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"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

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Mulheres repórteres de guerra : Clare Hollingworth !

 

 

 

 

Google doodle 106º Aniversário de Clare Hollingworth

https://www.google.com/doodles/

 

Clare Hollingworth (1911-2017) foi uma jornalista e autora inglesa. Ela foi a primeira correspondente de guerra. Foi Clare Hollingworth que deu a notícia do início da II Guerra Mundial, descrita como "o exclusivo do século".

 

Google homenageou-a hoje, dia 10 Outubro, com um Doodle, dando relevo assim  à figura de uma das jornalistas mais inspiradoras e pioneiras do mundo devido aos seus importantes contributos na cobertura da Segunda Guerra Mundial.

 

Clare Hollingworth, uma mulher apaixonada pela aventura. Clare morreu em Janeiro deste ano, 2017, com 105 anos.

 

O Doodle desta terça-feira assinala o 106º aniversário do nascimento de Clare Hollingworth. A Googleresolveu prestar esta homenagem à jornalista inglesa devido aos seus importantes contributos na cobertura da Segunda Guerra Mundial.

 

Saber + 

 

Com 27 anos, Clare decidiu que queria ser jornalista (1939). Trabalhava há poucos dias no jornal britânico Daily Telegraph, quando foi enviada para o sul da Polóniaonde todas as fronteiras tinham sido fechadas. Só veículos diplomáticas tinham autorização para passar.

 

 

 

manchete da notícia que Clare Hollingworth deu ao mundo a notícia de que a guerra estava a começar

 

 

Por iniciativa própria, pediu emprestado um carro do consulado britânico para tentar entrar no país que estava ocupado pelas tropas alemãs.  E quando viajava da Polónia para a Alemanha, viu e relatou forças alemãs reunidas na fronteira polonesa.

 

Três dias depois, Clare foi a primeira repórter de guerra a informar o mundo sobre a invasão alemã da Polónia.

 

 

 

 

 Ir + longe:

 

A 29 de agosto de 1939a sua história fez manchete no Daily Telegraph com o título “1000 tanques reunidos na fronteira da Polónia”, onde descrevia que a artilharia alemã estava preparada para invadir aquele país. A invasão da Polónia pelas tropas nazis marcou o início da II Guerra Mundial. 

 

Em 2014, a jornalista deu uma entrevista ao The Telegraph onde explicou que era muito nova na altura e que a sua missão era simplesmente cuidar dos refugiados, dos surdos e dos mudos. A guerra limitou-se a surgir enquanto ela ali estava.

 

 

 

Clare Hollingworth

créditos: Clare Hollingworth Collection

http://www.bbc.com/news/uk-13960347

 

Hollingworth costumava dizer que ela era mais feliz quando percorria o mundo, viajando rapidamente e pronta para o perigo. Este espírito levou-a a ter muitos exclusivos, desde o trabalho com refugiados judeus na Polónia, passando pela cobertura das guerras civis grega e argelina, a ser a primeira pessoa a entrevistar Mohammed Reza Pahlavi, o xá do Irão.

 

Passou grande parte da sua vida na linha da frente de vários conflitos, incluindo os do Médio Oriente, norte de África ou Vietname. Nos últimos 40 anos viveu em Hong Kongonde morreu aos 105 anos de idade, em Janeiro de 2017.

 

Recebeu inúmeros prémios. Embora grande parte dos seus primeiros trabalhos não tenha sido oficialmente atribuídos a ela, a experiência de Hollingworth e o trajecto da sua carreira levaram-na a ganhar o Prémio Mulher Jornalista do Ano, o Prémio James Cameron para o Jornalismo e um prémio de realização de vida da instituição O Que os Jornais Dizem.

 

Chegou a ser nomeada oficial da Ordem do Império Britânico pela rainha Isabel II.

 

 

 

Clare Hollingworth

http://www.abc.net.au/news/

 

Actividades:

 

  • Os alunos poderão fazer pesquisa sobre mulheres repórteres de guerra portuguesas e estrangeiras, dando início a um Jornal de Parede sobre a temática;
  • Há duas jornalistas portuguesas que são ou foram repórteres dee guerra: Maria João Ruela (foi ferida numa reportagem de guerra) e Cândida Pinto, ainda no activo, sendo agora comentadora em assuntos de guerra pela sua vasta experiência;
  • Sugerir aos alunos a possibilidade de fazer uma entrevista a uma das duas jornalistas via Skipe numa das aulas curriculares, depois de prévia readacção das perguntas da entrevista, sendo seleccionadas as melhores perguntas, e posterior alinhamento da entrevista.

 

 Como vêm, o acesso das mulheres a profissões de risco são uma realidade. Nada como seguir os seus sonhos, seja qual for a profissão. Não queremos mulheres só ba ciência e tecnologias. Queremos mulheres também nas humanidades.

 

A Professora GSouto

 

10.10.2017

 

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