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BlogdosCaloiros

"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

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"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

Escritores no Palácio de Belém : Encontro (s) com alunos

 

 

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créditos: Visão

http://images-cdn.impresa.pt/

 

Marcelo Rebelo Sousa, anfitrião da ideia Escritores no Palácio de Belém promovida pela Presidência da República contou no primeiro dia da iniciativa com a presença dos escritores Ana Maria Magalhães, José Jorge Letria e Luísa Ducla Soares. Neste encontro estiveram presentes cerca de 60 alunos da Escola de São João de Deus.

 

Foi o primeiro dia de um programa de promoção da leitura que vai decorrer até 23 de Maio. Marcelo Rebelo de Sousa não faltou ao encontro,como é óbvio. 

 

 

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Livros infanto-juvenis Luisa Ducla Soares

https://lerparacrer.files.wordpress.com/

 

A escritora Luisa Ducla Soares que tem mais de 150 livros publicados, respondeu durante 30 minutos às questões colocadas pelos pequenos leitores, que estudaram previamente a sua obra em sala de aula.

 

 

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créditos: RTP

http://www.rtp.pt/noticias/cultura/

 

Escritores no Palácio de Belém tem como objectivo incentivar a leitura, promover o sucesso escolar e dar a conhecer a Presidência da República a alunos do ensino básico e secundário de 250 escolas públicas, privadas e cooperativas de Portugal continental.

 

Nesta primeira ronda, correspondente ao presente ano lectivo, apenas participarão 60 escolas.

 

 

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o nosso reino

Valter Hugo Mãe

 

 

Sinopse:

 

Delicadíssima história de uma criança em torno da ansiedade por uma resposta de Deus. Retrato de um Portugal recôndito ao tempo da Revolução dos Cravos que nos conta como em lugares pequenos as ideias maiores são relativamente intemporais e o que acontece ignora largamente o tempo exato do mundo. O belo livro de estreia de valter hugo mãe é uma fulgurante prova de imaginação e beleza. Entre a profunda ternura e a difícil aprendizagem da vida, cada dia é um esforço para que se prove a existência do milagre de se ser alguém.

 

 Nota: Este livro proposto pelo PNL, 3º ciclo, foi retirado devido agumas expressões e linguagem terem sido consideradas desadequadas, excessivas, para o nível etário.

 

Assim, os educadores devem previamente ler o livro, analisando se, apesar do excesso de informação a que os alunos estão habituados, serve o interesse literário e temáticas como a sexualidade, ao perfil do grupo/turma que leccionam.

 

 

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O Vale da Paixão

Lídia Jorge

Livro PNL/ Ensino Secundário

http://www.fnac.pt/

 

Sinopse:

 

O retrato de uma família, por uma mulher da qual nunca saberemos o nome. "Como na noite em que Walter Dias visitou a filha, de novo os seus passos se detêm no patamar, descalça-se rente à parede com a agilidade duma sombra, prepara-se para subir a escada, e eu não posso dissuadi-lo nem detê-lo, pela simples razão de que desejo que atinja rapidamente o último degrau, abra a porta sem bater e entre pelo limiar apertado, sem dizer uma palavra. E foi assim que aconteceu." (...)

 

A iniciativa presidencial vai decorrer às terças-feiras, até 23 de Maio. Dela constarão 30 autores de literatura infanto-juvenil, tais como António Torrado, Miguel Sousa Tavares, Alice Vieira, Valter Hugo Mãe ou Lídia Jorge.

 

 

 

O Velho que esperava por D. Sebastião

Encontro com António Manuel Venda

http://fragmentosvirtuaisdumaprofessora.blogspot.pt/

 

 

Alguns pensamentos:

 

Excelente inciativa. Os alunos adoram estar em contacto com os autores dos livros quel lêm.

Prática muito corrente, desde há muito anos, nas nossas escolas.

 

 

 

Pó de Estrelas

Jorge de Sousa Braga

ilustradora: Cristina Valadas

 http://blogdoscaloiros.blogs.sapo.pt/

 

Eu própria tive essa actividade como recurso educativo ao longo de vários anos. Seleccionávamos, alunos e professora, os livros de determinado autor ou autora, líamos nas aulas curriculares e depois partíamos para o convite do respectivo autor para uma Conversa com Escritores ou Ilustradores (dos livros lidos).

 

 

 

O Inventão

Manuel António Pina

http://blogdoscaloiros.blogs.sapo.pt/

 

Foram casos de sucesso o Encontro com um Jovem Escritor com António Manuel Venda ou Sessão Livros de Ilustradora com Cristina Valadas, entre outros, como Manuel António Pina.

 

Esssas conversas, para além do estudo prévio dos livros (texto/ ilustração) desenvolvido na área curricular de Língua Portuguesa, secundado pelas áreas curriculares de Educação Visual, Música e outras, deram origem a projectos transcurriculares com a participação de diferentes áreas curriculares e desenvolvimento de actividades pedagógicas que muito alargaram as competências e aprendizagens dos alunos.

 

Congratulo-me assim com esta iniciativa do Presidente da República Prof. Marcelo Rebelo de Sousa de abrir o Palácio de Belém aos alunos das escolas de todo o país, assim espero, através da leitura.

 

A Professora GSouto

 

18.01.2017

 

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Hélia Correia: Sugestões de leitura

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 Hélia Correia | Youtube

http://cache-img1.pressdisplay.com/

 

"Em minha casa os livros habitavam como presenças vivas."

Hélia Correia

A escritora Hélia Correia acaba de receber o Prémio Camões 2015, o mais prestigiado atribuído no espaço da língua portuguesa.

 

O Prémio Camões consagra a obra de um autor e não uma qualquer obra em particular. Já foi atribuido a vários autores de língua portuguesa.

 

Entre os escritores portugueses, lembremos Manuel António Pina que foi galardoado com o Prémio Camões 2011.  E que nós tão bem conhemos, quer pela leitura em sala de aula de livros seus, quer pela sua vinda à escola mais do que uma vez.

 

Outros autores portugueses? A nossa querida Sophia Mello Breyner - Prémio Camões 1999 - que tanto gostávamos de ler. Histórias encantadoras. Ou Miguel Torga (1989), José Saramago (1995), o nosso Prémio Nobel da Literatura em 1998.

 

Saramago que começamos a conhecer em A Maior Flor do Mundo, uma das raras obras de literatura infantil e juvenil do escritor.

 

Mas voltemos a Hélia Correia. Hélia Correia nasceu em Lisboa e passou a infância e a juventude em Mafra, onde frequentou o ensino primário e liceal. Era conhecida na sua infância como 'a menina dos gatos'.

 

Licenciada em Filologia Românica, foi professora do ensino secundário.

 

Hélia Correia

 http://ionline.pt/


Poetisa, contista e dramaturga, foi enquanto romancista que Hélia Correia se revelou como um dos nomes mais importantes e originais surgidos durante a década de 80, ao publicar, em 1981, O Separar das Águas.

 

Seguiram-se romances e novelas como Montedemo, Insânia, A Casa Eterna (Prémio Máxima de Literatura, 2000), Lillias Fraser (Prémio de Ficção do PEN Clube, 2001, e Prémio D. Dinis, 2002), Bastardia (Prémio Máxima de Literatura, 2006), e Adoecer (Prémio da Fundação Inês de Castro, 2010).

 

Hélia Correia é também contista, tendo publicado uma antologia dos seus contos em Novembro de 2008. E ano passado, 'Vinte Degraus e Outros Contos', que recebeu o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores e pela Câmara Municipal de Vila Nova da Famalicão.

 

O Prémio Camões reconhece assim a imaginação, o poder de criação de personagens, e o invulgar modo de trabalhar a língua portuguguesa que Hélia Correia tem revelado.

 

Então, neste post dedicado a Hélia Correia, gostaria de deixar duas sugestões de leitura de livros de literatura infantil e juvenil escritos pela autora.

 

 A Ilha Encantada. Hélia Correia

versão portuguesa para jovens

http://relogiodaguaeditores.blogspot.pt/

 

Começo pela 'A Ilha Encantada', versão para Jovens da obra de Shakespeare, A Tempestade (2008). Faz parte do Plano Nacional de Leitura, 8º ano.

 

Como escreve Hélia Correia, na introdução da sua adaptação da peça de William Shakespeare (1564-1616

 

«Compare-se esta peça com um sol. O poder dos seus raios tem gerado um sem-número de novas criações. Porém o centro permanece opaco e arde a temperatura inacessível. É o mais enigmático dos textos do mais enigmático dos autores. (…)

 

Sobre esta A Tempestade há que dizer que permanece estranha aos nossos olhos e aos nossos ouvidos. E, no entanto, as suas personagens vão, com outras, no jorro da popularidade, passando pelo tempo e pelas culturas, tratadas como gente da família, com ternura e com falta de respeito.

 

E ainda, um outro livro encantador, 'A Chegada de Twainy'. A sua obra infanto-juvenil mais recente (2011). Com ilustrações de Rachel Caiano.

 

 

A Chegada de Twainy | Hélia Correia

Ilustrações Rachel Caiano

http://relogiodaguaeditores.blogspot.pt/

 

Em jeito de apresentação deste livro com fadas, leiamos o que Hélia Correia respondeu numa entrevista, à pergunta “Como nasceu a Twainy?”:

 

«A Twainy existiu primeiro como nome, porque um priminho meu, um dos meus meninos – tenho muitos meninos, muitos amiguinhos –, muito pequenino, a primeira vez que veio ver-me, achou que eu era tia, e chamou-me Twainy, que era o nome que ele dava às tias. E eu achei que o nome era muito bonito e fiquei com o nome. Não só a Twainy dele, como pensei: este nome é muito bonito, este nome vai existir de qualquer modo. Depois, numa loja que eu frequento muito e que também tem assim muitas coisas invulgares, encontrei uma bonequinha com asas de tule. Esta bonequinha, com um aspecto muito, enfim, antifeérico, quando a vi pensei, olha aquela é a Twainy

 

Bom, em tempo de férias para alguns, aqui deixo sugestões de leituras de verão para ocupar tempos livres.

 

Para os que andam em exames, bons resultados, pois deles dependderão o vosso futuro no Secundário, ou no Ensino Superior.

 

Deixarei sempre que me for possível, sugestões de actividades de lazer, desde cinema, leitura, curiosidades culturais ou desportivas, antes de fazer uma pausa, como sempre, em Agosto.

 

A Professora GSouto

 

19.06.2015

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Feliz Dia das Mães !

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O dia está triste e chuvoso. As mães mereciam um dia lindo de sol. Sim, hoje é Dia das Mães.

 

O Dia da Mãe é celebrado em quase todos os países, mas em dias diferentes, entre os meses de Abril e Maio. Em França, o Dia das Mães celebra-se no quarto domingo de Maio.

 

O Dia das Mães, no primeiro domingo de Maio, celebra-se em Portugal, Espanha, Hungria e Lituânia.

 

A celebração do Dia da Mãe teve origem na Grécia Antiga, ligada às comemorações primaveris, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses.

 

Em Roma, as festas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo. Também em Roma esteve associado ao festival de Hilaria 

 

Nas civilizações mais modernas, remonta ao século XVII. Em Portugal, o Dia das Mães é celebrado no primeiro domingo de Maio. É uma das homenagens mais especiais, já que mãe é a pessoa mais importante da nossa vida.

 

José Luis Peixoto, escritor bem nosso conhecido, tem um livro encantador sobre a mãe.

 

A Mãe Que Chovia ilustra bem a chuva no papel de mãe. Nada mais adequado neste Dia das Mães chuvoso.

 

 Edições Quetzal

http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/

 

A Mãe Que Chovia é escrito por José Luís Peixoto, com ilustrações de Daniel Silvestre da Silva. É o primeiro livro infanto-juvenil do autor e foi publicado em 2012.

 

Muitas são as formas de presentearmos as mães. Mas o mais importante é o carinho, o cuidado e o respeito que temos por elas todos os dias ao longo dos anos.

 

 

 Edições Quetzal

http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/

 

Este conto fala-nos da história de uma criança que é filha da chuva, e sendo a sua mãe algo tão importante para todos seres da Terra, ele terá de aprender a partilhar o amor materno com o mundo.

 

 Excerto de "A Mãe Que Chovia"

José Luís Peixoto | Daniel Silvestre Silva

https://foodwithameaning.files.wordpress.com/

 

Com uma mãe tão original, tão necessária a todos, o protagonista, filho da chuva, tem de aprender a partilhar com o mundo aquilo que lhe é mais importante: o amor materno. Uma dura prova de amor

 

 

 

 Edições Quetzal

http://www.cilingue.com/

 

 

 Edições Quetzal

 http://www.cilingue.com/

 

Acompanhamos a alegria e a tristeza do filho. A alegria quando a mãe está presente e o ajuda e mima. A tristeza quando a mãe está ausente, longe, e tem de saber partilhá-la com todas as outras crianças.

 

Através de uma ternura invulgar, de poesia e de uma simplicidade linda, este livro homenageia e exalta uma das forças mais poderosas da natureza: o amor incondicional das mães.

 

 

 Edições Quetzal

http://2.bp.blogspot.com/

 

"Desde sempre que toda a gente lhe dizia que era filho da chuva... assim começa a história e é com esta simplicidade que vos convido a conhecer de perto uma mãe e um filho tão especiais.

 

A Mãe Que Chovia “homenageia e exalta uma das forças mais poderosas da natureza: o amor incondicional das mães”

 

 

 Edições Quetzal

http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/

 

Um livro lindo, uma linguagem poética num jogo de imaginação, cheio de metáforas onde a ternura surge naturalmente.

 

Um hino a todas as mães do mundo. Faz parte dos livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura, 3º Ciclo, Leitura Autónoma.

 

Actividades:

 

  • Leitura de excertos na sala de aula, exercitando o gosto pela leitura nos alunos;
  • Recomendar a leitura autónoma aos alunos mais avançados;
  • Elaborar fichas de leitura para as duas actividades;
  • Debater situações reais na relação mãe/filhos;
  • Leitura comparada de outros livros sobre a temática.

 

Para todas as mães, um dia muito especial, rodeadas do carinho dos filhos.

 

A Professora GSouto

 

04.05.2015

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Parabéns José Mauro de Vasconcelos : livros

 

 

Google Doodle 95ª Aniversário de José Mauro Vasconcelos

https://www.google.com/doodles/

 

Jose Mauro de Vasconcelos, escritor brasleiro conhecido das nossas aulas de Lingua Portuguesa, é hoje homenageado pela Google com um Doodle encantador. Goodle celebra assim o 95° aniversário do famoso escritor brasileiro.

 

Saber +

 

O escritor, nasceu em 26 de Fevereiro 1920, no Rio de Janeiro, era filho de uma família portuguesa que emigrou para São Paulo. Como seus pais tinham poucos recursos, José Mauro teve que ir morar com seus tios para o Rio Grande do Norte, em Natal.

 

Já adulto, entrou na Faculdade de Medicina da capital potiguar, mas abandonou o curso no segundo ano e voltou ao Rio de Janeiro em busca de melhores oportunidades.

 

 

José Mauro Vasconcelos

 http://3.bp.blogspot.com/

 

De volta a sua cidade natal, José Mauro trabalhou nas mais diversas áreas: foi carregador, instrutor de boxe e garçom, até conseguir uma bolsa de estudos na Espanha.

 

Desanimado com a vida académica, abandonou os estudos após uma semana e decidiu viajar pela pela Europa.

 

Junto com os irmãos Villas-Bôas, o escritor atravessou a região do Araguaia, onde conheceu o ambiente e lutou pelos índios. 

 

 

 

Meu Pé de Laranja Lima

José Mauro de Vasconcelos

 http://static.fnac-static.com/

 

Em 1942, estreou-se na carreira literária com o livro "Banana Brava", que reflecte sobre o mundo dos homens do garimpo. A seguir veio "Rosinha, Minha Canoa" de 1962, o seu primeiro sucesso.

 

 

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Rosinha, minha Canoa

José Mauro de Vasconcelos

http://images.portoeditora.pt/

 

Rosinha, a canoa, leva Zé Orocó pelas águas do Rio Araguaia, nos sertões de Goiás, transportando-o por um mundo onde quem manda é a mãe natureza. ...

 

 

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Rosinha, minha irmã Canoa

José Mauro de Vascnocelos

https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/

 

 

 

Meu Pé de Laranja Lima

José Mauro de Vascnocelos

https://m1.behance.net/

 

Mas o livro que lhe daria fama foi "Meu Pé de Laranja Lima", publicado em 1968. A obra é baseada em experiências pessoais de José Mauro de Vasconcelos e retrata o choque sofrido na infância com as bruscas mudanças da vida.

 

 

 

 

 

Ir + longe:

 

José Mauro de Vasconcelos tinha como principal característica o facto de escrever livros rapidamente. "Meu Pé de Laranja Lima", por exemplo, foi escrito em apenas doze dias.

 

E é precisamente este livro, Meu Pé de Laranja Lima que lemos tantas vezes nos curriculos de Língua Portuguesa, Faz também parte do Programa Nacional de Leitura.

 

 

 

Meu Pé de Laranja Lima

José Mauro de Vascnocelos

 http://static.fnac-static.com/

 

Sinopse:

 

Meu Pé de Laranja Lima conta a história de um garotinho de cinco anos, Zezé. O menino faz parte de uma família muito pobre, porém grande, com muitos irmãos.

 

A mãe de Zezé trabalhava numa fábrica, mas seu pai estava desempregado, o que deixou família com grandes dificuldades. As irmãs tomavam conta dos mais novos da família, mas Zezé eram quem ficava junto do seu irmão mais novo, Luiz.

 

É num pé de laranja lima onde o garotinho tem todas as suas grandes aventuras.

 

 

 

Meu Pé Laranja Lima, adaptação cinema 2012

http://lounge.obviousmag.org/

 

Este livro foi posteriormente adaptado ao cinema e também à televisão : dois filmes e três telenovelas foram inspiradas no livro. 

 

Meu Pé de Laranja Lima teve a sua primeira adaptação em 1970, um filme com a direcção de Aurélio Teixeira. E a última adaptação em 2012 pelo cineasta Marcos Bernstein

 

 

Meu Pé de Laranja Lima, filme, 2012

Marcos Bernstein

 http://pt.wikipedia.org/

 

Também a televisão fez três novelas que tiveram o livro como base, sendo a primeira em 1970 exibida pela TV Tupi, em 1980 na Bandeirantes, e em 1998, novamente na Bandeirantes.

 

Na Coreia do Sul, a história foi publicada em versão de banda desenhada. Em 2012, Marcos Bernstein dirigiu mais uma versão cinematográfica de Meu Pé de Laranja Lima.  A estreia aconteceu no Festival do Rio em 2013. 

 

Além de escritor, o carioca foi também actor. Morreu aos 64 anos de broncopneumonia, em São Paulo. 

 

Mas José Mauro de Vasconcelos tem outros obras de literatura juvenil. 

 

 

Coração de Vidro

José Mauro de Vascnocelos

 http://www.casasbahia-imagens.com.br/

 

Actividades:

 

  • Convidar os alunos a lerem excertos de Meu Pé de Laranja Lima, seleccionados por eles. Solicitar a razão dessa selecção, deixando que os alunos exprimam as suas escolhas.
  • Ir até à biblioteca da escola e tentar encontrar outros livros de José Mauro de Vasconcelos. Se não forem encontradas outras obras, os alunos farão uma pesquisa na Internet, e se possível algum excerto de um desses livros.
  • Para os alunos brasileiros, quem sabe se a biblioteca escolar possui os DVD dos filmes sobre Meu Pé de Laranja. Se assim for, requisitar o filme e visionar durante duas/três aulas.
  • Não esquecer de fazer a preparação prévia dessas aulas, programando actividades pedagógicas de apoio.

 

A Professora GSouto

 

26.02.2015

 

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Ler Manuel António Pina

 

 

 

 

Manuel António Pina (1943-2012)

http://sicnoticias.sapo.pt/

 

 

"Os livros são para quem gosta deles..."

 

Manuel António Pina

 

É verdade! Não pude falar de Manuel António Pina, na semana em que morreu (2012). Mas não há momentos específicos.

 

Falar deste escritor que tantos de nós lemos nas aulas de Lingua Portuguesa, por prazer mais do que obrigação de programas de leitura impostos, tantas vezes descontextualizados do perfil actual dos alunos é uma imensa devoção.

 

Lembremos então alguns livros juvenis de Manuel António Pina. E o seu primeiro livro foi “O país das pessoas de pernas para o ar”, publicado em 1973 pela editora Regra do Jogo, criada pelo autor para o efeito dado que na "antiga Assírio e Alvim, ninguém quis”, explicou o autor.

 

  

 

Editores Tcharan (1973)

http://4.bp.blogspot.com/

 

Um país onde as pessoas vivem de pernas para o ar.  Fazendo uso do humor e do nonsense, o livro reúne 4 histórias divertidas: Um Pais onde as Pessoas vivem de Pernas para o Ar; A vida de um peixinho vermelho que escrevia um livro que a Sara não sabia ler; Um menino Jesus que não queria ser Deus; Um bolo que queria ser comido mas que não o foi por causa do pecado da gula.

 

Em cada história deste livro, que teve a sua primeira edição em 1973, Manuel António Pina, autor de um extenso conjunto de livros para crianças e jovens, surpreende-nos e diverte-nos com as narrativas que apresenta. 

 

  

 

 

 

O Inventão (1987)

 http://visao.sapo.pt/

 

"O Inventão" reúne vários textos escritos para uma série de filmes para televisão, que a RTP transmitiu em 1979 e 1980 com o título genérico de "Histórias com Pés e Cabeça".

 

A obra recebeu, em 1987, o "Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças" e, bem assim, uma menção especial do júri do" Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio", da Universidade de Pádua (Itália)

 

Esta nova edição (2003), com que se inaugura a Biblioteca Juvenil do Autor que a ASA acaba de lançar, tem ilustrações de Luiz Darocha e , para além dos textos da edição original, inclui «O Maior Intelectual do Mundo», que é agora pela primeira vez publicado em livro. 

 

 

 

História do Sábio Fechado na sua Biblioteca (2009)

Teatro

http://visao.sapo.pt/

 

Um homem sábio julga que sabe as respostas para tudo, porque vive rodeado de livros cheios de conhecimentos. Ele bem gostava que alguém lhe colocasse uma pergunta à qual ele não soubesse dar a resposta, mas isso nunca acontece. Quando sai cá para fora, para o mundo real, o sábio descobre que, afinal, os seus conhecimentos têm limites. Ou seja, nunca é possível saber tudo sobre o mundo.

  

Os livros falam na língua, do mesmo modo que a língua fala nos livros. “A língua que os livros falam”, belíssima expressão que preside a este Encontro, é e não é a língua comum da fala quotidiana. Se, por um lado, onde não fala o porteiro, deve calar-se o poeta (a expressão é de Umberto Eco), é igualmente certo que a palavra poética não se esgota na língua social. Permita-se-me que me interrogue então sobre o que a palavra poética seja, tentando identificar o que, nela, é [ou acho eu que é] fundamentalmente e hesitantemente infância da língua e que talvez explique a misteriosa sedução que a poesia [e uso aqui o termo ‘poesia’ como metonímia do vasto e problemático conceito de literatura] exerce nas crianças e naquilo que, de criança, persiste irremediavelmente em todos nós [mesmo se mais nuns que noutros…]

 

Manuel António Pina, Encontro sobre Literatura Infantil e Juvenil

 

Gulbenkian, Palavras de Trapos, 2008

  

 

 

Manuel António Pina | Prémio Camões 2011

 http://cadeiraovoltaire.files.wordpress.com

 

Vem a propósito então divulgar uma mostra, intitulada "Manuel António Pina - escrever para vencer os pesadelos e salvar a vida", que integra livros, artigos publicados em jornais e revistas, fotos e referências a prémios que foram atribuídos ao escritor, poeta e jornalista falecido em 2012.

 

A mostra vai estar patente, no átrio central da biblioteca do Instituto Politécnico da Guarda, até ao dia 27 de Março.

 

Segundo Carlos Reis, director da Escola Superior de Comunicação e Desporto do IPG e coordenador da biblioteca, a exposição insere-se no ciclo de iniciativas com que a instituição "pretende homenagear personalidades da região da Guarda que se destacaram no mundo da cultura e da arte, promovendo em paralelo o gosto pela leitura".

 

Fica então a saber que Manuel António Pina nasceu no Sabugal, distrito da Guarda, em 1943, e morreu no dia 19 de outubro de 2012, no Porto, cidade onde viveu desde a sua juventude e que considerava "a sua cidade".

 

Manuel António Pina é autor de poesia, ficção, crónica, literatura infantil e juvenil e de duas dezenas de peças de teatro.

 

Foi distinguido com o Prémio Camões 2011.

 

Manuel António Pina, um marco na literatura infantil e juvenil portuguesa, polémico mas pioneiro, de um estilo único e ousado no panorama da escrita infanto-uvenil da época, ainda hoje tão actual.

 

A leitura torna-se assim uma “escolha pessoal” em que “a literatura não é um general e dançar na discoteca um soldado raso”. “São formas diferentes de felicidade”

 

Manuel António Pina

 

A Professora Gsouto

 

03.03.2013

 

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Google Doodle: Moby Dick

 

 

Google doodle Moby Dick

www.google.com

 

 O vosso motor de busca preferido, Google, celebra hoje Moby Dick, o romance mais famoso do escritor norte-americano Herman Melville.

 

"Moby Dick" foi publicado pela primeira vez há 161 anos. Para os que não leram este livro que faz parte do Plano Nacional de Leitura, esta obra é considerada o romance mais importante da literatura norte-americana.

 

Mas falemos um pouco do seu autor. Herman Melville nasceu em 1819 em Nova Iorque, filho de uma família aristocrata. Mais tarde, partiu com os pais para Albany.

 

 

 

 Herman Melville

http://lovemvliving.files.wordpress.com/

 

A morte do pai, dois anos depois, marcou o fim da sua educação e o início das sua aventuras marítimas. Melville embarcou em 1839 num navio mercante com destino a Liverpool e em 1841 partiu no baleeiro Acushnet em direcção aos mares do Sul.

 

Abandonou o barco nas ilhas Marquesas e ficou a viver com os nativos do vale Typee, durante algum tempo.

 

Este episódio inspirou a narrativa do seu primeiro livro, Typee , publicado em 1846.

 

Um baleeiro australiano levou-o posteriormenr ao Taiti, onde Melville este preso na sequência de um motim a bordo. Escapou da prisão pouco depos e passou algum tempo na ilha viajando pelo Pacífico. Registou esta aventura no seu segundo livro, Omoo (1847).

 

Regressou a Nova Iorque em 1844. As suas primeiras obras já escritas depois do seu regresso a bordo do navio de guerra norte-americano, constuíram um sucesso imediato.

 

 

 

Herman Melville | Moby Dick

 

Edições Relógio d'Água

 

'Moby Dick' ou 'A Baleia Branca' foi publicado em 1851. O romance, o mais importante da sua carreira literária, é um clássico da literatura norte-americana e mundial. Foi escirto durante a permanência do escritor na quinta que adquiriu perto de Pittsfield, Massachusetts.

 

Trata-se de uma história passada no mar, cheia de alegorias e que contém uma mensagem filosófica não muito fácil de identificar pelos leitores mais jovens. Moby Dick ou The Whale é uma obra profunda, simultaneamente realista e simbólica, que traduz uma visão trágica do homem e da sua luta pela sobrevivência.

 

Moby Dick conta as aventura alucinante pelos mares, em busca da terrível baleia branca, empreendida por marinheiros-caçadores de baleias, sob o comando do capitão Ahab. A tripulação, sob a influência deste homem, parte no baleeiro Pequod para um confronto com Moby Dick. um confronto feroz ente Homem e Natureza.

 

Os detalhes contados com o realismo de um escritor que viveu em barcos baleeiros, são capazes de transportar o leitor ao ambiente descrito e suas sensações. O romance foi inspirado no naufrágio do navio Essex, comandado pelo capitão George Pollard, quando este foi atingido por uma baleia e afundou.

 

O livro foi praticamente ignorado na altura do seu lançamento, talvez pela profundidade da obra.

 

Este facto quase levou o escritor a abandonar o género literário 'romance' nos últimos anos da sua vida.


 

 

 

Moby Dick | Edição do 150º aniversário da obra

 

http://indiereaderhouston.com/

 

Procurou então dedicar-se à poesia, publicando alguns volumes em verso inspirados na Guerra Civil (1861-1865): Battle-Pieces and Aspects of War (1866), Clarel: A Poem and Piligrimage to the Holy Land (1876), John Marr and Other Sailors (1888) e Timoleon (1891).

 

Escreveu também contos na década de 1850. Destacam-se Benito Cereno e Bartleby (1853). Melville deixou inacabado o livro Billy Bud, que foi descoberto só em 1919 e publicado em 1924. Morreu em 28 Setembro 1891.

 

O reconhecimento da obra e do génio de Herman Melville só ocorreu na 2ª década do século XX, altura em que Moby Dick foi considerado uma obra-prima da literatura norte-americana e o romance mais importante da obra literária de Melville.

 

Herman Melville tornou-se o primeiro escritor a ter suas obras publicadas pela Biblioteca da América.

 

Moby Dick teve várias adaptações ao cinema, a primeira em 1956 e uma mais recente em 2010.

 

 
 

 

Em 2007, o Teatro São Luiz (Lisboa) começou a apresentar espectáculos com interpretação em língua gestual, numa colaboração com a Federação Portuguesa das Associações de Surdos.

 

Este serviço começou com a anteestreia da peça "Moby Dick" de Herman Melville, encenada por António Pires. O espectáculo contou ainda com duas sessões com interpretação em língua gestual portuguesa, uma para escolas e outra para o público em geral. 

 

Bom, espero ter despertado em alguns a curiosidade de ler Moby Dick que estará mais recomendado a partir do 9º ano. E que convençam a vossa professora/professor de Lingua Portuguesa a inseri-lo nas aulas curriculares. Uma história de vida que vos fará

 

Se tiveres dúvidas sobre a interpretação da obra, pede apoio aos professores de Língua Portuguesa.

 

Para todos, boas leituras, sempre!

 

A Professora GSouto

 

18.10.2012

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Concurso "Faça lá um Poema"

 

 

 

Plano Nacional de Leitura

http://4.bp.blogspot.com/

 

O Plano Nacional de Leitura e o Centro Cultural de Belém, numa iniciativa conjunta, convidam todas as escolas do país, públicas ou privadas, de 1º CicloEnsino Básico ao Ensino Secundário, a participar no Concurso de Poesia Faça lá um Poema.

 

Eu sei como gostam de participar nestes eventos que passam pela vossa criatividade! Foram muitos os meus alunos que participaram e se distinguiram em actividades semelhantes. Lembro o Prémio Nacional de Literatura Juvenil Ferreira de Castro , o Concurso O Lobo e o Natal, o Concurso Escritor Polar. Ou actividades ligadas às Quadras de S. Martinho, Quadras de S. João, Poesias, Poesias II, Poesias III. 

 

Está provado, portanto, que são muitos os alunos que gostam de escrever e de criar poesia!

 

Assim, decidi divulgar este concurso para que os mais afoitos possam dar azo à sua veia poética. Vá lá! Proponham aos vossos professores a vossa participação através da escola.

 

 

 

 Concurso Faça lá um Poema, 2012

http://www.ccb.pt/

 

Saber +

 

O concurso ocorre entre Janeiro e Março de de 2012. Só serão aceites trabalhos individuais. Aos vossos professores, cabe informar-vos das datas finais que diferem do tipo de escola. 

 

Os temas são dois: "Ser Cidadão" e "Os Afectos". Escolham aquele em que sintam mais inspirados.

 

Devem ler o Regulamento aqui e o Formulário de Inscrição encontra-se online aqui

 

Ir + longe:

 

No dia 24 Março 2012, será celebrado o "Dia Mundial da Poesia", no Centro Cultural De Belém (CCB) e do programa faz parte a entrega simbólica de prémios aos vencedores.

 

A todos, muita inspiração!

 

A Professora GSouto

 

27.01.2012

 

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PNL - A Peregrinação : vamos ler ?

 

 

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A Peregrinação de Fernão Mendes Pinto

Adaptação de Aquilino Ribeiro

http://www.fnac.pt/

 

«Contributo maior para o conhecimento do Oriente escrito por uma das personalidades de aventureiro mais interessantes do século XVI, a "Peregrinação" é seguramente a mais conhecida e estimada obra portuguesa de literatura de viagens de todos os tempos e o primeiro testemunho directo de um europeu sobre o Japão.»

 

O longo relato estaria concluído por volta de 1578 (data referida na própria obra), mas apenas veio a ser publicado em Lisboa, por Pedro Craesbeeck, em 1614, a expensas de Belchior de Faria. Não por temor da Inquisição, mas apenas por falta de dinheiro para custear a impressão.

 

 

Fernão Mendes Pinto

http://photos1.blogger.com/

 

Fernão Mendes Pinto tentou durante os seus últimos anos de vida, sem sucesso, obter os apoios indispensáveis à edição da sua "Peregrinação": primeiro junto do Rei (a quem está feita a Dedicatória), depois dos Jesuítas e finalmente do grão-duque Cosme de Médicis.

 

O manuscrito original foi deixado por sua morte à Casa Pia dos Penitentes ou das Recolhidas de Lisboa e está perdido.

 

O exemplar da Biblioteca Geral ostenta um pertence manuscrito "Do Sñr Dom Duarte" que o coloca, sem dúvida, na biblioteca de um grande senhor português do final do século XVI ou inícios do XVII.»

 

Biblioteca Joanina*

 

 

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A Peregrinação de Fernão Mendes Pinto

Adaptação de Aquilino Ribeiro

Bertrand Editora

 

Sinopse:

 

A obra relata a chegada de Fernão Mendes Pinto ao Oriente. Nas suas crónicas, apresenta as expedições dos descobridores e conquistadores portugueses. A imagem dos navegadores portugueses que passa nesta obra é sobretudo a do herói como um anti-herói, capaz das piores façanhas para lograr os seus objectivos, geralmente pilhar e roubar as populações nativas para enriquecer e regressar à pátria.

 

 

Ir + longe:

 

 

Documentário Fernão Mendes Pinto: Uma vida em Peregrinação from Nuno Neves on Vimeo.*

 

Documentário realizado em 2007 para a inauguração do Museu do Oriente

 

«Contributo maior para o conhecimento do Oriente escrito por uma das personalidades de aventureiro mais interessantes do século XVI, a "Peregrinação" é seguramente a mais conhecida e estimada obra portuguesa de literatura de viagens de todos os tempos e o primeiro testemunho directo de um europeu sobre o Japão.»

 

 

Actividades:

 

A Peregrinação de Fernão Mendes Pinto andou muito tempo afastada das escolas. Hoje faz parte do Plano Nacional de Leitura (PNL), 9º ano. Imprescindível obra de literatura de viagens.

 

Não são todos os alunos que se sentem atraídos por este género de leitura. A adaptação de Aquilino Ribeiro aproximou um pouco mais o texto do público jovem.

 

 

 

Peregrinação | Fernão M. Pinto

Banda desenhada : José Ruy

http://clix.visao.pt/

 

Mas, a versão em banda desenhada é a que atrai mais as novas gerações para a  obra de Fernão Mendes Pinto. A primeira edição em banda desenhada a preto-e-branco data dos anos 50 e é da autoria de José Ruy que começou a publicar a Peregrinação em BD, na revista da época Cavaleiro Andante.*

 

Na altura, o desenhador achou importante recuperar temas históricos portugueses. Primeiro adaptou "O Bobo", de Alexandre Herculano, esse vulto enorme da literatura portuguesa, e depois "Peregrinação" de Fernão Mendes Pinto.

 

"É uma aventura apaixonante", diz ao JL, José Ruy. E explica: "Na altura o Fernão Mendes Pinto era um herói quase maldito, e esta BD foi uma forma de dar a conhecer a personagem".

 

Apenas três décadas depois, passou a livro e ganhou cor. "As cores são sempre esbatidas, para que prevaleça o traço",

José Ruy

 

 

 

Peregrinação | Fernão M. Pinto

Banda desenhada : José Ruy

http://clix.visao.pt/

 

Em 2011, o livro já vai a caminho da quarta edição, com a chancela da Âncora, e está a tornar-se um clássico da BD em português.

 

Fica assim, desta vez, uma sugestão de leitura para apoiar a compreensão de algumas temáticas que agora encontram no vosso currículo escolar.

 

Espero que seja uma boa ferramenta de estudo para as vossas pesquisas!

 

Bom trabalho!

 

A Professora GSouto

 

31.01.2011

 

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Referências:

 

*Vídeo: Documentário realizado em 2007 para a inauguração do Museu do Oriente

 

Biblioteca Joanina

http://bibliotecajoanina.uc.pt/obras_raras/perigrinacao

 

Jornal de Letras

http://clix.visao.pt/a-peregrinacao-em-bd=f584162

 

 

Alice Vieira... 30 anos de livros!

 

 

 

 

Alice Vieira

Rosa minha irmã Rosa

http://1.bp.blogspot.com/

 

Quem não leu Rosa minha irmã Rosa? Quase todos os professores curriculares de Língua Portuguesa fizeram a leitura orientada desta obra de Alice Vieira, ou então deram indicação aos aos alunos para lerem o livro e e depois fez o contrôlo com uma ficha de leitura.

 

É uma das obras recomendada pelas Metas Curriculares de Português para o 6º ano de escolaridade.

 

"Mariana, filha única, tem dez anos quando Rosa nasce. Agora vai partilhar tudo com a irmã: o quarto, o tempo dos pais, o afecto da família - incluindo a Avó Elisa que desconfia do progresso, e a Tia Magda, que tem um dente de ouro, uma fala que mete medo e só gosta de estrelícias e antúrios. Mas pelo menos a recordação da Avó Lídia e a amizade de Rita ela não quer dividir com mais ninguém. Será que Rosa vai continuar a ser "uma intrusa"?"

 

 

Lote 12, 2º Frente

Alice Vieira

 http://www.caminho.leya.com/

 

Este primeiro romance de Alice Vieira inaugura assim a trilogia constituída também por Lote 12, 2º Frente (1980) e Chocolate à Chuva (1982). 

 

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Alice Vieira

Rosa minha irmã Rosa

 http://www.caminho.leya.com/

 

Foi com Rosa minha irmã Rosa que Alice Vieira começou a sua carreira de escritora de livros infantis e juvenis. Faz agora 30 anos! Imaginem!

 

A efeméride "Alice Vieira 30 Anos de Livros" decorrerá até final de 2009 com uma megacampanha com logótipo próprio e muitos brindes gratuitos para distribuição em centenas de livrarias, bibliotecas e escolas de todo o país.

 

 

Alice Vieira

Contos de Grimm para Meninos Valentes

https://www.leyaonline.com/

 

Em Contos de Grimm para Meninos Valentes poderás conhecer histórias de encantar que o tempo trouxe de longe e que Alice Vieira escolheu e escreveu: Onde Está o Medo? Os Sapatos Estragados São José e as Três Irmãs Os Doze Corvos Onde Estão os Tolos deste Mundo?

 

Diverte-te a ler e a descobrir a sabedoria que cada conto tem para te dar!

 

 

Alice Vieira

Vinte cinco a 7 vozes

http://www.caminho.leya.com/

 

"Que foi que aconteceu no dia 25 de Abril de 1974? Aparentemente a resposta é fácil. Mas só aparentemente, pois tudo vai depender da idade que têm os que a ela respondem...

Para os mais novos, aqueles a quem 1974 é a Pré-História, 25 de Abril, 10 de Junho, 5 de Outubro ou 1.º de Dezembro é tudo o mesmo, ou seja, é feriado e isso é que importa. Mas para os mais velhos, as coisas não são assim tão simples.

Do conjunto de sete vozes diferentes se faz esta história - com um final feliz, já que a liberdade também se pode festejar de mãos dadas num centro comercial da cidade..."

 

Eis apenas alguns dos livros de Alice Vieira na sua longa vida de escritora, muito apreciada na literatura juvenil.

 

Celebram-se pois três décadas da autora, cuja obra está actualmente publicada em cinco editoras do grupo: Leya: Texto, Caminho, Dom Quixote, Oficina do Livro e Casa das Letras.

 

Desde 1979, Alice Vieira escreveu mais de 70 livros para crianças e adolescentes, vendeu cerca de dois milhões de exemplares e ganhou alguns dos mais significativos prémios em Portugal e no estrangeiro. 

 

 

Este Reu Que Eu Escolhi

Alice Vieira

http://www.caminho.leya.com/

 

Recebeu em 1979, o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com Rosa, Minha Irmã Rosa, em 1983, com Este Rei que Eu Escolhi, o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil, e em 1994 o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra.

 

Foi indicada, por duas vezes, como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen. Trata-se do mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um autor vivo pelo conjunto da sua obra.

 


 

 A campanha tem também uma vocação solidária: dentro dos livros encontra-se um postal que deverá ser enviado à escritora com uma mensagem ou um desenho de parabéns, revertendo depois o valor em favor das bibliotecas de Timor. Ou seja: por cada postal recebido, a Leya oferece um livro ao país com o qual Alice Vieira “tem uma relação especial”, segundo comunicado de imprensa.

 

Todos os pormenores da campanha, bem como notícias e entrevistas, podem ser acompanhados no novo blogue aqui.

 

 

Alice Vieira

Flor de Mel

http://www.caminho.leya.com/

 

 De assinalar que a escritora obteve em 20 de Julho último a  Estrela de Prata do Prémio Peter Pan, atribuída pela International Board on Books for Young People (IBBY) e pela Feira do Livro de Gotemburgo pelo seu novo livro "Flor de Mel".

 

 

Alice Vieira : Flor de Mel

tradução sueco: Lusima Böcher

 http://diariodigital.sapo.pt/

  

 "Honungsblomma" na tradução sueca, "Flor de Mel" foi publicado na Suécia pela Lusima Böcker em 2008. O prémio, sem dotação pecuniária, consta de um diploma para o autor, o ilustrador, o tradutor e o editor sueco.

 

Publicado pela Lusima Böcker em 2008, o lançamento do livro contou com a presença da autora, que se deslocou especialmente para a ocasião. As suas obras foram traduzidas para várias línguas, como o alemão, o búlgaro, o basco, o castelhano, o galego, o catalão, o francês, o húngaro, o holandês, o russo, o italiano, o chinês, o servo-croata. 

 

O "Prémio Peter Pan" foi instituído em 2000 pelo IBBY da Suécia e pela Feira do Livro de Gotemburgo, sendo atribuído anualmente a um livro infantil ou juvenil, de autor estrangeiro, atendendo ao tema tratado e à qualidade literária da obra. A entrega do prémio terá lugar agora em Setembro.

 

Alice Vieira é hoje uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projeção nacional e internacional.

 

 

Merecidíssimo, este galardão!

 

A Professora GSouto

 

06.09.2009

 

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Ficha digital de leitura : Recados da Mãe

  

 

 Recados da Mãe

Maria Teresa Gonzalez

 Editorial Verbo

 

 «Pode ser que a Mãe tenha pedido a esse pássaro para ir ter contigo à tua sala, para te fazer companhia...

 

A ideia era boa de mais, mas tão apetecível que não resisti a perguntar: - Achas que a Mãe, agora, pode falar com os pássaros, Clara?...

 

- Porque é que não há-de poder? Ela não está no Céu? Os pássaros não andan lá também? Então?!

 

Os olhos encheram-se-me de lágrimas da mais pura alegria.»

 

 Maria Teresa Gonzalez, Recados da Mãe,Editorial Verbo,4ª edição, 2008*

 

 

Recados da Mãe

Maria Teresa Gonzalez

 Editorial Verbo

 

Ficha digital de leitura

 

1.

Obra literária

Dados Bibliográficos:


Nome do autor :
Título do Livro :
Editora do Livro :
Data da publicação : 
Número de páginas do livro :

Capa, contracapa : distingue capa e contracapa.

 

2.

Texto : Tipologia textual

 

3.

Compreensão

 

A. Quantos anos tinham Clara e Leonor quando termina a narrativa?

 

B. Que razão levou Clara a abraçar a vida missionária? Explica por palavras tuas.

 

C. Desde que Clara partiu para Moçambique, quantos anos se passaram?

 

D. A Avó Matilde continua viva? Justifica

 

E. E o Pai? Alguma vez alterou a sua posição afectiva em relação a suas filhas? Justifica com frase(s) do texto.

 

F. Voltaram a encontrar-se?

 

G. Quem é a Fada Lili?

 

H. Sara é uma filha especial? De quem? Porquê? Justifica.

 

I. Por que motivo Leonor mandou pintar de cor-de-rosa casa da Quinta do Chorão?

 

4.

Apreciação

Faz uma curta apreciação da obra lida. Não esqueças de justificar a tua apreciação.

 

Nota:

 

A ficha digital de leitura deverá ser impressa e colocada no caderno diário para ser feita a correcção na próxima aula.

No entanto, se quiseres deixar uma curta apreciação como comentário, podes fazê-lo.

 

* Maria Teresa Maia Gonzalez, autora da obra A Lua de Joana

 

Bom trabalho! 

 

A Professora GSouto

 

21.01.2009

 

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