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BlogdosCaloiros

"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

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"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

O Conto da Princesa Kaguya : filme a explorar

 

 

 

 

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http://filmspot.com.pt/

 

Espero que tenham tido umas férias de Páscoa excelentes. E agora dispostos a dar tudo por tudo para umas notas brilhantes... ou pelo menos boas no final do ano lectivo.

 

Mas como estamos em fim-de-semana, que tal uma ida ao cinema? Pois aqui deixo uma sugestão que não devem perder.

 

O Conto da Princesa Kaguya. Lembram que falei deste filme, a propósito da MONSTRA (Festival de Cinema de Animação na Casa das Artes?

 

 

The Tale of the Princess Kaguya

 

O Conto da Princesa Kaguya | The Tale of the Princess Kaguya, do realizador Isao Takahata foi considerado uma obra prima do cinema de animação em 2013. Conquistou o ‪‎Grande Prémio‬ para melhor longa-metragem da 14ª edição da MONSTRA - Lisbon Animated Film Festival.

 

O filme, considerado pelo júri como "uma obra-prima" feita por "um dos mestres da animação" é baseado no conto popular japonês,  intitulado: Takertori Monogatari que se traduz "O Conto do Cortador de Bambu".

 

É também a nova animação do conceituado estúdio Ghibli, do galardoado realizador japonês Hayao Miyazaki.

 

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O Conto da Princesa Kaguya, 2013

http://www.imdb.com/

 

Sinopse:

 

Encontrada dentro de uma cana de bambu brilhante, uma pequena bebé é criada por um velho cortador de bambu e a sua mulher, tornando-se numa jovem bela e requintada, uma verdadeira princesa. Do campo à grande cidade, ela encanta todos os que consigo se cruzam, incluindo cinco pretendentes nobres a quem Kaguya pede missões aparentemente impossíveis, para tentar evitar o casamento com um estranho que não ama. Além dos cinco pretendentes, a jovem chama a atenção do próprio Imperador. Chamada de princesa, ela encanta a todos e chega a pensar que seria feliz com o casal de pais e o rapaz pobre e ladrão. Mas é enviada para a Corte do Rei, onde são muitos a cortejá-la até ter que cumprir seu destino, também por sua desobediência. Qual será mesmo o destino da Princesa Kaguya?

 

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O Conto da Princesa Kaguya, 2013

http://www.imdb.com/

 

Passa-se no Japão feudal e o conto oriental não precisa de explicação, mas deslumbra, e causam uma boa estranheza. Kaguya vem para nos relembrar o que é realmente belo e importante na vida e o quanto a riqueza, a tradição e as formalidades podem afastar-nos do objectivo final que é a felicidade. Aqui não temos a morte explícita, como fechamento de um ciclo, mas sim a transcendência espiritual fundamentada no Budismo e outras religiões do oriente.

 

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O Conto da Princesa Kaguya, 2013

http://www.imdb.com/

 

Os desenhos animados lembram  gravuras japonesas que expressam emoção. Um conto cheio de siginificados, como as mudanças pelas quais passamos, desde o crescer até ao amadurecer, com todas as perdas e ganhos, e a complexa relação entre amor, tradição, relacionamentos entre as pessoas, essencialmente pais e filhos. 

 

Uma reflexão sobre os verdadeiros valores, uma crítica social à ostentação em detrimento dos valores morais.

 

Ficou entre os cinco finalistas para a melhor animação dos Oscars este belo e encantador conto de fadas, delicado e elegante. Com 137 minutos, é o filme mais longo já feito pelo famoso Estúdio Ghibli.

 

 

The Tale of the Bamboo Cutter

http://upload.wikimedia.org/

 

Kaguya quer dizer "luz brilhante". Respeitando antigas tradições de comportamento e vestuário, já é a sétima versão desta historia no Japão (a anterior é de 2001), que é inspirado no conto tradicional mais antigo do Japão.

 

Um filme singelo, feito com encantamento pelo famoso estúdio Ghibli, usando aguarelas, quase impressionistas. Como se fossem incompletas de propósito, como se estivessem em processo de serem criadas e desenvolvidas. Leva duas horas e meia a mostrar-nos os costumes da época e a ambientar-nos, algo essencial para nós, público ocidental.

 

É o resultado final de uma versão animada dos antigos pergaminhos japoneses, os mesmos onde a história deste conto foi escrita pela primeira vez.

 

Uma banda sonora linda, do compositor Joe Hisaishi, que volta a orquestrar uma banda sonora inspirada nos sons tradicionais com pequenos laivos de Hisaishi aqui e ali, acompanhando com sensibilidade a história triste das escolhas da princesa Kaguya.

 

 

 

 

Actividades: 

 

  • Relembrar literatura tradicional portuguesa: conto tradicional;
  • Fazer estudo comparado do conto tradicional português e conto tradicional japonês;
  • No caso de aluno/aluna de origem japonesa, na escola, solicitar a sua participação: vivências familiares a nível de contos tradicionais;
  • Por que não experiencial algum vocabulário japonês por parte dos alunos: oral, escrito;
  • Antes ou depois da exploração de algumas destas actividades, segundo o tempo de exibição em salas de cinema, agendar uma visita de estudo: ida ao cinema ver Conto da Princessa Kaguya.
  • Posterior debate em sala de aula.
  • Possível projecto transcurricular Lingua Portuguesa, Educação Visual, Música.

 

Nota: Não aconselhável a alunos cujo nível etário seja inferior a 10/11 em virtude da duração do filme : duas horas e trinta minutos, aproximadamente.

 

A Professora GSouto

 

11.04.2015

Licença Creative Commons

Parabéns Borboletário ! A nossa participação

 

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créditos : Borboletário

http://blogues.publico.pt/

 

Não podiamos deixar de nos associar ao projecto Borboletário, na celebração do seu 8º aniversário. Iniciado em 2006, participámos nesse mesmo ano, numa actividade pedagógica. O Borboletário de Lisboa, hoje denominado Bor­bo­letário do Museu Nacional de História Nat­ural e da Ciên­cia.

 

"O Bor­bo­letário do Museu Nacional de História Nat­ural e da Ciên­cia é um jardim de plan­tas mediter­râni­cas habitado por várias espé­cies de bor­bo­le­tas, que podem ser obser­vadas ao vivo nas diver­sas fases do seu ciclo de vida, e em directo para a Inter­net através do web­site ecoesfera borboletas."

 

Desde a aber­tura ao público em 2006 até ao momento, já pas­saram pelo Bor­bo­letário milhares de vis­i­tantes, muitas escolas, que pud­eram apren­der, de uma forma prática, a biolo­gia das bor­bo­le­tas e a sua inter­acção com as plan­tas.

 

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Excerto notícia DN

http://blogues.publico.pt/

 

Foi precisamente em 2006, pouco depois de ser criado, que integrámos no currículo de Língua Portuguesa  o projecto Dia B - Dia das Borboletas.

 

O Bor­bo­letário tem como objectivo des­per­tar o inter­esse do público em geral, e em par­tic­u­lar dos jovens em idade esco­lar, para a importân­cia da con­ser­vação da natureza e da bio­di­ver­si­dade.

 

"O número de vis­i­tantes alcançado até agora, reflecte não só o tra­balho con­sol­i­dado em vários anos nas áreas da cri­ação ex-situ de bor­bo­le­tas europeias, na propa­gação de plan­tas hos­pedeiras e na edu­cação ambi­en­tal, mas tam­bém o resul­tado da par­tic­i­pação cada vez maior em pro­je­ctos exter­nos de mon­i­tor­iza­ção ecológ­ica, con­sul­ta­do­ria téc­nica e de divul­gação científica.", assim se define o Borboletário.

 

Mal descobrimos o Tagis - Centro de Conservação de Borboletas de Portugal,em 2006, considerámos um projecto inovador e que tinha nas preocupações interagir com  as escolas.

 

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créditos : Borboletário

 http://blogues.publico.pt/

 

E assim partimos para o projecto transcurricular inter-turmas Contando Borboletas no Jardim que insermos no estudo do Texto Poético

 

Pareceu-nos que enquadrava lindamente este conteúdo programático, dado que são muitos os poetas que referem as borboletas em seus poemas. Claramente um projecto que despoletaria a criatividade dos alunos em actividades de leitura de poemas e escrita criativa, bem como saída da sala de aula para uma lição viva ao ar livre.

 

Não nos enganámos.Os alunos adoraram, adquiriram competências e desenvolveram aprendizagens que muito enriqueceram o currículo de Língua Portuguesa e Ciências da Natureza.  

 

Foi um dos projectos mais cativantes desenvolvido nesse ano lectivo.

 

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créditos : Borboletário

http://blogues.publico.pt/

 

Depois de apresentar o projecto aos alunos e de o negociar com as duas turmas de Língua Portuguesa que leccionava, nesse ano, decidi contactar a equipa Tagis para que nos enviasse o material de apoio que punha à disposição das escolas com o objectivo de celebrar um dia muito especial, o Dia B - Dia das Borboletas.

 

A equipa do Borboletário respondeu prontamente, enviando o Guia de Campo que Tagis - Centro de Conservação das Borboletas de Portugal, assim se denominava em 2006 - disponibilizava para reconhecimento de borboletas em espaço aberto.

 

E logo pensámos nos Jardins do Parque de Serralves.

 

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Tagis | créditos : Borboletário

 http://blogues.publico.pt/

 

O Guia de Campo, muito ilustrativo das espécies de borboletas passíveis de encontrar em Portugal, propunha que os alunos fizessem a observação de borboletas, identificando-as com a ajuda do mesmo guia.

 

Actividades:

 

Partindo do Texto Poético a que anexei Dia B - Dia das Borboletas, programei um projecto transcurricular e inter-turmas em que participaram as áreas curriculares: Língua Portuguesa (dinamizadora),Ciências Naturais, Formação Cívica e Educação Visual.

 

Para fazer a observação e levantamento de borboletas, nada melhor do que percorrer o Parque de Serralves. Contactámos o Serviço Educativo, fizemos a marcação de uma Visita de Estudo.

 

Os alunos foram divididos em grupos, cada grupo com o seu Guia de Campo para fazer o reconhecimento das espécies encontradas nos líndíssimos jardins de Serralves.

 

A visita foi a parte final do projecto. Durante um mês, aproximadamente, os alunos estudaram o Texto Poético.

 

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 créditos : Borboletário

http://blogues.publico.pt/

 

Também no curriculo de Ciências Naturais, procedram ao estudo da espécie.

 

Durante o estudo do Texto Poético, solictei aos alunos que seleccionassem, à medida que iam lendo, poemas cuja temática incluisse a borboleta. Essas leituras e estudo estendeu-se não só à literatura portuguesa mas também à literatura brasileira.

 

Após a selecção individual, apoiei os alunos individualmente, na selecção de um poema por aluno, nas duas turmas. Depois da selecção feita, cada aluno transcreveu o seu poema numa uma borboleta recortada em cartolina de cores, elaboradas nas aulas de Educação Visual. 

 

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Lagarteiro | créditos : Borboletário

http://blogues.publico.pt/

 

À medida que as borboletas iam ficando prontas, iamos elaborando o nosso Borboletário nos placares da sala de aula). Cada turma criou o seu Borboletário que passou a fazer parte de um Jornal de Parede até final do projecto.

 

Numa fase posterior, passaram a actividades de escrita criativa, elaborando pequenas poesias alusivas às borboletas.

 

Os textos poéticos criados pelos alunos foram muito imaginativos, alguns de sensível capacidade para o texto poético. Regra geral, os alunos gostam muito de ler e escrever poesia.

 

Também com o apoio de Educação Visual, os alunos elaboraram borboletas em papel de seda pintado que suspendemos nas salas de aula e que posteriormente foram levadas na mão pelos alunos para a visita de estudo no Parque Serralves.

 

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créditos : Borboletário

 http://blogues.publico.pt/

 

Durante a visita, os grupos de alunos preocuparam-se em fazer o reconhecimento de borboletas existentes nos jardins. Sempre que viam uma borboleta, identificavam a espécie com o apoio do Guia de Campo que cada grupo tinha consigo, tomavam nota da espécie e do número observado.

 

De vinte em vinte minutos, reuniam-se os grupos com os Professores e eu, como professora de Língua Portuguesa, coordenadora do projecto transcurricular, anotava na Folha Relatório as espécies e número de borboletas observadas.

 

Os alunos observaram muitas espécies - a biodiversidade do Parque de Serralves é muito rica. Observaram a bela dama, a manchadinha, a limão e até espécies mais raras como a carnaval, pavão-diurno, zebra ! 

 

Posso afirmar que foi um projecto rico em aprendizagens, muita alegria partilhada numa aula viva ao ar livre, e experiências pedagógicas gratificantes para professores e alunos.

 

 

 

 

 

Algumas considerações:

 

É pois com muita alegria que parabenizamos toda a equipa do Borboletário pelo seu 8º aniversário, hoje no Museu Nacional de História Nat­ural e da Ciên­cia, e divulgamos o post de aniversariante no seu blogue E assim começou há oito anos o Borboletário.

 

Sentimos orgulho em divulgar o projecto no início, em 2006, e de fazermos parte dessa dinâmica na criação de projectos audazes que levam a outros voos para todos os deles participámos.

 

Divulgamos as images do Borboletário para melhor apoiar este voto de parabéns muito sincero porque o conhecemos bem, como alunos e professores, envolvidos desde a criação deste projecto ligado à conservação das borboletas de Portugal.

 

Parabéns, mais uma vez, Borboletário, hoje anexado ao Museu Nacional de História Nat­ural e da Ciên­cia !

 

E parabéns à equipa que continua tão activa e cheia de dinamismo como desde o primeiro dia.

 

A professora GSouto

 

02.12.2014

 

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