Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BlogdosCaloiros

"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

BlogdosCaloiros

"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

Livros : Oceanos & Plástico ? Vamos ser activos ? Como fazer ?

livro-plasticus-maritimus1.jpg

 

 

Plasticus Maritumus

Uma Espécie Invasora

Ana Pêgo

ilustração : Bernardo P.Carvalho/  Isabel Minhós Martins

https://www.planetatangerina.com/pt/

 

A cada hora que passa, mil toneladas de plástico vão parar aos oceanos. 
O equivalente a um camião cheio de plástico, por minuto!
Já é tempo de fazermos alguma coisa.

in Planeta Tangerina

 

É uma 'espécie exótica e invasora' que se encontra em todos os mares e zonas costeiras do mundo. Pode apresentar-se sob uma grande variedade de formas e em todas as cores, incluindo a transparente ou mesmo “invisível”.

 

Em geral, desloca-se fácil e rapidamente, em função dos ventos e correntes. Tem grande facilidade de se adaptar a todos os ecossistemas.

 

Nome científico? Plasticus maritimus, uma designação inventada pela bióloga Ana Pêgo - e agora em livro - que nos últimos quatro anos tem feito questão de publicitar para falar do problema do plástico nos oceanos.

 

 

livro-plasticus-maritimus4.jpg

 

Plasticus Maritumus

Uma Espécie Invasora

Ana Pêgo

ilustração : Bernardo P.Carvalho/  Isabel Minhós Martins

https://www.planetatangerina.com/pt/

 

Saber +
 
 

Quando era pequena, a bióloga Ana Pêgo não brincava no quintal, mas quase sempre na praia. Fazia passeios, observava as poças de maré e coleccionava fósseis.

 

À medida que foi crescendo, apercebeu-se, porém, de que uma nova espécie invasora se tornava cada vez mais comum na areia: o plástico.

 

 

livro-plasticus-maritimus3.jpg

 

Plasticus Maritumus

Uma Espécie Invasora

Ana Pêgo

ilustração : Bernardo P.Carvalho/  Isabel Minhós Martins

https://www.planetatangerina.com/pt/

 

 

Ir + longe:

 

“O meu objectivo é chegar ao máximo de pessoas. Essa tem sido a minha arma de combate: informar”,

 

Ana Pêgo

 

Para melhor alertar para as suas consequências na vida do planeta, Ana decidiu coleccionar e dar um nome a esta espécie. Chamou-lhe Plasticus maritimus, e desde então nunca mais parou, iniciando um projecto de sensibilização para um uso mais sensato dos plásticos. 

 

Inspirado nesse projecto, o livro contém informação sobre a relação entre o plástico e os oceanos.

 

Inclui também um guia para preparar idas à praia, com o objectivo de coleccionar e analisar exemplares desta espécie.

 

livro-plasticus-maritimus5.jpg

 

Plasticus Maritumus

Uma Espécie Invasora

Ana Pêgo

ilustração : Bernardo P.Carvalho/  Isabel Minhós Martins

https://www.planetatangerina.com/pt/

 

 

Objectivo: Motivar para a mudança.

 

Sensibilizar para um uso mais sensato dos plásticos (metade usados apenas uma vez), formar activistas, levar à mudança.

 

“Acho que se as pessoas forem informadas sobre o impacto dos nossos hábitos diários, se souberem que as largadas de balões e os cotonetes que atiram para a sanita vão parar ao mar, vão querer fazer alguma coisa. Não podemos continuar à espera que os outros resolvam os assuntos. Temos de ser activos.”

 

A paixão pelo mar veio-lhe dos tempos de criança quando morava a 200 metros da Praia das Avencas, “o quintal mais incrível que alguém podia ter”.

 

Adora baleias e esta é, resume, a sua forma de as salvar.

 

“O meu objectivo é chegar ao máximo de pessoas. Essa tem sido a minha arma de combate: informar”,

 

Ana Pêgo, bióloga

 

 

livro-plasticus-maritimus6.jpg

 

 

Plasticus Maritumus

Uma Espécie Invasora

Ana Pêgo

ilustração : Bernardo P.Carvalho/  Isabel Minhós Martins

https://www.planetatangerina.com/pt/

 

 

O o espírito do livro é dar sugestões concretas, descomplicar o que é complicado e tornar um dos maiores problemas e desafios do nosso planeta acessível a uma criança de oito anos.

 

Explica o que é o plástico, com direito a uma “pequena aula de Físico-Química” que mostra como se fabrica e por que é um material tão especial e duradouro, podendo ficar dezenas, centenas de anos no Meio Ambiente.

 

É por isso também que depois dos números assustadores - “todos os anos, cerca de oito milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos, o que equivale a serem despejados no mar, a cada hora que passa, cerca de mil toneladas de plástico, um camião cheio por minuto” - se mostram alternativas e bons exemplos que já estão a ser seguidos noutros países. A França já aprovou uma lei para banir a louça descartável de plástico até 2020.

 

Dá ainda sugestões de hábitos a implementar no dia-a-dia: como lidar com a atitude dos outros se estranharem quando recusamos coisas que não são essenciais, ou mandarmos arranjar objectos que se estragam em vez de ir logo comprar outros.

 

 

livro-plasticus-maritimus2.jpg

 

Plasticus Maritumus

Uma Espécie Invasora

Ana Pêgo

ilustração : Bernardo P.Carvalho/  Isabel Minhós Martins

https://www.planetatangerina.com/pt/

 

 

Actividades: Saídas para limpar praias

 

A desenvolver em projecto transcurricular: Línguas; Ciências Natureza; Educação Física; Educação Visual; Educação Cívica.

 

No seu guia de campo, e como uma verdadeira especialista à procura de uma determinada espécie no seu habitat natural, ensina a preparar uma saída para limpar as praias do Plasticus maritimus:

 

  • Equipamento a levar;
  • Cuidados a ter;
  • Melhores locais e épocas. 

 

Para além de bióloga marinha, Ana Pêgo assume-se como beachcomber, isto é, alguém que não se limita a recolher lixo nas praias mas que coleciona e se interessa pela origem e a história dos objetos que encontra.

 

Já apanhou 133 palhinhas na mesma praia e 253 tampas de garrafas em 20 minutos, num passeio no Cabo Raso E tem colecções de pentes, peças de Lego, rodas, isqueiros, escovas de dentes ou embalagens de soro (todas incluídas no livro).

 

A Professora GSouto

 

28.11.2018

 

Licença Creative Commons

 

fontes: Planeta Tangerina/ Observador-Literatura Infantil

 

Nettie Stevens, a bióloga que descobriu a diferença de cromossomas no género

 

nettie-stevenson1.jpg

 

Nettie Maria Stevens

 

Nettie Maria Stevens foi uma bióloga e geneticista norte-americana. A ela se atribui a descoberta dos cromossomos que distinguem as mulheres e os homens. 

 

Poucos anos depois da redescoberta dos escritos de Gregor Mendel sobre genética, em 1900, Nettie observou que machos de larvas produziam dois tipos de esperma, um com um cromossomo grande e um com um pequeno. 

 

 

Google Doodle Nettie Stevens 155º Aniversário

http://www.google.com/doodles/

 

Google Doodle:

 

Nettie Stevens é homenageada com um Doodle, hoje dia 7 Julho. O Doodle  assinala o 155.º aniversário da bióloga norte-americana Nettie Stevens que descobriu que mulheres e homens têm diferentes cromossomas. 

 

Nettie Stevens ficou portanto célebre devido a esta descoberta notável: alguns tipos de cromossomas são diferentes entre os sexos. A bióloga foi pioneira ao descobrir que certos cromossomas poderiam estar associados aos atributos físicos dos indivíduos, sobretudo o género.

 

O seu nome está associado a essa descoberta que permitiu um avanço na ciência. Hoje, 155 anos depois do nascimento da norte-americana, Google presta-lhe uma homenagem. O team da Google que tem a seu cargo a criação de Doodles tem uma grande admiração pelas mulheres. E as cientistas são talvez aquelas que mais Doodle têm merecido.

 

 

 

Nettie Maria Stevens,1904

http://www.dnaftb.org/

 

Saber +

 

Nettie Maria Stevens nasceu em Cavendish, em Vermont, no dia 7 Julho 1861. Filha de um carpinteiro, pôde prosseguir os seus estudos, porque o pai fez questão de assegurar meios financeiros para a formação académica dos filhos.

 

Logo na escola Nettie Stevens mostrou, as suas enormes potencialidades. Foi a melhor aluna da escola tendo sempre notas altas.

 

Depois da morte da mãe, o pai voltou a casar-se e a família mudou-se para Westford, Massachusetts.

 

Em 1896, Nettie vai para a Califórnia para estudar na Leland Stanford University. Aí concluiu a licenciatura em biologia, a ciência que sempre a apaixonou. Concluiu o seu B.A. in 1899 (equivalente à nossa licenciatura) e o M.A. (mestrado) em 1900.

 

A sua tese versou sobre a marinha, as novas espécies, numa análise muito completa. Era o prenúncio do que viria a ser o trabalho de Nettie Stevens, na ciência: a investigação séria que a levou a grande descobertas científicas, nomeadamente a especificidade do sexo em espécies animais.

 

Nettie Stevens morreu aos 50 anos devido a uma doença cancerígena no dia 4 Maio 1912 em Baltimore, Maryland. 

 

 

nettieStevens1.jpg

 

 

Nettie Stevens

http://www.columbia.edu/cu/alumni/

 

Ir + longe:

 

Nettie Stevenson passou também pelo Bryn Mawr College, onde realizou uma brilhante investigação, no seu trabalho de pós-graduação. Nessa universidade leccionava Thomas Hunt Morgan, um dos mestres da genética.

 

O talento inato de Nettie foi mais uma vez comprovado pelos trabalhos que realizou naquela instituição de ensino.

 

 

Microscópio de Nettie Stevens no Bryn Mawr College

https://en.wikipedia.org/

 

Mais tarde a bióloga viajou para a Europa, graças a uma bolsa de estudo. Exerceu funções académicas no Instituto Zoológico de Würzburg, na Alemanha. Trabalhou também no laboratório de outro biólogo célebre: Theodor Boveri.

 

O alemão Boveri realizava, então, um trabalho sobre os cromossomas. Supõe-se que foi aí que nasceu em Nettie a paixão por esta área em que viria a notablizar-se.

 

nettieStevens2.png

 

Nettie Stevens

https://www.pinterest.com/

 

Em meados de 1904, realizou um estágio no Instituto Carnegie, graças a diversas recomendações de Thomas Hunt Morgan, mas também de outras personalidades como Edmund Wilson e M. Carey Thomas, o presidente de Bryn Mawr.

 

Como parte do estágio de Nettie Stevens, tinha também o cargo de docente. Mas era em laboratório que Nellie Stevens se sentia melhor. Queria saber mais. 

 

Desenvolveu com sucesso pesquisas no campo da genética, citologia e embriologia.

 

Apesar de ter uma carreira curta, devido à sua doença, Nellie publicou mesmo assim cerca de 40 artigos científicos.

 

Nettie Stevens foi a primeira a descobrir que as espécies do sexo feminino possuem cromossomas maiores. Abriu pois os caminhos para novas descobertas no campo da ciência.

 

 

 

Busto Alice Palmer

https://en.wikipedia.org/

 

 

Curiosidades:

 

Nettie foi admitida na Alice Freeman Palmer Fellowship da Association of Collegiate Alumnae, agora American Association of University Women. Durante seu primeiro ano, Stevens estudou na Naples Zoological Station e na University of Wurzburg além de visitar laboratórios em toda a Europa.

 

Actividades:

 

Eu sei que estão já em férias. Ou preocupados com os resultados dos exames. Mas fica a informação sobre mais uma importante cientista que poderá servir de incentivo a muitas jovens estudantes para prosseguirem os seus estudos universitátios na área das Ciências.

 

NettieStevens foi uma das primeiras mulheres cientistas que fez o seu nome por si própria no campo das ciências biológicas.

 

No entanto, não deixem de pesquisar no blog diferentes posts sobre mulheres cientistas. Eis alguns nomes Sally RideEmmy NoetherDorothy Hodgkin, Grace HopperAda Lovelace, Marie Curie, entre muitos outros. Google não esquece estas cientistas, e relembra-as com Doodles alusivos às suas investigações.

 

A Professora GSouto

 

07.07.2016

 

 Licença Creative Commons