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BlogdosCaloiros

"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

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"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

É Natal ! É Natal !

 

 

 

Google Doodle, winter solstice (northerm hemisphere)

 http://www.google.com/logos/doodles/

 

Eis-nos de novo no Natal ! Celebrámos o solstício do Inverno, o dia mais curto do ano, no dia 21 Dezembro. Isto no hemisfério norte. Claramente, no hemisfério sul celebrou-se o solstício de verão, a 22 Dezembro, o dia mais longo do ano.

 

Desde a antiguidade que se celebra o solstício.  A noite mais longa do ano (por oposição ao dia mais curto) era celebrada por muitos povos pagãos, fosse para afastar os espíritos mais negros ou para marcar um renascimento (porque a partir daí os dias começam a ficar maiores).

 

As fogueiras, que iluminavam a longa noite, eram um elemento comum. O cristianismo, aproveitando esta época que simbolizava um novo começo na cultura romana, e terá escolhido celebrar o nascimento de Jesus – visto que não existe, segundo se diz, referências bíblicas ao dia 25 de Dezembro.

 

Apesar de há muito desaparecidos, as tradições dos antigos povos pagãos persistem - no acender das luzes de Natal, nas decorações, ou simplesmente pelas mãos de inúmeros devotos que seguem, ainda hoje, as crenças antigas.

 

Na história há muitas referências ao solstício de Inverno, uma data importante na Roma antiga ou na Europa pré-cristã. E cerimónias para o assinalar esta celebração acontecem na China, países da América do Sul, sobretudo as civilizações Maya e Druidas.

 

Um Cântico de Natal, Charles Dickens

Clube do Autor

https://www.facebook.com/Clube-do-Autor

 

Como sempre, nesta altura de férias escolares, deixo sugestões culturais. Então se não andas nas compras, já foste ver Guerra das Estrelase te apetece agora algumas horas de acalmia, fora do bulício da época, aqui tens a minha sugestão de leitura.

 

O livro «Um Cântico de Natal», de Charles Dickens que fala do verdadeiro espírito da quadra natalícia, foi eleito pelo escritor José Luís Peixoto para integrar a coleção "Os Livros da Minha Vida", do Clube do Autor.


A coleção do Clube do Autor tem destacado livros que, por qualquer razão, se tornaram especiais para determinadas personalidades públicas. Neste caso, nada melhor do que um escritor.

 

Saber +

 

Romancista inglês nascido em 1812, Charles Dickens publicou obras em que denunciava a vida difícil dos operários na sociedade industrial emergente - Grandes Esperanças, Tempos Difíceis - e, em particular, a miséria das classes sociais mais baixas, ou a precaridade da infância - em Oliver Twist, especialmente. Escreveu também um muito popular Conto de Natal.Morreu em 1870.

 

 

Um Cântico de Natal, Charles Dickens

Clube do Autor

http://static.fnac-static.com/

 

"Um Cântico de Natal" é uma das histórias mais famosas da literatura e, sem dúvida, o conto de Natal por excelência.

 

«Um daqueles raros livros que deu expressão a algo enorme. Acredito que a própria vivência do Natal foi tocada por estas páginas.(…) Uma obra que nos faz pensar e que nos faz sentir. É por isso que continuará a ser lida, não importa quantos séculos passem. As questões que levanta nunca perderão atualidade (…).»

 

«A arte de Dickens deu origem a algumas das obras mais marcantes de sempre.»

 

José Luís Peixoto, in Prefácio

 

(The New York Times)

 

A obra de Dickens faz parte da vida de José Luís Peixoto, «uma obra que nos faz pensar e que nos faz sentir. É por isso que continuará a ser lida, não importa quantos séculos passem».


" Quis, neste pequeno conto fantástico, evocar o fantasma de uma ideia que não porá os meus leitores de mau humor nem consigo próprios, nem uns com os outros, nem com a quadra, nem comigo. Possa essa ideia assombrar-lhes agradavelmente as casas e que ninguém deseje excluí-la.


O vosso fiel servidor e amigo,
Charles Dickens"


(Dezembro, 1843)

 

Quero acreditar que esta postagem de férias de Natal vos possa agradar, já que encerra dois assuntos tão ligados ao Natal.

 

 

Santa Tracker 2015, Google

https://santatracker.google.com/#village

 

Ah! Entretanto passem pelo site da Viagem do Pai Natal que propõe a miúdos e crescidos tradições e jogos natalícios. 

 

É como um tradicional calendário de Natal, mas sem chocolates nem doces. Todos os dias há uma surpresa, ao mesmo tempo que faz a contagem decrescente para a grande noite na qual o nosso Pai Natal distribui prendas por todo o mundo.

 

A partir desta noite, podem seguir a viagem quase em tempo real. Vantagens das tecnologias modernas! Não era o que sempre vos falava?


Para todos os que me lêem, mesmo sem deixar comentários (as estatísticas são bem reveladoras do número de leitores)ficam meus votos de um Bom Natal, na companhia de pais, avós e irmãos. 

 

E não esqueçam todas as pessoas, jovens e menos jovens, que estão nesta época a atravessar situações de incerteza, dor, tristeza, falta de emprego e bens essenciais. Estou certa que todos terão feito algo para as apoiar neste momento tão tocante.

 

Feliz Natal!

 

A Professora GSouto

 

23.12.2015

 

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Lágrimas por Paris

 

Attaques-a-Paris-elyxyak.jpg

 

illustrateur YaK

http://yakillustrations.com/

 

"Estar de bem com a matemática é estar de bem com a vida. Respirar x vezes por hora é fundamental. Existe paz no rosto esculpido de Pitágoras. E a paz não se troca por nada porque inclui tudo o que é necessário."

 

José Luís Peixoto, Abraço

 

O mundo acordou mais triste, ontem, hoje ! Paris, a cidade que tanto admiramos, sofreu ataques violentos em vários locais, na noite de sexta-feira, 13 Novembro 2015. Na sala de espectáculos Le Bataclan*, onde cerca de 1 500 pessoas assistiam a um concerto da banda rock norte-americana Eagles of Death Metal; no exterior do stade de France onde decorria um jogo de futebol a que assistiam mais de 5 000 pessoas, entre as quais crianças; e finalmente em dois restaurantes parienses.

 

 

Paris, street art #PrayforParis

https://pbs.twimg.com/

 

No concerto dos Eagle of Death Metalestavam muitos adolescentes. Infelizmente entre as muitas vítimas, está também um elemento da equipa da banda. Tentava auxiliar outras pessoas. 

 

Paris está em todos os meios de comunicação social. Jornais, televisão, redes sociais, internet. Nas redes sociais, sucedem-se as mensagens de #PrayforParis de todos os internautas.

 

 

bataclan-1.jpg

 

Bataclan, sala espectáculos séc. XIX

Paris

http://www.apartrental.com/

 

*Le Bataclan é uma sala de espectáculos parisiense, construida em 1864, obra do arquitecto francês Charles Duval. O nome faz referência ao Ba-ta-clan, opereta de Offenbach.

 

A sala de espectáculos faz parte dos monumentos nacionais desde 11 Março 1991.

 

 

Attaques-a-Paris-louison.jpg

 

illustrateur Louison

http://louison.blog.lemonde.fr/

 

Perante os nossos olhos tristes, as imagens de sexta-feira, à noite, 13 Novembro, permanecem. Que humanidade é esta em que vivemos? É a pergunta que martela nosso pensamento.

 

Como é que pessoas que sentem como nós, são capazes de fazer algo tão terrível! Continuamos sem entender. Não há motivos que levem a matar, mesmo que o façam em nome de algo em que acreditam.

 

 

 

illustration : Grego Solsol

http://images7.livreshebdo.fr/

 

Professores, animadores extra-curriculares, pais, educadores em geral sentem a dificuldade de falar com alunos, educandos, sobre os tristes acontecimentos que tiveram lugar sexta-feira à noite, 13 Novembro, em Paris.

 

Vamos começar a semana. Amanhã, falaremos nas nossas aulas, mas sobretudo ouviremos, Sim, ouvir o que os alunos nos querem dizer, deixar que exprimem suas emoções sobre os ataques a Paris.

É conveniente, de qualquer modo, preparar alguns recursos pedagógicos para dialogar com os alunos.

 

Que dizer aos alunos : 

 

É fim-de-semana. Em Portugal, ao contrário de França, os alunos não têm aulas ao sábado de manhã.

 

Mas, amanhã, segunda-feira, os alunos estarão apreensivos, quererão contar o que viram, dar a sua versão, perante o que ouviram nos meios de comunicação social: jornais digitais, noticiários na televisão, redes sociais, internet. E também o que ouviram e família.

 

E depois, eles têm amigos musulmanos que frequentam a mesma escola, ou turma, e que condenam os atentados. Eles poderão sentir-se apreensivos sobre a reacção dos seus colegas na escola.

 

Algumas considerações para reflectir amanhã, segunda-feira.

 

  

Actividades:

 

Como encontrar as palavras adequadas para cada nível etário?  Sim, vai ser necessário falar. Mas essencialmente ouvir os alunos. E responder, deixando passar a mensagem que nem sempre temos resposta para as suas perguntas. É importante dar esse lado humano.

  • Se estiver em aula às 11:00 horas (12:00, Paris), solicitar aos alunos um minuto de silêncio, depois de lhes ter explicado a simbólica do gesto que poderá ser universal.
  • Ouvir o que os alunos entenderam, partindo das notícias ou comentários, imagens reais ou desenhos. Rectificar o que não compreenderam bem. E depois responder às dúvidas, interrogações, alguma angústia. Informações fundamentadas, ou a vossa maneira pessoal de como viveram estes dois dias.
  • Passar alguns dos cartoon que ilustradores franceses e mundiais criaram. Deixar que os alunos exprimam o que entendem de cada cartoon.
  • Ligar ao atentado de Chalie Hebdo e solicitar aos alunos que se exprimam sobre valores como tolerência, respeito pela vida humana, e pela identidade cultural de cada um.
  • Fazer passar a compreensão das ideias e opiniões dos outros, fomentar o diálogo, ajudar a desenvolver o sentido crítico, a condenação de todo o tipo de intolerância, valorizar valores como solidariedade.

 

Poderão encontrar mais recursos educativos em Talking about Freedom of Expression in School.

 

Bem conscientes das suas responsabilidades, mais fragilizados, também, os professores apresentar-se-ão diante dos seus alunos, amanhã, segunda-feira.


Lembremos que todos temos alunos de várias religiões, diferentes 
etnias, nas nossas salas de aula. Todos são amigos, e respeitam-se nas suas diferenças. Todos nos respeitamos nas nossas diferenças, preservamos a essência humana.

 

O mundo está mais triste. Estamos todos, hoje, menos livres, mais inseguros. Mas juntemos as nossa voz a #PrayforParis.

 

A Professora GSouto

 

15.11.2015

 

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Dia da Mãe : vamos acarinhar as mães !

 

 

 

 

 

Google Doodle Dia da Mãe

http://www.google.com/doodles

 

E hoje é um grande dia! Dia das Mães! Google celebra este dia com um brilhante e colorido Doodle representando um pouco como o Dia da Mãe é comemorado no nosso pais. Um doodle ternurento mais virado para os mais pequenos, mas muito carinhoso.

 

O Dia da Mãe é celebrado em muitos países, mas em dias e meses diferentes. 

 

Saber +

 

Esta celebração vem da Grécia Antiga ligada às comemorações primaveris, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses.

 

Em Roma, as festas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo. Também em Roma esteve associado ao festival de Hilaria 

 

Nas civilizações mais modernas, remonta ao século XVII. No Reino Unido celebra-se o Dia da Mãe no 4º domingo de Quaresma, “Domingo da Mãe”, que homenageia todas as mães inglesas.

 

 

Anna Jarvis

https://appalachiatoday.files.wordpress.com/

 

Ir + longe:

 

Já no século XX, mais precisamente em 1908, quando Anna Jarvis, perdeu sua mãe ficou muito triste. As suas amigas decidiram então organizar uma festa em memória de sua mãe e Anna quis que a festa fosse festejada para todas as mães, vivas ou mortas. Aí começou a sua campanha para que o Dia da Mãe passasse a ser reconhecido oficialmente.

 

E m 1914, a data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson e passou e ser celebrada no primeiro domingo de Maio. Desde aí, muitos países em todo o mundo celebram o Dia da Mãe.

 

Se quiseres conhecer o calendário da celebração do Dia da Mãe, é só consultar a wikipédia.

 

 

É um dia muito especial para todas as mães, avós, tias, e todas a mulheres do mundo que se sentem mais acarinhadas num dia especialmente dedicado às mães.

 

Para todas, só posso deixar votos de um muito feliz junto dos filhos e netos.

 

Curiosidades:

 

Muitos foram os poetas, escritores e homens de estado que escreverem textos dedicados a suas mães. É só fazeres uma pesquisa.

 

Deixo entretanto um texto de José Luís Peixoto dedicado a sua mães. 

 

(...)

pelas palavras que nunca disse,pelos gestos que me pediste 

tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te

desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente. 

 

às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo,

a fotografiaem que estou ao teu colo é a fotografia

mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz. 

 

lê isto: mãe, amo-te. (...)

 

José Luís Peixoto, Palavras para minha Mãe,

in  A Casa, a Escuridão, Poesia, 2002

 

Não é a primeira vez que publico este poema. Há outros muito belos, mas bem mais tristes. Miguel Torga, Eugénio de Andrade, Fernando Pessoa e tantos outros.

Mas eu prefiro celebrar a Mãe con alegria.

 

Feliz Dia da Mãe!

 

A Professora GSouto

 

05.05.2013

 

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Dia das Bibliotecas Escolares : Saber um poder para a vida

 

 

Dia das Bibliotecas Escolares 2011

http://blogue.rbe.mec.pt/2011/10/

 

  "Ninguém nasce leitor."

 Teresa Alçada

 

Hoje é um dia especial! É dia 24 Outubro, Dia das Bibliotecas Escolares. E Outubro é também  Mês Internacional das Bibliotecas Escolares.

 

Tema 2011

 

"Saber, um poder para vida."

 

Um tema a que nada é preciso acrescentar. Saber, lendo, é o que de mais precioso temos para enfrentar os desafios.

 

Como vêem, muita coisa boa! Não deixem de ler todos os dias, ir à biblioteca da escola nos tempo livres, sejam curioos, procuram as novidades, livros novos, requisitem um livro que ainda não tenha lido, ou aquele livro que gostariam de reler.

  

   

 

Livros vs kindle

créditos: AP

www.guardian.co.uk/

 

 Ir + longe:

 

Ler é um dos maiores prazeres que podemos transmitir aos alunos. Lembro com alegria, a imensa pléiade de novos leitores que ajudei a formar.

 

Os alunos são muito sensíveis ao facto de terem como professores alguém que adora ler. Lembro as estratégias que utilizava para levar-vos a ler...

 

O meu primeiro passo para cativar esse gosto pela leitura, era aromatizar os últimos momentos de algumas aula de Língua Portuguesa, com a leitura de um parágrafo ou dois, de vários livros, pouco conhecidos dos alunos, não existentes na biblioteca escolar, que eu comprava só para vos incentivar. Lembram?

 

 

Onde Vivem os Monstros

texto/ilustração Maurice Sendak

Kalandraka (2009)

 

 

 

Recado da Mãe

Maria Teresa Gonzalez

edições Verbo

 

Levava livros para a sala de aula e lia alguns excertos, até lhes despertar a curiosidade suficiente para continuarem sozinhos a leitura desses ou de outros livros à sua escolha.

 

Com essa pedagogia de 'divulgar leituras não catalogadas sei que formei um boa plêiade de cativados jovens leitores e leitoras que passaram a fruir do enorme encanto de ouvir ler histórias, de ler por prazer, e de comprar, com a sua semanada, livros. Que enriquecedor para mim, como professora e que bom para vós, para o futuro!

 

Tantos os livros, os projectos, os posts ao longo dos anos! Relembremos alguns:

 

O Incrível Rapaz que Comia Livros;  O Sítio das Coisas Selvagens; Querida, comprei um Zoo; PNL - Diário de Anne FrankCrónicas de Spyderwick; O Rapaz do Pijama às Riscas; Recado da Mãe; Eragon; Morte Súbita; As Palavras Difíceis; A Árvore Vermelha... e tantos outros que poderão pesquisar aqui no blogue.

 

 

 

 

A Menina que Roubava Livros | Markus Zusak
http://1.bp.blogspot.com

 

Este foi um dos livros que encantou todos. Sobre o tema do Holocausto, A Rapariga que Roubava Livros, mais tarde adaptado ao cinema, foi uma das leituras mais comoventes depois de o Diário de Anne Frank.

 

A propósito das leituras que fazíamos, preparava uma série de actividades para os alunos a que eles aderiam com alegria e empenhamento, dando assim origem a projectos, alguns transcurriculares.

 

Projectos como Centenário de António Gedeão; Sessão Livros de Ilustradora (a propósito das leitura de obras de Luisa Dacosta com ilustração de Cristina Valadas); Ilustradora Cristina Valadas;  A Casa das Bengalas; Uma Aventura no Alto Mar coordenado com o projecto Conversa com um Cientista inserido no Ano Polar Internacional 2008.

 

Fora, muitos os textos que escreveram, os livros que lemos, as conversas que tivemos, os projectos que desenvolvemos nos currículos de Língua Portuguesa.

 

Uma das alunas mais criativas, a nível da escrita, que se cruzou comigo, foi Marta Portocarrero. Desde cedo, tinha como sonho, vir a ser escritora.

 

O post dedicado a uma aluna que hoje é uma jovem escritora Marta Portocarrero, aluna do grupo que fez parte do projecto com o escritor António Venda (anterior à criação deste blogue) que tanto entusiasmou as turmas e que levou a um projecto transcurricular Língua Portuguesa, Educação Visual e Educação Musical. Foi fantástico.

 

 

 

O Amor por entre os Dedos

(livro de contos)

António Manuel Venda

edições Ambar

http://fragmentosvirtuaisdumaprofessora.blogspot.pt/

 

Este projecto Conversas com Jovem Escritor foi publicado no sítio da escola mas depois foi eliminado. Coisas... que um memória de escola deveria ter guardado. Lamento não ter ficado com as fotografias! Fizeram-se actividades muito interessantes! E o autor ficou muito sensibilizado.

 

 

 

José Luís Peixoto

créditos: Augusto Brázio

http://quintasdeleitura.blogspot.com

 

Seguiu-se o projecto Conversas com o escritor José Luís Peixoto numa visita de estudo ao Teatro Campo Alegre, em 'Quintas de Leitura', ao lermos O Rapaz que Tinha Medo do Mar (um curto conto).

 

As actividades geraran muito entusiasmo nas turmas daquele ano. Tivemos depois a honra de ler o comentário do escritor deixado neste nosso blogue.

 

Pois é! Tantas partilhas fizemos sobre o gosto de ler. E muitos são os posts deste blogue dedicados à leitura. É só ir à 'caixa de pesquisa' (lado direito) e escrever uma palavra-chave, por exemplo 'leitura'.

 

Bons livros! E boas leituras! Ah! Já aderiram ao Kindle? Por que não! Mas um livro impresso para folhear entre os desdo, tem outro encanto. Claro! Tal como sabem não sou nada avessa às 'tecno'. Fui eu que vos introduzi nas tecnologias nas aulas curriculares de Língua Portuguesa.

 

Por aqui, continua-se com o imenso prazer da leitura! Então, não me deixem ficar mal!

 

Ah! E não esqueçam de visitar a biblioteca da escola para requisitar livros ou apenas aproveitar um cantinho mais tranquilo e ficar por lá a ler!

 

 

 

A Professora GSouto

 

24.10.2011

 

 Licença Creative Commons

 



Conversas com José Luís Peixoto : encontro com alunos

 

 

jlpeixoto.jpeg

 

José Luís Peixoto

http://diariodigital.sapo.pt/

 

"À noite sentava-me na escrivaninha, com páginas escritas de um lado, com uma folha branca, com uma esferográfica na mão direita."(...)

 

José Luís Peixoto, Uma Casa na Escuridão

Temas e Debates, 2002

 

 

teatro-campoalegre.jpg

 

Teatro Campo Alegre

https://www.facebook.com/TeatroMunicipaldoPorto.com

 

Um grupo de alunos das turmas 5º C e 5ºI, curriculos de Língua Portuguesa, preparou-se empenhadamente para conversar com o escritor José Luís Peixoto, no dia 19 Maio de 2006, no Teatro Campo Alegre.

 

Nada impediu que os jovens alunos marcassem presença acompanhadas da professora curricular de Lingua Portuguesa, e duas professoras das turmas. Com as suas vozitas interessadas e bem informadas - verdade, preparam-se com seriedade - na sessão "Conversas com Poetas" com o poeta José Luís Peixoto, conversas que têm lugar às 5ªs feiras à tarde.

 

"Estas situações cumprem um pouco o que eu sonhava quando pensava em ser professor, porque esta é uma maneira de fingir que ainda estou a dar aulas"

 

Jose LuísPeixoto

 

 

Conversas com Poetas

José Luís Peixoto

http://1.bp.blogspot.com/

 

Não se dedicando a uma literatura para jovens, José Luís Peixoto escrevera, no entanto em 2005, um conto para adolescentes, inserido numa pequena colectânea intitulada «Contos que Contam», edição limitada "Projecto de Rua" do IAC. Em tempo similar fora distribuído pelo Jornal Público - caderno Mil Folhas, 19 de Novembro 2005.

 

"Era uma vez um rapaz que tinha medo do mar. Essa fobia não espantava ninguém e raramente lhe traia mais que embaraços e dissabores. Aquele que verdadeiramente causava espanto a todos os que tinham a sorte de poder entrar no seu refúgio mais valioso, era o vizinho da frente, um rapaz calmo que tinha o nome singelo de João e um sobrenome polaco, que as pessoas pronunciavam de três maneiras, todas elas muito distantes da pronúncia dos seus antepassados, bisavós dos seus avós, em Varsóvia.

(...)

 

João era um rapaz de óculos e borbulhas muito vivas que só por si não espantava ninguém. Aquilo que realmente surpreendia e emocionava alguns dos poucos privilegiados era a sua colecção de selos. As paredes do quarto de João estavam cobertas, desde o chão ao tecto, por álbuns de selos. Sob a cama, havia álbuns de selos. Na gaveta e em todo o interior da mesinha-de-cabeceira, uma pilha de álbuns de selos. Mais do que uma simples arrumação por países, valores e datas, João passava tardes, passava a sua vida inteira, a encontrar formas de organização, absolutas e precisas, que não se baseavam em números, mas em elementos muito concretos, como a intuição ou a beleza."

 

José Luis Peixoto, Rapaz que Tinha Medo do Mar, excerto

 

Tinha lido na altura no Mil Folhas e lembrei-me de procurar o texto para partilhar com os alunos, de modo a aproximar o autor do nível étário dos mesmos.

 

Dirigi-me às instalações de O Público que gentilmente me cederam um exemplar.

 

(...) "Depois de um suspiro, é nesse ponto da história que, tanto a Patríci, quando era mais pequena, como a Inês, em todas as vezes que lhe conto esta história, me perguntavam o que aconteceu ao rapaz que tinha medo do mar. Não demoro a responder. Digo-lhes a verdade. O rapaz que tinha medo do mar, sem nenhum espanto, continuou a sofrer embaraços e dissabores pela vida fora porque o medo nunca trouxe nada de bom a ninguém."

 

José Luís Peixoto, O rapaz que tinha medo do mar, Contos que contam

in Mil Folhas, Público, 19 Novembro 2005 (excerto)

 

(gentilmente cedido pelo jornal Público, 12 Maio 2006)

 

Singularmente motivados - os milagres que uma professora de Língua Portuguesa faz quando é apaixonada por livros - aproximaram-se do poeta, depois de terem participado activamente da conversa com José Luís Peixoto, e com ele partilharam o gosto que tiveram ao ler o seu conto. Contaram, com alegria, como aderiram à proposta da professora para participarem desta "Conversa com Poetas", e como prepararam a sua sessão na sala de aula em actividades variadas.

 

 

 

 

Conversas com José Luís Peixoto

Teatro Campo Alegre | Porto

http://jpn.icicom.up.pt/

 

Os alunos tiraram várias fotografias durante o encontro, e depois, com o poeta, na conversa final. As fotografias foram publicadas neste post, para os alunos, pais e poeta. Foram depois retiradas na semana seguinte, para preservação da privacidade dos alunos, todos menores de 16 anos.

 

 

 

Morreste-me

José Luís Peixoto

Quetzal editores

http://www.quetzaleditores.pt/

 

Jose Luís Peixoto - poeta e prosador que admiro desde Morreste-me, seu primeiro livro, que o fez aparecer em pleno, como um grande escritor, deixou-se fluir em conversa descontraida, grande simpatia e muita simplicidade. E mostrou-se muito agradado pelos seus novos e tão jovens leitores estarem tão bem preparados para participar nesta sessão.

 

Aos préadolescentes, José Luís Peixoto falou sobre a arte de escrever, referindo-se que se pode "parar o tempo e desfrutar aquilo que passou demasiado depressa."

 

"Ler é uma actividade formadora, que permite estruturar o mundo e que nos ajuda a exprimir-nos melhor."

 

JL Peixoto

 

No final, o autor distribuiu autógrafos aos jovens. Os alunos ficaram felizes por sentir o seu trabalho reconhecido pelo autor que considerou ser este o grupo melhor preparado e que participou activamente nesta conversa.

 

(...) 

olhando as nuvens, compreendi que eras

meu amigo durante as árvores a crescerem

nos campos. (...)

 

in José Luís Peixoto, A Casa, a Escuridão,

Temas e Debates, 2002, pág.23

 

Os alunos agradecem a sensibilidade do autor durante e depois da Conversa formal, a delicadeza e a paciência na sessão de autógrafos.

 

Agradecem também a simpatia do escritor ao vir deixar um comentário pessoal neste post. Muito obrigada em nome dos alunos. Ficaram super contentes.

 

Pequenas considerações:

 

Os autores não escrevem para públicos estanques. Cabe aos professores de Língua Portuguesa alargar conceitos, refrescar leituras, trazer novos autores para as escolas, introduzir nas aulas curriculares novas leituras, conquistando assim jovens leitores. Não se limitar ao estabelecido, abrir fronteiras, buscar conhecimento via leituras variadas, sempre tendo em conta o perfil da cada grupo/turma.

 

Tudo isto deve fazer parte da sensibilidade de um(a) Professor(a) de Língua Portuguesa!

 

Nota: As fotografias dos alunos feitas durante a conversa com JL Peixoto fizeram parte deste post durante uma semana para que os alunos pudessem ver e comentar o seu próprio desempenho na Conversa com o escritor. Foram retiradas após essa semana para salvaguardar a privacidade dos adolescentes. Regra básica de qualquer professor(a) que lecciona jovens com idade inferior a 16 anos.

 

A Professora GSouto

 

21.05.2006

 

Actualizado em 03.05.2015

 

 Licença Creative Commons

 

 Agradecimentos: 

 

Professoras Acompanhantes

Jornal Público

Teatro Campo Alegre