Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BlogdosCaloiros

"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

BlogdosCaloiros

"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

Regresso às Aulas : Vejamos 5 importantes alterações !

 

regresso-aulas2019a.png

 

créditos: Shutterstock

 

Fim de Verão! Regressam as aulas. O novo ano lectivo arrancou dia 10 Setembro, mas a maioria das 6 300 escolas públicas, só realiza as apresentações sexta-feira, dia 13 Setembro. Para a maior parte dos mais de 1,1 milhões de alunos, as aulas propriamente ditas só começam na próxima segunda-feira, dia 16 Setembro.

 

 

regresso-aulas2019b.jpg

 

créditos: Autor não identificado

via Googles Images

O que há de novo?

 

Neste novo ano lectivo 2019-2020 há algumas mudanças. Vejamos as cinco a ter em conta... dos manuais gratuitos à flexibilidade curricular nas escolas. 

 

No ano em que os manuais escolares gratuitos são estendidos a todo o ensino obrigatório, as escolas conquistam maior flexibilidade na organização dos currículos, podendo definir mais de 25% da distribuição da carga horária. 

 

regresso-aulas2019-livros.jpg

https://www.portugal.gov.pt/

 

Manuais escolares: Gratuitos até 12º ano

 

Para ter acesso aos manuais escolares, os alunos precisaram de estar inscritos na MEGA - plataforma onde são emitidos, depois, os vouchers que podem ser trocados nas papelarias por livros. 

 

Este ano, todos os alunos do 7º ao 12º ano que frequentem escolas públicas têm direito a manuais escolares totalmente novos para todas as disciplinas.

 

regresso-aulas2019-exames.jpg

 

créditos: Autor não identificado

via e-Konomista

 

Exames e manuais escolares:

 

No caso das disciplinas em que há exames nacionais (Português e Matemática no 9º ano e algumas do 11º anos e 12º ano), os alunos devem guardar os manuais até ao fim do ciclo e só os têm de devolver após os exames.

 

regresso-aulas-flexibilidade.jpg

 

https://www.dge.mec.pt/

 

Flexibilidade currículos:

 

As escolas conquistam maior flexibilidade na organização dos currículos, podendo definir mais de 25% da distribuição da carga horária. 

 

O modelo em causa já tinha sido implementado, a título experimental, no ano lectivo 2018-2019 em menos de dez agrupamentos de escolas, sendo agora alargado a mais escolas (cerca de 50), que passam a ter a seu cargo a gestão de mais de 25% carga horária e a organização do ano lectivo, podendo mesmo implementar dois semestres em vez de três períodos.

 

Com esta maior flexibilidade, estas escolas passam a poder também definir a organização das disciplinas (podendo condensá-las por semestre) ou até mesmo a criação de disciplinas inteiramente diferentes.

 

Em troca, as escolas têm de garantir o cumprimento do total da carga horária relativa ao ciclo ou nível de ensino, manter o equilíbrio dos horários a nível anual e promover a realização de provas e exames consoante o calendário escolar.

 

regresso-aulas-turmas1.jpg

 

créditos: Wolfram Kastl/ EPA

via Observador

 

Turmas reduzidas:

 

As turmas ficam mais reduzidas. As turmas do 10º ano vão ficar mais pequenas, passando a ter um número máximo de 28 alunos (e já não de 30 alunos).

 

De acordo com o despacho normativo publicado, em Junho, em Diário da República, esta redução vai abranger as turmas dos cursos científico-humanísticos, dos cursos profissionais e dos cursos de ensino artístico especializado, nos estabelecimentos públicos de ensino.

 

No 11º ano e no 12º ano, os limites mantêm-se: o número mínimo de abertura é 26 alunos e o número máximo é 30 alunos. 

 

Cursos profissionais:

 

Nos cursos profissionais, as turmas do primeiro ano do ciclo de formação passam a ser “constituídas por um número mínimo de 22 alunos e um máximo de 28 alunos”, excepto os cursos de Música, interpretação e animação Circenses, de interpretação de Dança contemporânea e de cenografia, de figurinos e adereços e da área de educação e formação de artes do espetáculos. Nesses últimos, o limite mínimo é de 14 alunos.

 

O ministro da Educação defende que o ensino profissional não pode continuar a ser tratado como “uma via periférica e secundária”.

 

Porém, “não há igualdade de oportunidades e equidade à partida”, mas o que deve existir “é uma igualdade de oportunidades à saída, tentando mitigar essa diferença” inicial.

 

Levará o seu tempo. Mas é importante uma séria discussão sobre o assunto já que Portugal ainda tem “um défice muito grande de qualificações."

 

 

regresso-aulas-pais.jpg

 

créditos: Autor não identificado

via Google Images

 

EE - 3 horas para acompanhar filhos à escola:

 

Isenção de três horas dada aos funcionários públicos, a partir deste ano, para que possam acompanhar os seus filhos à escola, no primeiro dia de aulas. Isto se os educandos tiverem menos de 12 anos.

 

Esta dispensa consoante as necessidades do próprio órgão ou serviço, sendo importante evitar o prejuízo do seu normal funcionamento, frisou o Governo no decreto-lei.

 

Saudades desse tempo em que participava deste stresse bom de reencontrar alunos, conhecer novos alunos e de avançar com as aprendizagens, utilizando actividades como projectos curriculares e trancurriculares nacionais ou de intercâmbio, e as novas tecnologias.

 

Naquele tempo mal visto! Hoje uma realidade sem atropelo de docentes que criavam grandes problemas por não quererem leccionar diferentemente. Dava trabalho! Dava! Compensador em função dos alunos? Claramente!

 

Só posso deixar votos de um excelente ano escolar para todos os alunos e professores. 

 

A Professora GSouto

 

12.09.2019

 

Licença Creative Commons

 

Regresso às aulas ! Muitas novidades ?

 

 

 

créditos: Autor não identificado

http://www.google.pt/

 

Bem! Começou mais um ano lectivo, dia 13 Setembro. Mas aulas a sério, só a partir de 2ª feira. Apresentações, ajustamento de horários, indicações de material próprio a cada disciplina, algumas conversas informais. 

 

Para os alunos de 5º, 7º e 10º há mesmo novidades. A nova reforma curricular. Esta reforma curricular testada em 236 escolas. E a distribuição gratuita dos manuais escolares? Não, ainda não é ara vós. Talvez um dia, quem sabe? Pelo menos até ao 9º ano.

 

Vamos lá ao calendário lectivo 2017-2018:

 

 

 

 

Do início, já sabemos. E o final? O fim deste novo ano escolar ocorrerá entre 6 e 22 Junho 2018. Os alunos do 9.º, 11.º e 12.º anos serão os primeiros a terminar as aulas, a 6 de Junho.

 

A 15 de Junho será a vez de os estudantes do 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos darem por concluído o ano escolar.

O calendário do ano lectivo inclui ainda as datas das provas de aferição do ensino básico, das provas finais de ciclo e dos exames nacionais do ensino secundário.

 

As restantes são semelhantes às do ano lectivo 2016-2017: O 1.º período termina a 15 de Dezembro e o 2.º período arranca a 3 de Janeiro e vai até 23 de Março de 2018. O domingo de Páscoa será no dia 1 de Abril. Não, não é mentira. Cai mesmo no Dia das Mentiras!

 

 

créditos: Reuters

https://www.rtp.pt/noticias/

 

Exames: 

 

Sobre os exames, se frquentares o 9.º ano vão realizar na 1ª fase a prova final a Português (com peso na nota final dos alunos) no dia 22 de Junho e a Matemática no dia 27 do mesmo mês. A 2.ª fase das provas destes alunos vão decorrer a 20 de Julho e a 23 de Julho.

 

Para os alunos do Secundário, a 1.ª fase dos exames nacionais (obrigatória) estão marcados entre 18 de Junho e 27 de Junho, seguindo-se a 2ª fase das provas entre 18 e dia 23 Julho do mesmo mês.

 

Atenção! Nada de faltar na 1ª fase... porque na 2º fase só serão admitidos alunos por motivos de doença, devidamente justificada.

 

 

 

créditos: Pedro Nunes

https://www.publico.pt/2017/

 

Flexibilização curricular:

 

A alteração da gestão dos currículos ou flexibilização curricular é uma das novidades deste ano lectivo. Algumas escolas, públicas e privadas irão testar a reforma curricular, tendo liberdade para gerir as horas e os conteúdos de cada uma das áreas curriculares dos 5.º, 7.º e 10.º anos de escolaridade.

 

Os conteúdos curriculares devem focar-se nas aprendizagens essenciais. As escolas poderão criar novas áreas curriculares, sendo que algumas também se podem fundir.

 

No entanto, esta flexibilização não vai ser aplicada em todas as turmas dessas escolas. Cada escola decidirá o nº de turmas que vão testar a reforma. Mas na avalição final, todos os alunos serão avaliados pelos mesmos cirtérios, independemente de serem alunos inseridos nessas turmas ou não.

 

Com a flexibilização, os directores das escolas poderão fazer a fusão de algumas disciplinas, como a Física e a Química com as Ciências Naturais, e alargar a fusão da História com a Geografia, o que já acontece nos 5.º e 6.º anos, e em outros países europeus.

 

 

 

créditos: Daniel Rocha

https://www.publico.pt/

 

Redução de alunos por turma:

 

Este ano lectivo 2016-2017, serão reduzidas as turmas do básico e secundário em mil escolas, sendo abrangidos 200 mil alunos.

 

A medida vai avançar de forma progressiva. Apenas as turmas em início de ciclo ( 5.º, 7.º e 10.º anos de escolaridade) vão reduzir. A medida será apenas aplicadas em escolas sinalizadas como Territórios Educativos de Intervenção (TEIP).

 

Prioritária (TEIP) :Refere-se a alunos provenientes de famílias com dificuldades económicas e onde são registadas altas taxas de retenção e de abandono escolar precoce.

 

 

escolas2017-ocde.png

 

 

Education at a Glance/ OCDE 2017

https://www.facebook.com/theOECD/

 

 

No relatório da OCDE publicado esta semana destaca-se no nosso país altas taxas de abandono dos estudantes portugueses.

 

Isto é uma realidade. Na maioria das vezes pelos currículos desajustados aos interesses dos alunos e às suas capacidades/ habilidades. O ensino profissional é uma boa saída, mas com acesso ao ensino superior para os alunos que o queiram seguir, numa fase diferente da vida.

 

Assim, as turmas dos 5.º, 7.º e 10.º anos de escolaridade serão constituídas entre 24 e 28 alunos, de acordo com o despacho publicado em Diário da República. Não há grandes diferenças, como estamos a ver!

 

 

 

Área Projeto e Educação para a cidadania:

 

Vão ser recuperadas neste ano lectivo duas áreas curriculares bem nossas conhecidas: Área de Projecto e a Educação para a Cidadania, a que no nosso tempo e chamava Formação Cívica, mas que sempre denominei Cidadania

 

Estas duas disciplinas desapareceram do currículo dos alunos em 2012 mas etão de volta. E muito bem! Atenção à formação de pares de professores em Área de Projecto, para que a disciplina resulte em pleno, até porque vai continuar para nota, o que já acontecia.

 

Temas possíveis?

 

Serão abordados temas como a literacia financeira, os media, a segurança, a defesa do consumidor ou a saúde.

 

Vai depender muito do perfil dos alunos/turma. A não esquecer a violência nas escolas - bullying - tolerância e respeito pelas diferenças e a Internet segura.

 

No programa de Área de Projecto será da responsabilidade de cada escola, dentro da autonomia para gerir 25% do currículo. Nesta currículo, que vai contar para a nota dos alunos, serão trabalhados projectos interdisciplinares, como já acontecia anteriormente. Volto a alertar para os pares pedagógicos!

 

Visitas de estudo pagas pela escola:

 

Muito Bom! Voltou o apoio aos alunos mais carenciados nas visitas de estudo. Era uma injustiça penalizar os adultos e tantas vezes professores pais e alunos se uniram para possibilitar a saída de alunos nas nossas visitas de estudos. Excelentes activdades de enriquecimento curricular e cultural.

 

O apoio a cada aluno numa visita de estudo será entre 8 e 10 euros, supõe-se segundo dizem as escolas. Neste valor está incluído o transporte, o seguro escolar e as entradas nos locais de visita. A alimentação fica a cargo dos pais.

 

 

 

Língua gestual portuguesa:

 

O ME vai criou para este ano lectivo, um grupo de recrutamento para os professores de Língua Gestual Portuguesa. 

 

Existem 150 professores de Língua Gestual em Portugal, mas apenas 87 estão, neste momento, a dar aulas aos mais de mil alunos surdos que existem no país, divididos por 23 escolas de referência, onde existe o ensino bilingue.

 

Há ainda outras dez escolas que acolhem alunos surdos em turmas de estudantes ouvintes, não tendo muitas vezes o apoio e os técnicos necessários para o acompanhamento das turmas.

 

Saudades desse tempo em que participava deste stresse bom de reencontrar alunos, conhecer novos alunos e de avançar com as aprendizagens utilizando actividades como projectos curriculares e trancurriculares nacionais ou de intercâmbio, e as novas tecnologias 

 

Só posso deixar votos de um excelente ano escolar para todos os alunos e professores. 

 

A Professora GSouto

 

13.09.2017

 

Licença Creative Commons