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"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

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Língua Portuguesa, a nossa !

 

 

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Sabem que sempre fui contra o Acordo Ortográfico. Conhecem bem a minha posição em relação ao que considero um atentado à raiz latina da nossa língua.

 

Pois é! Parece que a razão chegou. E do outro lado. O governo brasileiro adiou a aplicação do Novo Acordo Ortográfico segundo podemos ler. E fê-lo com base numa petição que reuniu 20 000 assinaturas

 

 

 

 

Em Portugal, uma petição semelhante reuniu mais de 130 000 mil assinatura e não teve qualquer eco. Assim, o AO entrou de rompante nas escolas portuguesa de um ano lectivo pra outro, em níveis curriculares.

 

 

E agora, como se sentirão os professores, os curriculares de Língua Portuguesa com base em Linguísticas que tanto lutaram para contrariar o absurdo?

 

E que se vêem  constrangidos, mesmo não o aplicando pessoalmente, e nem nos currículos de Língua Portuguesa que leccionam? Impossível induzir os alunos numa grafia que não nos pertence?

 

 

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via CiberDúvidas da Língua Portuguesa

 

Que argumentos apresentar aos alunos para explicar que a grafia que aprenderam até ao ano lectivo anterior já não é 'correcta'. Mais, como chamar à grafia correcta, 'português antigo' ?! Antigo?!

 

E os pais e educadores que compraram Dicionários de Língua Portuguesa até ao ano transacto e agora se vêem obrigados a gastar mais dinheiro em Dicionários de Língua Portuguesa con AO e manuais novos com AO (quando os manuais do ano lectivo anterior ainda estavam em vigor) para que os seus educandos possam acompanhar as novas normas.

 

 

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Vasco Graça Moura

créditos: Autor não identificado

via Comunidade Cultura e Arte

 

Vasco Graça Moura, um dos mais conceituados escritores portugueses, muito se opôs, no alto do seu repertório literário. ao surgimento do Acordo Ortográfico, reivindicando a autonomia identitária da Língua Portuguesa, para além de denunciar os interesses geopolíticos e empresariais de origem brasileira. Esta visão é sustentada no seu escrito “A Perspetiva do Desastre”.

 

E tão coerente foi que, ao assumir a presidência do Centro Cultural de Belém, decidiu que o CCB usasse de novo as regras ortográficas que são devidas ao bom uso da Língua Porguesa.

 

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“O Brasil vai rever o acordo, portanto é completamente delirante nós ficarmos para trás. Agora vamos ter três grafias: a brasileira actual, a africana, porque Angola mantém e muito bem as regras ortográficas que estão em vigor e não as do acordo, e a portuguesa, que é uma coisa sem pés nem cabeça."

 

Vasco Graça Moura.

 

Já em Setembro 2012, o PEN Internacional condenara por unanimidade o AO. E desde sempre vozes se fizeram ouvir contra. Escritores, professores, e pessoas de todos os quadrantes da sociedade e da cultura.

 

"Sim, porque a orthographia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-m'a do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha."

 

Fernando Pessoa

 

Não poderia estar mais de acordo! Absolutamente delirante!

 

A Professora GSouto

 

09.01.2013

 

Licença Creative Commons

 

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