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BlogdosCaloiros

"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

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"Em toda a infância houve um jardim - isto é coisa de poetas" Agustina Bessa-Luís | BlogdosCaloiros is my blog in Portuguese Language curriculum. It aims to enhance the lessons using ICT and captivate cultural curiosity

Curiosidades da Ciência : O segundo intercalar

 

 

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http://astronomynow.com/

 

Verdade. esta terça-feira dormimos mais um segundo. Deste modo, o mês de Julho 2015 chega mais tarde. Isto porque o último minuto de Junho tem mais um segundo, ou seja, terá 61 segundos e não 60. Bem, para alguns países acontece só no dia 1 de Julho, mas será ao mesmo tempo em todo o mundo.

 

Lagoa do Caldeirão

Açores, Portugal

http://upload.wikimedia.org/

 

Em Portugal, o segundo a mais, chega aos Açores na terça-feira, passando a sequência horária a ser 23:59:59, 23:59:60 e 00:00:00, em vez da tradicional sequência 23:59:5900:00:00.

 

porto-armandotavares.jpg

 

Porto, Portugal

créditos : Armando Tavares

https://www.facebook.com/cidadedoporto/

 

No continente e na Madeira, o "salto" dá-se na quarta-feira, com a sequência horária a marcar 00:59:59, 00:59:60 e 01:00:00, em vez de 00:59:59 e 01:00:00.

 

Esta correcção, a 26.ª desde 1972, serve para ajustar a hora atómica, dada com precisão por uma rede mundial de relógios atómicos (de átomos de césio e rubídio), à hora solar do planeta, dada pela rotação da Terra, cuja velocidade abranda a um ritmo irregular, por influência da força gravítica da Lua e do Sol. É a rotação da Terra que define a duração dos dias e das noites.

 

Sem a correcção, daqui a cerca de 800 anos quando fosse uma da tarde, o sol estaria no seu ponto mais alto, em vez de ser ao meio dia como é habitual.

 

segundo-intercalar2.jpg

 

 http://img.gfx.no/

 

Este acontecimento 'bizarro'  chama-se "o segundo intercalar". Permite fazer coincidir o tempo universal com as rotações por vezes irregulares do planeta Terra. Uma alteração calculada para compensar a rotação da Terra.  É a rotação da Terra que define a duração dos dias e das noites

 

"A rotação da Terra tem uma desaceleração paulatina, e os segundos intercalares são uma maneira de compensar isto" 

Daniel MacMillan, director da Nasa

 

O primeiro "segundo intercalar" foi adicionado em 1972. Com o segundo 'extra', a ciência tenta reconciliar duas escalas de tempo, a medição do Tempo Universal (TU), baseada na rotação da Terra e na sua posição relativamente aos outros astros, e a do Tempo Atómico Internacional (TAI), definido desde 1971 por um sistema de relógios atómicos.

 

segundo-intercalar.jpg

 créditos : Fabrice Coffrinni/AFP/Getty Images

http://img.obsnocookie.com/

 

 

O segundo intercalar ?

 

Em 1958, o segundo foi definido como 1/86.400 de um dia. “Foi baseado na rotação média do planeta Terra em 1820, usando dados de alta precisão”, disse ao Observador Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

 

Mas a Terra tem vindo a desacelerar a rotação (em torno de si própria), portanto um segundo baseado num dia de 1820, já não tem correspondência com um segundo baseado num dia de 2015. Os dias estão mais longos... ligeiramente.

 

Para resolver este problema dos dias variáveis, em 1967 redefiniu-se o segundo, com base na transição energética de um átomo de césio a zero graus Kelvin. Este segundo e os relógios atómicos que o medem são tão precisos que nunca sofrem alterações, ao contrário da oscilação na duração dos dias na Terra.

 

O objectivo do “segundo intercalar” é que a diferença entre a hora que marcam os relógios (UTC) e a escala astronómica (baseada no Sol e na rotação da Terra) não seja superior a 0,9 segundos.

 

Sem a correcção, daqui a cerca de 800 anos quando fosse uma da tarde, o sol estaria no seu ponto mais alto, em vez de ser ao meio dia como é habitual.

 

Bom, fala-se a possibilidade de eliminar este “segundo intercalar”. O tema esteve em discussão em 2012, na Conferência Mundial de Radiocomunicação, e poderá voltar a ser discutido no mesmo evento que decorrerá de 2 a 27 de Novembro de 2015, em Genebra (Suíça).

 

 

http://www.dn.pt/

 

 

Este segundo pode não fazer grande diferença para as pessoas neste momento, mas é importante para que os grandes sistemas de navegação por satélite ou os sistemas de sincronização das redes de computadores não tenham problemas.

 

Se pretendes actualizar ou introduzir o segundo a mais no relógio do teu computador, basta seguir as instruções dadas pelo Observatório Astronómico de Lisboa.

 

A Professora GSouto

 

30.06.2015

 

Licença Creative Commons 

Hélia Correia: Sugestões de leitura

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 Hélia Correia | Youtube

http://cache-img1.pressdisplay.com/

 

"Em minha casa os livros habitavam como presenças vivas."

Hélia Correia

A escritora Hélia Correia acaba de receber o Prémio Camões 2015, o mais prestigiado atribuído no espaço da língua portuguesa.

 

O Prémio Camões consagra a obra de um autor e não uma qualquer obra em particular. Já foi atribuido a vários autores de língua portuguesa.

 

Entre os escritores portugueses, lembremos Manuel António Pina que foi galardoado com o Prémio Camões 2011.  E que nós tão bem conhemos, quer pela leitura em sala de aula de livros seus, quer pela sua vinda à escola mais do que uma vez.

 

Outros autores portugueses? A nossa querida Sophia Mello Breyner - Prémio Camões 1999 - que tanto gostávamos de ler. Histórias encantadoras. Ou Miguel Torga (1989), José Saramago (1995), o nosso Prémio Nobel da Literatura em 1998.

 

Saramago que começamos a conhecer em A Maior Flor do Mundo, uma das raras obras de literatura infantil e juvenil do escritor.

 

Mas voltemos a Hélia Correia. Hélia Correia nasceu em Lisboa e passou a infância e a juventude em Mafra, onde frequentou o ensino primário e liceal. Era conhecida na sua infância como 'a menina dos gatos'.

 

Licenciada em Filologia Românica, foi professora do ensino secundário.

 

Hélia Correia

 http://ionline.pt/


Poetisa, contista e dramaturga, foi enquanto romancista que Hélia Correia se revelou como um dos nomes mais importantes e originais surgidos durante a década de 80, ao publicar, em 1981, O Separar das Águas.

 

Seguiram-se romances e novelas como Montedemo, Insânia, A Casa Eterna (Prémio Máxima de Literatura, 2000), Lillias Fraser (Prémio de Ficção do PEN Clube, 2001, e Prémio D. Dinis, 2002), Bastardia (Prémio Máxima de Literatura, 2006), e Adoecer (Prémio da Fundação Inês de Castro, 2010).

 

Hélia Correia é também contista, tendo publicado uma antologia dos seus contos em Novembro de 2008. E ano passado, 'Vinte Degraus e Outros Contos', que recebeu o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores e pela Câmara Municipal de Vila Nova da Famalicão.

 

O Prémio Camões reconhece assim a imaginação, o poder de criação de personagens, e o invulgar modo de trabalhar a língua portuguguesa que Hélia Correia tem revelado.

 

Então, neste post dedicado a Hélia Correia, gostaria de deixar duas sugestões de leitura de livros de literatura infantil e juvenil escritos pela autora.

 

 A Ilha Encantada. Hélia Correia

versão portuguesa para jovens

http://relogiodaguaeditores.blogspot.pt/

 

Começo pela 'A Ilha Encantada', versão para Jovens da obra de Shakespeare, A Tempestade (2008). Faz parte do Plano Nacional de Leitura, 8º ano.

 

Como escreve Hélia Correia, na introdução da sua adaptação da peça de William Shakespeare (1564-1616

 

«Compare-se esta peça com um sol. O poder dos seus raios tem gerado um sem-número de novas criações. Porém o centro permanece opaco e arde a temperatura inacessível. É o mais enigmático dos textos do mais enigmático dos autores. (…)

 

Sobre esta A Tempestade há que dizer que permanece estranha aos nossos olhos e aos nossos ouvidos. E, no entanto, as suas personagens vão, com outras, no jorro da popularidade, passando pelo tempo e pelas culturas, tratadas como gente da família, com ternura e com falta de respeito.

 

E ainda, um outro livro encantador, 'A Chegada de Twainy'. A sua obra infanto-juvenil mais recente (2011). Com ilustrações de Rachel Caiano.

 

 

A Chegada de Twainy | Hélia Correia

Ilustrações Rachel Caiano

http://relogiodaguaeditores.blogspot.pt/

 

Em jeito de apresentação deste livro com fadas, leiamos o que Hélia Correia respondeu numa entrevista, à pergunta “Como nasceu a Twainy?”:

 

«A Twainy existiu primeiro como nome, porque um priminho meu, um dos meus meninos – tenho muitos meninos, muitos amiguinhos –, muito pequenino, a primeira vez que veio ver-me, achou que eu era tia, e chamou-me Twainy, que era o nome que ele dava às tias. E eu achei que o nome era muito bonito e fiquei com o nome. Não só a Twainy dele, como pensei: este nome é muito bonito, este nome vai existir de qualquer modo. Depois, numa loja que eu frequento muito e que também tem assim muitas coisas invulgares, encontrei uma bonequinha com asas de tule. Esta bonequinha, com um aspecto muito, enfim, antifeérico, quando a vi pensei, olha aquela é a Twainy

 

Bom, em tempo de férias para alguns, aqui deixo sugestões de leituras de verão para ocupar tempos livres.

 

Para os que andam em exames, bons resultados, pois deles dependderão o vosso futuro no Secundário, ou no Ensino Superior.

 

Deixarei sempre que me for possível, sugestões de actividades de lazer, desde cinema, leitura, curiosidades culturais ou desportivas, antes de fazer uma pausa, como sempre, em Agosto.

 

A Professora GSouto

 

19.06.2015

Licença Creative Commons

 

Dia de Portugal : Luis Vaz de Camões

doodle-diaportugal.jpg

www.google.pt

 

Google, o motor de busca preferido dos jovens portugueses, tem hoje, dia 10 de Junho, na sua página de entrada, um doodle dedicado ao Dia de Portugal.

 

Já em 2013, Google nos tinha brindado com um doodle menos interessante, para meu gosto, mas que fazia referência ao artesanato português na célebre versão do galo de Barcelos. Talvez pensando nas Comunidades Portuguesas pelo mundo.

 

Pois bem ! Desta vez celebra a nossa linda calçada portuguesa, entre as cores da nossa bandeira, calçada que é tão apreciada pelos estrangeiros que nos visitam. A doodler convidada  é Ana Ramirez, uma designer mexicana.

 

Do programa do "Dia de Portugal" fazem parte muitas actividades, já todos sabemos, como desfiles e demonstrações militares, entre outras.

 

 

 

http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/

 

O Dia de Portugal, feriado nacional, celebra a morte de Luís Vaz de Camões em 1580. O nosso famoso escritor português, autor da obra Os Lusíadas, publicada em 1572, cerca de 100 anos depois da viagem de Vasco da Gama à ìndia.

 Lemos (extractos) nas aulas de língua e literatura portuguesa.

 

As armas e os varões assinalados

Que da ocidental praia Lusitana

Por mares nunca dantes navegados

Passaram, ainda além da Taprobana,

(...)

Luis de Camões, Os Lusíadas, Canto I, estrofe 1 (excerto)

 

O grande Luis Vaz de Camões, poeta épico, e grande divulgador da Língua Portuguesa e dos feitos heróicos dos nossos antepassados.

 

 

 

Visão D. Afonso Henriques, Batalha de Ourique (1139)

Frei Manuel dos Reis

https://pt.wikipedia.org/

 

Alguns dados históricos Dia de Portugal : 

 

Este feriado começou por ser adoptado pela Igreja Católica, como o dia do “Santo Anjo da Guarda de Portugal “Anjo de Portugal" também conhecido por "Anjo da Paz" é uma das designações atribuídas a "São Miguel Arcanjo" que representa "Portugal", ou seja, a essência espiritual na figura de um arcanjo que protege a nação portuguesa.

 

Após a Proclamação da República em Portugal, a 5 de Outubro de 1910, foi publicado um decreto (12 de Outubro 1910) estipulando os feriados nacionais.  

 

 

Dia de Portugal

http://photos1.blogger.com/

 

Saber +

 

O “10 de Junho” foi depois particularmente exaltado com o Estado Novo, o regime instituído em Portugal em 1933.

 

Era celebrado como o “Dia da Raça” (Raça Portuguesa). Durante o regime do Estado Novo, o dia “10 de Junho” continuou a ser identificado como o “Dia de Camões, de Portugal e da Raça“

.

Após a Revolução do 25 de Abril de 1974, a celebração do dia passou a prestar homenagem a “Portugal, Camões e às Comunidades Portuguesas“.

 

 

 

Luiz Vaz de Camoes

http://2.bp.blogspot.com/

 

Pouco se sabe sobre a vida de Camões. Ninguém tem muitas certezas sobre o sítio onde nasceu ou mesmo o ano certo do seu aniversário.

 

História :

 

A 10 de Junho de 1579 ou 1580, Luis Vaz de Camões morreu em Lisboa, deixando para trás uma das obras que mais enaltece os feitos e descobertas portuguesas: Os Lusíadas (biblioteca digital online).

 

Já no século XIX, foi na figura de Camões que os liberais portugueses encontraram um símbolo para a sua luta contra a presença dos ingleses em Portugal, e que mais tarde levou à implantação da República.

 

E foi também a figura de Camões que deu origem ao feriado que hoje celebramos, 10 de Junho. 

 

Uma vez que não se tem a certeza da data do seu nascimento, a celebração da sua obra foi escolhida para o dia da sua morte. No século XIX, a Câmara de Lisboa quis construir uma estátua do escritor.

 

De facto, Lisboa foi um dos municípios que nos primeiros anos da República escolheu o dia 10 de Junho como feriado municipal. 

 

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Dia de Portugal, Luis de Camões

http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/

 

A partir de 1944, o feriado passou a ser designado como "Dia de Camões, de Portugal e das Raças", como forma de propaganda ao império português. A figura do escritor continuou a ser associada às descobertas e vitórias além-mar, e ao estatuto de herói português.

 

Só em 1978, já depois da revolução do 25 de Abril de 1974, é que o feriado passou a ser conhecido como hoje é denominado: "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas".

 

Várias são as comunidades portuguesas no estrangeiro celebram este dia com vários eventos e festas para matar saudades de Portugal.

 

 

Luis Vaz de Camoes

http://upload.wikimedia.org/

 

Luiz Vaz de Camoes,  biografia em jeito de romance : 

 

Como não foi reconhecido em vida, pouco se conhece sobre Camões. Diz-se que foi grande aventureiro, mas não passam de lendas.

 

Supõe-se que nasceu em Lisboa ou em Coimbra, entre 1524 e 1525. Não tinha muito dinheiro e por isso viveu com um tio em Coimbra, onde estudou Humanidades.

 

Parece que foi poeta na corte de Dom João III. Não gostava de estar parado, gostava de mulheres e conta-se que foi um 'don juan'. Claro que entendes o que esta expressão significa.

 

Em 1549 partiu então para Ceuta (norte de África) em busca de aventura, juntando-se ao exército na luta contra os Mouros.

 

Conta-se que foi durante uma grande batalha que perdeu o seu olho direito. Por isso ele nos é apresentado sempre com uma pala.

 

 

 Luiz Vaz de Camoes

na prisão de Goa

pintura anónima 1556

https://pt.wikipedia.org/

 

De volta a Portugal, estaria preso durante um ano por andar sempre metido em confusões e lutas. 

 

Com o espírito de aventura que se lhe conhecia, dizem, na época, no ano seguinte voltou ao serviço militar e embarcou para o Oriente em busca de mais aventuras.

 

Esteve em várias expedições de pesquisa, exerceu um cargo em Macau que não lhe agradava, embarcando então para Goa. Foi em Goa que se deu o episódio mais conhecido da sua vida: o naufrágio em que morreu toda a tripulação. 

 

 

 

Caravela Portuguesa

http://cs622517.vk.me/

 

Diz a lenda que, nesse naufrágio, morreu Dinamene, a companheira oriental do poeta, enquanto Camões se salvava a nado juntamente com os manuscritos de Os Lusíadas. Tendo ido parar a uma gruta, aí continuou a escrever o seu poema épico. Data dessa época a imagem que hoje temos: um poeta pobre, exilado, saudoso da sua terra.

 

Ah! minha Dinamene! Assim deixaste

Quem não deixara nunca de querer-te!

Ah! Ninfa minha, já não posso ver-te,

Tão asinha esta vida desprezaste!

(...)

Luis de Camões, Ah! minha Dinamene! Assim deixaste

 

 

Luiz Vaz de Camoes

retrato pintado em Goa (1581)

anónimo

https://pt.wikipedia.org/

 

Viveu em Goa até 1557 e, nesse ano, voltaria a Portugal. Fez, no entanto, uma escala em Moçambique onde viveu por alguns anos. Continuou a escrever os Lusíadas. Até que foi encontrado por Diogo do Couto, um admirador, e retornou a Lisboa por volta de 1569. 

 

 

Selo comemoratvo

http://michel.wermelinger.ws/

 

Dois anos mais tarde publicou Os Lusíadas, um livro que canta em verso os grandes feitos dos portugueses. Dedicou a epopeia ao Rei D. Sebastião, desaparecido na batalha de Alcácer-Quibir. 

 

Durante 3 anos viveu com uma pensão real no valor de 15 000 réis anuais : 15 escudos, na moeda portuguesa, 7 cêntimos em €uros. Consegues comparar o valor do dinheiro no séc. XVI e agora? Incrível, não achas.

 

 

Túmulo de Luiz de Camoes

créditos : Luis I. Costa

http://cdn.olhares.pt/

 

Acabou por morrer na miséria, num hospital, no dia 10 de Junho de 1580. Por coincidência nesse mesmo ano, Portugal perdeu a sua autonomia política em favor da Espanha. Entrou a dinastia dos Filipes.

 

Em carta a Dom Francisco de Almeida, o poeta refere esse momento: "...acabarei a vida e verão todos que fui tão afeiçoado à minha pátria que não me contentei em morrer nela, mas com ela."

 

A Professora GSouto

 

10.06.2015

 

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