 

É óbvio que não poderiamos esquecer a sua poesia. Alguns dos seus mais belos poemas vieram enriquecer as nossas aulas dedicadas ao Texto Poético. Fica aqui a nossa homenagem:

 

Assim o Amor

Assim o amor
Espantado meu olhar com teus cabelos
Espantado meu olhar com teus cavalos
E grandes praias fluidas avenidas
Tardes que oscilam demoradas
E um confuso rumor de obscuras vidas
E o tempo sentado no limiar dos campos
Com seu fuso sua faca e seus novelos

Em vão busquei eterna luz precisa

Sophia de Mello Breyner Andresen, in “Obra Poética”

 

Morreu aos 84 anos, no dia 2 de Julho de 2004. Está no Panteão Nacional desde Julho 2014.

 

 

ceciliameireles.jpg

 

 

Cecilia Meireles

www.google.com/

 

Cecília Meireles nasceu em 1901, no Rio de Janeiro e faleceu em 1964, também no Rio de Janeiro. Foi poeta, professora, jornalista e cronista.

 

Saber +

 

No período de 1919 a 1927, colaborou nas revistas Árvore NovaTerra de Sol e Festa. Fundou a primeira biblioteca infantil do Brasil.


Leccionou na Univerdade do Distrito Federal em 1936 e na Universidade do Texas em 1940.

 

É considerada por muitos como uma das maiores poetisas da Língua Portuguesa. Em 1993, o Prémio Camões foi-lhe atribuido.

 

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Google doodle113º aniversário de Cecilia Meireles

https://www.google.com/doodles/

 

Google, o motor de busca homenageou hoje, dia 7 Novembro, a célebre poetisa Cecilia Meireles com um doodle na página de entrada (Brasil), na passagem do 113º aniversário da escritora carioca. 

 

A imagem do Doodle mostra Cecilia escrevendo sob a luz do luar. Delicioso!

 

Da sua vasta obra, realçamos a poesia infantil com textos como Leilão de Jardim, O Cavalinho Branco, Colar de Carolina, O mosquito escreve, Sonhos da menina, O menino azul, entre outros.

 

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Cecília Meireles

desenho: Arpad Szénes

http://www.algumapoesia.com.br/poesia/

 

Nas aulas curriculares, no estudo do Texto Poético, lemos vários poemas de Cecilia Meireles.

 

Serenata

Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio, e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo.

 

Cecilia Meireles

 

Actividades:

  • Faça o estudo comparado da poesia (alguns poemas) de Sophia Mello Breyner e Cecilia Meireles;
  • Solicite aos alunos que seleccionem poemas das duas poetisas. Desenvolva actividades de escrita criativa;
  • Dinamize um poemário (placares na sala de aula; biblioteca escola) com poemas escolhidos pelos alunos, segundo áreas temáticas;
  • Organize um pequeno concurso "Diz um poema" em que os alunos serão convidados a recitar poemas de Sophia e Cecilia.

 

A Professora GSouto

 

07.11.2014

 

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Dia Mundial do Animal : Adopte um animal abandonado !

 

 

 


 S. Francisco Assis

via Google Images

 

 

Claro que não poderia deixar de escrever sobre o Dia Mundial do Animal! A data 4 de Outubro foi escolhida por ser o dia de S. Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais.

 

Este dia celebra-se desde 1931, depois de uma convenção de ecologistas que teve lugar em Florença, com o objectivo de alertar para animais em perigo de extinção.

 

Procurava um texto (e há muitos) sobre os animais, escrito em português. Mas não há dúvida que o gato é o animal que maior número de poemas reune na Literatura Portuguesa, e não só.

 

Muitos dos contos tradicionais da literatura universal infantil que lemos na infância se centram no gato.

 

 

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O Gato das Botas

Irmãos Grimm

 http://www.pontofrio-imagens.com.br/

 

 

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O Gato das Botas

Charles Perrault

https://www.fnac.pt/

 

Lembro O Gato das Botas dos irmãos Grimm, ou o Gato das Botas de Charles Perrault.

 

Um gato
travesso como toda a gataria
calçou botas e foi
ao rei levar presentes certo dia.
Seu dono era bem pobre.
Só tinha um belo olhar e um belo porte
Mas o gato de Botas transformou sua vida e sua sorte. (...)
 
 

 

E mais recentemente, em banda desenhada Garfield, o célebre gato que todos nós adoramos pela sua filosofia carismática e mordaz.

 

 

Gato Preto/ Edgar Allan Poe

ilustrações Audrey Beardsley

https://pt.wikipedia.org/wiki/

 

Muitos outros poderia citar, desta vez em autores já mais recentes, como Edgar Allan Poe que escreveu o conto o Gato Preto. E ainda J.K.K. Tolkien

 

 

The Cat/ J.K.K.Tolkien

https://bibliotecafalves.files.wordpress.com/

 

O gato/ Vinicius de Moraes

http://image.slidesharecdn.com/

 

Mas voltando à literatura portuguesa, temos o gato em Manuel António Pina, que veio conversar connosco algumas vezes.

 

Há um deus único e secreto
em cada gato inconcreto
governando um mundo efémero
onde estamos de passagem

Um deus que nos hospeda
nos seus vastos aposentos
de nervos, ausências, pressentimentos,
e de longe nos observa

Somos intrusos, bárbaros amigáveis,
e compassivo o deus
permite que o sirvamos
e a ilusão de que o tocamos

 

Manuel António Pina, Os Gatos,

in Como se desenha uma casa; ed. Assírio & Alvim, 2011

 

Eugénio de Andrade, cuja fundação fomos visitar, o brasileiro Vinicius de Moraes e bem - imaginem - o nosso Fernando Pessoa.

 

 

Casa da Lili e Margarida Ofélia

Casa Fernando Pessoa

https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/

 

Eis que ao visitar a Casa Fernando Pessoa, no Facebook, me deparei com a casa da Lili e da Margarida Ofélia, duas gatinhas que coahabitam certamente com o poeta na casa.

 

E bem por cima da casota das gatinhas, lá encontrei o poema Gato que brincas na rua:

 

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

 

 

Fernando Pessoa, Gato que brincas na rua

 

A lista seria interminável. Por fim, aqui fica o nosso apelo:

 

 

 

https://1.bp.blogspot.com/

 

Apelamos contra o abandono dos animais. Um dos actos mais cruéis que podemos ter ao abandonar um animal de estimação que dará tudo por nós.

 

Abandono de Animais é Crime!

 

Em Portugal assiste-se a esse flagelo terrível devido, desculpam-se as pessoas, à criseNão acredito. Um gato ou um cão come o que lhe derem, e a despesa não é maior. Os animais fazem tudo para agradar e não serem abandonados.

 

Para cúmulo, não há uma lei que proteja os animais. Até sinto vergonha de viver num país da UE que não consegue fazer passar uma lei para protecção de animais, apesar de várias tentativas feitas.

 

Por isso, lembrem! Um cão ou um gato, quando decidimos adoptá-los, é para a vida. Se pretendem adoptar um animal, não comprem! Vão aos centros de acolhimento, associações de protecção e recolha de animais. E dêm uma nova oportunidade a um animal abandonado.

 

Há centenas de animais esperando uma nova casa.

 

Aproveitem o fim-de-semana! E vão até um destes locais. Adoptem um gato ou um cão que já foi abandonado. Será o vosso amigo mais fiel!

 

Feliz Dia do Animal!

 

A Professora GSouto

 

04.10.2013

 

 

Actualização: Em Portugal já é punido por lei os maus tratos e abandono de animais. Mas mesmo assim, continuam a chegar mais de 60 queixas por dia. 

 

Mas a lei vai apertar! Passou a ser obrigatório registar cães e gatos. E quem não o fizer, fica sujeito a uma multa pesada.

 

Deste modo, descobrir-se-à que abandona animais de estimação

 

04.10.2019

 

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Dia Mundial do Animal : Adopte um animal abandonado !

 

 

 


 S. Francisco Assis

via Google Images

 

 

Claro que não poderia deixar de escrever sobre o Dia Mundial do Animal! A data 4 de Outubro foi escolhida por ser o dia de S. Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais.

 

Este dia celebra-se desde 1931, depois de uma convenção de ecologistas que teve lugar em Florença, com o objectivo de alertar para animais em perigo de extinção.

 

Procurava um texto (e há muitos) sobre os animais, escrito em português. Mas não há dúvida que o gato é o animal que maior número de poemas reune na Literatura Portuguesa, e não só.

 

Muitos dos contos tradicionais da literatura universal infantil que lemos na infância se centram no gato.

 

 

gato-de-botas-grimm.jpg

 

 

O Gato das Botas

Irmãos Grimm

 http://www.pontofrio-imagens.com.br/

 

 

gato-das-botas.jpg

 

 

O Gato das Botas

Charles Perrault

https://www.fnac.pt/

 

Lembro O Gato das Botas dos irmãos Grimm, ou o Gato das Botas de Charles Perrault.

 

Um gato
travesso como toda a gataria
calçou botas e foi
ao rei levar presentes certo dia.
Seu dono era bem pobre.
Só tinha um belo olhar e um belo porte
Mas o gato de Botas transformou sua vida e sua sorte. (...)
 
 

 

E mais recentemente, em banda desenhada Garfield, o célebre gato que todos nós adoramos pela sua filosofia carismática e mordaz.

 

 

Gato Preto/ Edgar Allan Poe

ilustrações Audrey Beardsley

https://pt.wikipedia.org/wiki/

 

Muitos outros poderia citar, desta vez em autores já mais recentes, como Edgar Allan Poe que escreveu o conto o Gato Preto. E ainda J.K.K. Tolkien

 

 

The Cat/ J.K.K.Tolkien

https://bibliotecafalves.files.wordpress.com/

 

O gato/ Vinicius de Moraes

http://image.slidesharecdn.com/

 

Mas voltando à literatura portuguesa, temos o gato em Manuel António Pina, que veio conversar connosco algumas vezes.

 

Há um deus único e secreto
em cada gato inconcreto
governando um mundo efémero
onde estamos de passagem

Um deus que nos hospeda
nos seus vastos aposentos
de nervos, ausências, pressentimentos,
e de longe nos observa

Somos intrusos, bárbaros amigáveis,
e compassivo o deus
permite que o sirvamos
e a ilusão de que o tocamos

 

Manuel António Pina, Os Gatos,

in Como se desenha uma casa; ed. Assírio & Alvim, 2011

 

Eugénio de Andrade, cuja fundação fomos visitar, o brasileiro Vinicius de Moraes e bem - imaginem - o nosso Fernando Pessoa.

 

 

Casa da Lili e Margarida Ofélia

Casa Fernando Pessoa

https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/

 

Eis que ao visitar a Casa Fernando Pessoa, no Facebook, me deparei com a casa da Lili e da Margarida Ofélia, duas gatinhas que coahabitam certamente com o poeta na casa.

 

E bem por cima da casota das gatinhas, lá encontrei o poema Gato que brincas na rua:

 

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

 

 

Fernando Pessoa, Gato que brincas na rua

 

A lista seria interminável. Por fim, aqui fica o nosso apelo:

 

 

 

https://1.bp.blogspot.com/

 

Apelamos contra o abandono dos animais. Um dos actos mais cruéis que podemos ter ao abandonar um animal de estimação que dará tudo por nós.

 

Abandono de Animais é Crime!

 

Em Portugal assiste-se a esse flagelo terrível devido, desculpam-se as pessoas, à criseNão acredito. Um gato ou um cão come o que lhe derem, e a despesa não é maior. Os animais fazem tudo para agradar e não serem abandonados.

 

Para cúmulo, não há uma lei que proteja os animais. Até sinto vergonha de viver num país da UE que não consegue fazer passar uma lei para protecção de animais, apesar de várias tentativas feitas.

 

Por isso, lembrem! Um cão ou um gato, quando decidimos adoptá-los, é para a vida. Se pretendem adoptar um animal, não comprem! Vão aos centros de acolhimento, associações de protecção e recolha de animais. E dêm uma nova oportunidade a um animal abandonado.

 

Há centenas de animais esperando uma nova casa.

 

Aproveitem o fim-de-semana! E vão até um destes locais. Adoptem um gato ou um cão que já foi abandonado. Será o vosso amigo mais fiel!

 

Feliz Dia do Animal!

 

A Professora GSouto

 

04.10.2013

 

 

Actualização: Em Portugal já é punido por lei os maus tratos e abandono de animais. Mas mesmo assim, continuam a chegar mais de 60 queixas por dia. 

 

Mas a lei vai apertar! Passou a ser obrigatório registar cães e gatos. E quem não o fizer, fica sujeito a uma multa pesada.

 

Deste modo, descobrir-se-à que abandona animais de estimação

 

04.10.2019

 

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Ler Manuel António Pina

 

 

 

 

Manuel António Pina (1943-2012)

http://sicnoticias.sapo.pt/

 

 

"Os livros são para quem gosta deles..."

 

Manuel António Pina

 

É verdade! Não pude falar de Manuel António Pina, na semana em que morreu (2012). Mas não há momentos específicos.

 

Falar deste escritor que tantos de nós lemos nas aulas de Lingua Portuguesa, por prazer mais do que obrigação de programas de leitura impostos, tantas vezes descontextualizados do perfil actual dos alunos é uma imensa devoção.

 

Lembremos então alguns livros juvenis de Manuel António Pina. E o seu primeiro livro foi “O país das pessoas de pernas para o ar”, publicado em 1973 pela editora Regra do Jogo, criada pelo autor para o efeito dado que na "antiga Assírio e Alvim, ninguém quis”, explicou o autor.

 

  

 

Editores Tcharan (1973)

https://1.bp.blogspot.com/

 

Um país onde as pessoas vivem de pernas para o ar.  Fazendo uso do humor e do nonsense, o livro reúne 4 histórias divertidas: Um Pais onde as Pessoas vivem de Pernas para o Ar; A vida de um peixinho vermelho que escrevia um livro que a Sara não sabia ler; Um menino Jesus que não queria ser Deus; Um bolo que queria ser comido mas que não o foi por causa do pecado da gula.

 

Em cada história deste livro, que teve a sua primeira edição em 1973, Manuel António Pina, autor de um extenso conjunto de livros para crianças e jovens, surpreende-nos e diverte-nos com as narrativas que apresenta. 

 

  

 

 

 

O Inventão (1987)

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"O Inventão" reúne vários textos escritos para uma série de filmes para televisão, que a RTP transmitiu em 1979 e 1980 com o título genérico de "Histórias com Pés e Cabeça".

 

A obra recebeu, em 1987, o "Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças" e, bem assim, uma menção especial do júri do" Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio", da Universidade de Pádua (Itália)

 

Esta nova edição (2003), com que se inaugura a Biblioteca Juvenil do Autor que a ASA acaba de lançar, tem ilustrações de Luiz Darocha e , para além dos textos da edição original, inclui «O Maior Intelectual do Mundo», que é agora pela primeira vez publicado em livro. 

 

 

 

História do Sábio Fechado na sua Biblioteca (2009)

Teatro

http://visao.sapo.pt/

 

Um homem sábio julga que sabe as respostas para tudo, porque vive rodeado de livros cheios de conhecimentos. Ele bem gostava que alguém lhe colocasse uma pergunta à qual ele não soubesse dar a resposta, mas isso nunca acontece. Quando sai cá para fora, para o mundo real, o sábio descobre que, afinal, os seus conhecimentos têm limites. Ou seja, nunca é possível saber tudo sobre o mundo.

  

Os livros falam na língua, do mesmo modo que a língua fala nos livros. “A língua que os livros falam”, belíssima expressão que preside a este Encontro, é e não é a língua comum da fala quotidiana. Se, por um lado, onde não fala o porteiro, deve calar-se o poeta (a expressão é de Umberto Eco), é igualmente certo que a palavra poética não se esgota na língua social. Permita-se-me que me interrogue então sobre o que a palavra poética seja, tentando identificar o que, nela, é [ou acho eu que é] fundamentalmente e hesitantemente infância da língua e que talvez explique a misteriosa sedução que a poesia [e uso aqui o termo ‘poesia’ como metonímia do vasto e problemático conceito de literatura] exerce nas crianças e naquilo que, de criança, persiste irremediavelmente em todos nós [mesmo se mais nuns que noutros…]

 

Manuel António Pina, Encontro sobre Literatura Infantil e Juvenil

 

Gulbenkian, Palavras de Trapos, 2008

  

 

 

Manuel António Pina | Prémio Camões 2011

 http://cadeiraovoltaire.files.wordpress.com

 

Vem a propósito então divulgar uma mostra, intitulada "Manuel António Pina - escrever para vencer os pesadelos e salvar a vida", que integra livros, artigos publicados em jornais e revistas, fotos e referências a prémios que foram atribuídos ao escritor, poeta e jornalista falecido em 2012.

 

A mostra vai estar patente, no átrio central da biblioteca do Instituto Politécnico da Guarda, até ao dia 27 de Março.

 

Segundo Carlos Reis, director da Escola Superior de Comunicação e Desporto do IPG e coordenador da biblioteca, a exposição insere-se no ciclo de iniciativas com que a instituição "pretende homenagear personalidades da região da Guarda que se destacaram no mundo da cultura e da arte, promovendo em paralelo o gosto pela leitura".

 

Fica então a saber que Manuel António Pina nasceu no Sabugal, distrito da Guarda, em 1943, e morreu no dia 19 de outubro de 2012, no Porto, cidade onde viveu desde a sua juventude e que considerava "a sua cidade".

 

Manuel António Pina é autor de poesia, ficção, crónica, literatura infantil e juvenil e de duas dezenas de peças de teatro.

 

Foi distinguido com o Prémio Camões 2011.

 

Manuel António Pina, um marco na literatura infantil e juvenil portuguesa, polémico mas pioneiro, de um estilo único e ousado no panorama da escrita infanto-uvenil da época, ainda hoje tão actual.

 

A leitura torna-se assim uma “escolha pessoal” em que “a literatura não é um general e dançar na discoteca um soldado raso”. “São formas diferentes de felicidade”

 

Manuel António Pina

 

A Professora Gsouto

 

03.03.2013

 

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