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BlogdosCaloiros

"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

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Literatura policial : Colecção Vampiro, vamos ler ?

 

 

Colecção Vampiro

http://cdn1.ionline.pt/

 

"Estão lá todos os ingredientes: o detective, o crime e a dedução lógica. Muito diferente dos actuais thrillers."

 Manuel Alberto Valente, director editorial

 

Talvez já tenha ouvido falar ou até saiba da existência de algum volume da Colecção Vampiro na biblioteca familiar. A Colecção Vampiro - o nome remete-nos logo para género policial - foi lançada em 1947, e acabou em 2007. Livros do Brasil ressuscitou a mais importante colecção de literatura policial portuguesa.

 

Muitos de vós, netos dos primeiros leitores desta colecção clássica de livros polciais, conhecerão esta colecção de a ver empilhada no alto das estantes lá de casa dos pais e dos avós. E há quem nunca tenha esquecido esses momentos vivenciados pela leitura da colecção Vampiro.

 

 

 

Os Mestres da Literatura Policial

Georges Simenon

http://coleccionadorvampiro.blogspot.pt/

 

Saber + 

 

A colecção Vampiro acabou em 2007, depois de 60 anos e mais de 703 números. Agora a Livros do Brasil ressuscitou a mais importante colecção policial portuguesa, inaugurando a sua nova série com reedições de S. S. Van Dine e Ellery Queen.

 

Há quase 70 anos, em 1947, a Vampiro introduzia o policial de bolso em Portugal, divulgava os grandes autores do género, sobretudo ingleses e americanos, como Agatha Christie ou Erle Stanley Gardner. Deslumbrava os leitores da época com as inovadoras capas do pintor surrealista Cândido Costa Pinto.

 

O último número da colecção, o 703, saiu em 2008. Agora a Livros do Brasil veio dar uma segunda vida à colecção, inaugurando a nova série com reedições de S. S. Van Dine e Ellery Queen.

 

 

 

Os Crimes do Bispo

S.S. Van Dine

http://www.livrosdobrasil.pt/

 

Quando o grupo Porto Editora comprou a Livros do Brasil, pensou logo em reeditar a mítica Vampiro não estava esquecida. Os fãs do policial podiam esperar novidades.

 

Aí estão. Com a reedição de Os Crimes do Bispo, de S. S. Van Dine, e de Vivenda Calamidade, de Ellery Queen, inaugura-se uma nova série da colecção, que começará por publicar o melhor do extenso património da Vampiro original, que foi, sem dúvida, a mais importante e duradoura colecção policial portuguesa.

 

 

 

Vivenda Calamidade

Ellery Queen

http://www.livrosdobrasil.pt/

 

Ir + longe:

 

“Se a coisa pegar”, diz o editor Manuel Alberto Valente, “admitimos vir também a publicar livros novos”. O que resultaria num modelo bastante semelhante ao que os actuais editores da prestigiada colecção francesa Masque lançaram em 2012 com a Masque Poche, que justamente cruza reedições de clássicos do seu catálogo com a publicação de novos títulos.   

 

Reeditar toda a colecção seria quase impossível, visto que muitos autores não estão no domínio público ou os seus direitos de publicação em Portugal pertencem actualmente a outras editoras. É o caso de Agatha Christie, que está a ser editada com novas traduções, pela Asa.

 

A nova Vampiro é pensada para quem não conheceu a colecção anterior quando esta se publicava, portanto, para novos leitores. Os antigos fãs da literatura policial terão a alegria de ver regressar a colecção no saudoso formato de bolso, e com preço acessível de 7,70€ euros por volume.

 

 

 

A Sombra Chinesa

Georges Simenon

https://imagens8.publico.pt/

 

Informação:

 

Literatura policial

 

Supõe-se que o género literário conhecido como romance policial tenha começado em Abril de 1841, nas colunas de um jornal da Filadélfia, o Graham's Magazine, com a publicação de The Murders in the Rue Morgue (Assassinatos na Rua Morgue), de Edgar Allan Poe.

 

O romance policial é um género literário que se caracteriza, em termos de estrutura narrativa, pela presença de elementos como o crime, a investigação e finalmente a revelação do criminoso.

 

O foco remete para o processo de indagação (pesquisas do mistério, elucidação das causas, audição de testemunhas) feito por um detective, profissional ou amador que levará à descoberta do criminoso ou criminosa, numa atmosfera de crescente suspense.

 

Este género literário deixa claro que não pode haver crime perfeito, ou crime sem punição. Daí que não deva haver espaço para a tolerância face à criminalidade. Geralmente o indivíduo que comete o crime é descrito psicologicamente como uma personagem fora do normal, que vive à margem da racionalidade decorrente dos regras da vida em sociedade.

 

O universo do romance policial é caracterizado por vários elementos:  medo, mistério, investigação, curiosidade, espanto, inquietação, suspense, que cada autor explora segundo a época.

 

O romance policial clássico busca a mais completa verossimilhança. Muitos detectives, como por exemplo, Sherlock Holmes, adoptam métodos científicos para procurar e chegarà verdade dos factos.

 

Muitos dos romances policiais têm sido adaptados ao cinema. É o caso de Sherlock Holmes, celebrizado por Conan Doyle, ou Monsieur Poirot, o detective celebrizado por Agatha Christie.

 

O romance policial distingue-se da literatura de aventuras e de ficção científica que têm elementos de narrativa totalmente diferentes, como estudámos nas aulas curriculares. Lemos até diferentes livros para melhor distinguir estes três géneros literários. 

 

 

 

Poirot desvenda o passado

Agatha Christie

https://imagens3.publico.pt/

 

Voltando agora à nova Vampiro, "Serão editados os melhores e há autores em grande quantidade." É o caso de Agatha Christie, que era a autora do primeiro volume da anterior colecção, com Poirot Desvenda o Passado, bem como Dashiell Hammett, Carter Dickson, Mickey Spillane, Stanley Gardner ou Dorothy L. Sayers, entre outros.

 

Poderão também ser incluidos na nova colecção alguns volumes de autores de época posterior, mas a lista não contará com nenhum dos poucos autores de policiais portugueses. O caso de Dennis McShade (Dinis Machado), agora publicado pela Assírio & Alvim.

 

 

Mão Direita do Diabo | Requiem para D. Quixote

Dennis Mcshade/ Dinis Machado

http://assirioealvim.blogspot.pt/

 

Curiosidades:

 

  • Acordo Ortográfico: a editira adoptouo novo AO o que levou à revisão das traduções originais. Mas basta comparar a primeira página de Os Crimes do Bispo nas duas edições para se constatar que esta revisão, não pretendendo ser uma reescrita, não se resume tão pouco a uma mera actualização ortográfica.
  • Correcção de erros/ gralhas: um revisor menos atento poderá ter deixado passar. É o caso por exemplo: nas primeiras linhas da edição original de Os Crimes do Bispo há uma referência aos “famosos assassínios dos Green”, que o revisor corrigiu para “Greene”, percebendo que o narrador alude a The Greene Murder Case, que a Vampiro publicou como A Série Sangrenta (n.º 30).  
  • Ilustração capas: Um aspecto que poderá seduzir alguns leitores desta nova colecção Vampiro. As capas forma desenhadas por Luís Alegre, que se decidiu por um estilo retro, para se aproximar das capas originais.
  • Logótipo: A manutenção, em versão simplificada, do célebre logótipo da colecção. O 'vampiro' de asas abertas.

 

Bom, convém salientar que as capas de Cândido Costa Pinto, dos anos 40 e 50, eram muito inovadoras e vanguardistas. 

 

"Nessa idade de ouro das colecções policiais de bolso portuguesas, os limitados centímetros quadrados das capas transformaram-se mesmo num fascinante território de experimentação, onde artistas como Cândido Costa Pinto e Lima de Freitas, na Vampiro, Eduardo Muge, na Xis, e Roberto Araújo Pereira ou Marcelino Vespeira, na Escaravelho d’Ouro, criaram pequenas obras-primas que integram de pleno direito o património artístico português do pós-guerra. As capas da Vampiro eram tão boas, que até a própria Agatha Christie as coleccionava."

 

Actividades verão:

 

Um excelente post para explorar a literatura policial, género muito adequado para a chamada leitura de verão. Mais leve, mas surpreendente quanto baste, para manter os leitores super interessados.

 

Deixo dois ou três links para desenvolver trabalho de pesquisa que certamente servirá de base para muitos quando no ano lectivo estudarem o romance policial:

 

Links: Romance policial

 

http://recantodaspalavras.wordpress.com/romance-policial/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Romance_policial

https://en.wikipedia.org/wiki/Suspense

 

Coleccionador Vampiro

http://coleccionadorvampiro.blogspot.pt/

 

A Professora GSouto

 

30.06.2016

 

Licença Creative Commons

 

Referências: 

O Público/ Cultura

 

Hélia Correia: Sugestões de leitura

heliacorreiac.jpg

 Hélia Correia | Youtube

http://cache-img1.pressdisplay.com/

 

"Em minha casa os livros habitavam como presenças vivas."

Hélia Correia

A escritora Hélia Correia acaba de receber o Prémio Camões 2015, o mais prestigiado atribuído no espaço da língua portuguesa.

 

O Prémio Camões consagra a obra de um autor e não uma qualquer obra em particular. Já foi atribuido a vários autores de língua portuguesa.

 

Entre os escritores portugueses, lembremos Manuel António Pina que foi galardoado com o Prémio Camões 2011.  E que nós tão bem conhemos, quer pela leitura em sala de aula de livros seus, quer pela sua vinda à escola mais do que uma vez.

 

Outros autores portugueses? A nossa querida Sophia Mello Breyner - Prémio Camões 1999 - que tanto gostávamos de ler. Histórias encantadoras. Ou Miguel Torga (1989), José Saramago (1995), o nosso Prémio Nobel da Literatura em 1998.

 

Saramago que começamos a conhecer em A Maior Flor do Mundo, uma das raras obras de literatura infantil e juvenil do escritor.

 

Mas voltemos a Hélia Correia. Hélia Correia nasceu em Lisboa e passou a infância e a juventude em Mafra, onde frequentou o ensino primário e liceal. Era conhecida na sua infância como 'a menina dos gatos'.

 

Licenciada em Filologia Românica, foi professora do ensino secundário.

 

Hélia Correia

 http://ionline.pt/


Poetisa, contista e dramaturga, foi enquanto romancista que Hélia Correia se revelou como um dos nomes mais importantes e originais surgidos durante a década de 80, ao publicar, em 1981, O Separar das Águas.

 

Seguiram-se romances e novelas como Montedemo, Insânia, A Casa Eterna (Prémio Máxima de Literatura, 2000), Lillias Fraser (Prémio de Ficção do PEN Clube, 2001, e Prémio D. Dinis, 2002), Bastardia (Prémio Máxima de Literatura, 2006), e Adoecer (Prémio da Fundação Inês de Castro, 2010).

 

Hélia Correia é também contista, tendo publicado uma antologia dos seus contos em Novembro de 2008. E ano passado, 'Vinte Degraus e Outros Contos', que recebeu o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores e pela Câmara Municipal de Vila Nova da Famalicão.

 

O Prémio Camões reconhece assim a imaginação, o poder de criação de personagens, e o invulgar modo de trabalhar a língua portuguguesa que Hélia Correia tem revelado.

 

Então, neste post dedicado a Hélia Correia, gostaria de deixar duas sugestões de leitura de livros de literatura infantil e juvenil escritos pela autora.

 

 A Ilha Encantada. Hélia Correia

versão portuguesa para jovens

http://relogiodaguaeditores.blogspot.pt/

 

Começo pela 'A Ilha Encantada', versão para Jovens da obra de Shakespeare, A Tempestade (2008). Faz parte do Plano Nacional de Leitura, 8º ano.

 

Como escreve Hélia Correia, na introdução da sua adaptação da peça de William Shakespeare (1564-1616

 

«Compare-se esta peça com um sol. O poder dos seus raios tem gerado um sem-número de novas criações. Porém o centro permanece opaco e arde a temperatura inacessível. É o mais enigmático dos textos do mais enigmático dos autores. (…)

 

Sobre esta A Tempestade há que dizer que permanece estranha aos nossos olhos e aos nossos ouvidos. E, no entanto, as suas personagens vão, com outras, no jorro da popularidade, passando pelo tempo e pelas culturas, tratadas como gente da família, com ternura e com falta de respeito.

 

E ainda, um outro livro encantador, 'A Chegada de Twainy'. A sua obra infanto-juvenil mais recente (2011). Com ilustrações de Rachel Caiano.

 

 

A Chegada de Twainy | Hélia Correia

Ilustrações Rachel Caiano

http://relogiodaguaeditores.blogspot.pt/

 

Em jeito de apresentação deste livro com fadas, leiamos o que Hélia Correia respondeu numa entrevista, à pergunta “Como nasceu a Twainy?”:

 

«A Twainy existiu primeiro como nome, porque um priminho meu, um dos meus meninos – tenho muitos meninos, muitos amiguinhos –, muito pequenino, a primeira vez que veio ver-me, achou que eu era tia, e chamou-me Twainy, que era o nome que ele dava às tias. E eu achei que o nome era muito bonito e fiquei com o nome. Não só a Twainy dele, como pensei: este nome é muito bonito, este nome vai existir de qualquer modo. Depois, numa loja que eu frequento muito e que também tem assim muitas coisas invulgares, encontrei uma bonequinha com asas de tule. Esta bonequinha, com um aspecto muito, enfim, antifeérico, quando a vi pensei, olha aquela é a Twainy

 

Bom, em tempo de férias para alguns, aqui deixo sugestões de leituras de verão para ocupar tempos livres.

 

Para os que andam em exames, bons resultados, pois deles dependderão o vosso futuro no Secundário, ou no Ensino Superior.

 

Deixarei sempre que me for possível, sugestões de actividades de lazer, desde cinema, leitura, curiosidades culturais ou desportivas, antes de fazer uma pausa, como sempre, em Agosto.

 

A Professora GSouto

 

19.06.2015

Licença Creative Commons