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BlogdosCaloiros

"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

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"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

Ler : Quando Hitler Roubou o Coelho Cor-de-Rosa

 

 

 

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Judith Kerr

Quando Hitler Roubou o Coelho Cor-de-Rosa

http://diariodigital.sapo.pt/

 

Há muito esgotado em Portugal, Quando Hitler Roubou o Coelho Cor-de-Rosa, de Judith Kerr, regressa agora às livrarias sob a chancela Booksmile.

 

O livro, publicado originalmente em 1971, conta a história de uma família judia que se vê forçada a abandonar a Alemanha em 1933, na véspera das eleições que deram a vitória a Adolf Hitler. A narrativa acompanha o percurso desta família de refugiados, que passou pela Suíça e por França até se fixar em Inglaterra.

 

 

http://www.sitiodolivro.pt/

 

Depois de uma primeira edição portuguesa em 1990, o livro tem agora uma nova tradução, da escritora Carla Maia de Almeida, que assina o prefácio: "Não sei em que dia vais começar a ler este livro, mas, quando o traduzi do inglês, no verão de 2015, a Europa estava a braços com a maior vaga de refugiados deste o tempo da Segunda Guerra Mundial, quando o regime nazi arrancou milhões de pessoas das suas casas, judeus e não só".

 

Considerado um clássico da literatura juvenil, é inspirada na vida da própria autora. Esta envolvente obra fala da Segunda Guerra Mundial numa perspectiva diferente, isto é, com algum humor.

 

 

 

Judith Kerr

http://i.telegraph.co.uk/

 

Biografia:

Actualmente a viver em Londres, Judith Kerr nasceu em Berlim em 1923, filha de Alfred Kerr, um ensaísta alemão, que se viu obrigado a sair da Alemanha por ter criticado o regime nazi, que chegou a queimar muitos dos seus livros.

 

Fixou-se com a família em 1936 em Londres, onde Judith Kerr ainda hoje vive.

 

Antes de se dedicar por completo à escrita, Judith Kerr trabalhou na Cruz Vermelha e foi argumentista para a BBC.

 

http://www.kalandraka.com/

 

A estreia literária deu-se em 1968, com O tigre que veio tomar chá, a partir de uma história que contou à filha depois de uma visita a um jardim zoológico.

 

É considerado um clássico da literatura para a infância e está publicado em Portugal.

 

 

 http://ecx.images-amazon.com/

 

É autora de mais de vinte livros para crianças e adolescentes entre os quais se destaca a série ‘Mog’, muito conhecida no Reino Unido, mas inédita em Portugal.

 

 

 http://ecx.images-amazon.com/

 

Apesar dos 92 anos, Judith Kerr mantém-se activa na escrita e na ilustração. O mais recente livro, ‘Mr. Cleghorn's Seal’, inspirado em factos reais, foi publicado em Setembro 2015.

 

 

mog-seal.PNG

 

Mr. Cleghorn's Seal/ Judith Kerr

 créditos: Judith Kerr

http://www.lovereading4kids.co.uk/

 

Sinopse:

 

Vive-se o ano de 1933. Anna tem apenas nove anos e anda demasiado ocupada com a escola e com os amigos para reparar nos cartazes políticos espalhados pela cidade de Berlim com a suástica nazi e a fotografia de Adolf Hitler, o homem que muito em breve mudaria a face da Europa. Ser judeu, pensa ela, é apenas algo que somos porque os nossos pais e avós são judeus.

 

Mas um dia o pai dela desaparece inexplicavelmente. E, pouco tempo depois, ela e o irmão, Max, são levados pela mãe com todo o sigilo para fora da Alemanha, deixando para trás a sua casa, os amigos e os amados brinquedos. Reunida na Suíça, a família de Anna embarca numa aventura que vai durar anos.

 

Judith Kerr viveu essa experiência de refugiada na infância, embora tenha admitido em entrevistas que, protegida pelos pais, não se apercebeu completamente dos perigos que passou por ser judia.

 

 

 

 

O livro relata toda a travessia da família do ponto de vista de Anna, uma menina de nove anos que tenta perceber por que razão não pode continuar em Berlim e que um dia desejou ser tão famosa como o pai.

 

Judith Kerr publicou este livro quando já tinha quase 50 anos, pouco depois de ter escrito o álbum ilustrado ‘O tigre que veio tomar chá’, um dos seus maiores sucessos literários.

 

Além de Quando o Hitler roubou o coelho cor-de-rosa, Judith Kerr publicou dois outros livros semi-biográficos e inspirados nesse passado familiar e no período da segunda Guerra Mundial: ‘Bombs on aunt Dainty’ (1975) e ‘A small person far away’ (1987).

 

 

http://d.gr-assets.com/

 

Saber +

 

Quando Hilter Roubou o Coelho Cor-de-Rosa de Judith Kerr remete-nos para uma escritora que viveu no Porto, Ilse Losa e o seu livro autobiográfico O Mundo em que Vivi que lemos nos curriculos de Língua Portuguesa.

 

 

http://www.edicoesafrontamento.pt/

 

Ilse Losa refugiada alemã, também da 2ª Guerra Mundial, adquiriu a nacionalidade portuguesa, depois de ter casado com um português.

 

Foi candidata portuguesa ao "Prémio Hans Christian Andersen". Tem vários livros publicados na Alemanha. e também em França.

 

Em 2013, a Biblioteca de Esposende comemorou o centenário da escritora (1913-2013), iniciativa que visou recordar a conceituada escritora, de origem alemã, que manteve forte ligação a Esposende, recordando assim a sua obra.

 

Actividades:

 

Sobre a mesma temática, os alunos poderão fazer uma pesquisa neste blog: O Diário de Anne Frank;, O Rapaz do Pijama às Riscas.

 

Também encontrarão outros posts sob a temática da guerra e da perseguição nazi : 70 Anos Libertação Prisioneiro do Campo de Auschwitz; Dia Internacional da Memória do HolocaustoExposição Anne Frank em Westerbork

 

Proposta de Leitura de Quando Hitler Roubou o Coelho Cor-de-Rosa : ficha leitura, entre outras ferramentas de apoio.

 

Depois da leitura, por que não comparar O Mundo em que Vivi de Ilse Losa ? Preparar e adaptar ao nível de ensino fichas pedagógicas. Dar a palavra aos alunos para que expressem seus sentimentos face a infâncias bem diferentes das suas.

 

A Professora GSouto

 

18.11.2015

 

Licença Creative Commons

 

PNL - Diário de Anne Frank

 

 

Anne Frank 

http://cp91279.biography.com/

 

"Freedom, goodness, giving, courage, happiness, humanity, usefulness..."

 

Anne Frank, diary

 

 

Manuscrito diário de Anne Frank

 http:news.yahoo.com/

 

 

 

 

"Anne Frank vivia torturas que marcam qualquer indivíduo de qualquer idade mas especialmente um indivíduo em formação. Forçada a viver como um pássaro na gaiola - "Sinto-me como um pássaro a quem cortaram as asas e que bate, na escuridão, contra as grades da sua gaiola estreita" - afina os sentidos, concentra-os sobre um pequeno espaço em que a sua vida e a dos companheiros de destino se move, procura não só desabafar a sua revolta de adolescente, de judia expulsa da comunidade dos homens, vítma de uma guerra impiedosa, mas, também, encontrar explicações e as interpretações de tudo isto."

 

Ilse Losa, Introdução do Diário de Anne Frank,

 

Edições Livros do Brasil

 

 

 

Quartode Anne Frank

 

Casa-Museu Anne Frank

 

" Se Deus me deixar viver, hei-de ir mais longe de que a mãe. Não quero ficar insignificante. quero conquistar o meu lugar no Mundo e trabalhar para a Humanidade.

 

O que sei é que a coragem e a alegria são os factores mais importantes na vida !

Tua Anne"

 

 

créditos : Jerry Lampen/ Reuters, 2007

 

http://news.yahoo.com/photos

 

As árvores morrem de pé? Sim, no caso do castanheiro de Anne Frank, bem no centro de Amesterdão - a árvore que a jovem holandesa judia admirava, quando escondida, durante 25 meses, num sótão, com a família, tentando assim fugir à insanidade nazi (1939-45).

 

Podem aqueles troncos ser história? História? Podem. E assim o entendeu um grupo de empenhados cidadãos holandeses, que, depois de a hipótese ser aventada em 2007, mobilizou esforços nacionais e internacionais para impedir a morte da árvore, com recurso à serra eléctrica.

 

 

Editora Livros do Brasil

http://images.portoeditora.pt/

 

Leitura em sala de aula - obra integral 

 

Numa altura em que se esqueceram livros de liiteratura juvenil  que marcaram tantas gerações - o Diário de Anne Frank, é um deles - decidi trazer de volta, depois de selecção debatida com alunos, esta obra escrita por uma adolescente que sofreu os horrores da perseguição e morte durante a 2ª Guerra Mundial.

 

Propus-me integrar no Plano Nacional de Leitura o Diário de Anne Frank. E tem sido surpreendente a adesão dos jovens leitores, alunos das diferentes turmas.

 

Uma geração que desconhece o que é viver em tempo de guerra, não lhe passava sequer pela cabeça que uma adolescente da sua idade, pudesse ter sido vítima de tal atrocidade.

 

Foi também muito enriquecedor sob o ponto de vista pessoal, aparecerem através deles, as memórias dos pais, e dos avós. E muitos trouxeram para  o diálogo em sala de aula as impressões dos familiares.

 

Alguns alunso até fazem a leitura pelos mesmos livros que seus pais e avós guardavan nas suas bibliotecas.

 

Sei que estão a apreciar muito esta nossa singela homenagem a Anne Frank, a jovem judia que sonhava um mundo melhor, na comemoração do 64º ano do Holocausto.

 

Sei que cresceram um pouco mais com a leitura do Diário de Anne Frank e que alargaram as aprendizagens a nível do desenvolvimento da leitura integral de um livro que é um pouco mais extenso do que os anteriores, já lidos.

 

 

Actividades de Escrita Criativa:

 

Estamos a concluir a leitura e expressão oral - debate - para passar às actividades de escrita criativa.

 

Estou certa que textos muito interessantes surgirão. Os alunos gostam agora muito de escrever, e já demonstraram em vários outros projectos a sua criatividade.

 

Os melhores textos serão publicados no  seu BlogdosCaloiros.

 

Estou muito satisfeita com este projecto. Os objectivos têm sido largamente alcançados. 

 

A Professora GSouto

 

07.02.2009

Licença Creative Commons

 

Homenagem : Ilse Losa

 

 

Ilse Losa

https://viagemdasletras.files.wordpress.com/

 

"Escrevo para todos e espero que todos me leiam"

 

Ilse Losa

 

livr_losa.jpg

 

O Expositor

Ilse Losa

 Ilustração: António Modesto

Afrontamento, Porto, 2006

 

 

Saber +

 

 

Ilse Lieblich Losa, escritora portuguesa de origem alemã e de ascendência judaica, nasceu a 20 de Março de 1913, em Bauer, uma cidade perto de Hanover.

 

Refugiou-se em Portugal em 1934, fugindo à perseguição nazi. É conhecida principalmente pelos seus livros para crianças.

 

 

Quinta das Cerejas

Ilse Losa

https://ilselosa.files.wordpress.com/

 

 

Em 1982 o seu livro " A Quinta das Cerejas" teve o Prémio Gulbenkian de Texto. Em1984. Ilse Losa obteve o "Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças", pelo conjunto da sua obra. 

 

 

 

http://www.bulhosa.pt/

 

A autora  de O Mundo em que vivi morreu aos 92 anos, no passado dia 6 de Janeiro 2006. 

 

 

 

O mundo em que vivi

Ilse Losa

http://1.bp.blogspot.com/

 

 

Ir mais longe:

 

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilse_Losa

 

http://www.infopedia.pt/$ilse-losa

 

http://www.leme.pt/biografias/80mulheres/losa.html

 

 

 A Professora GSouto

 

12.01.2006 


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